Dia do Nordestino - 08 de Novembro

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O vento na Ilha - Pablo Neruda

O Vento na Ilha
O vento é um cavalo
Ouça como ele corre
Pelo mar, pelo céu.
Quer me levar: escuta
como recorre ao mundo
para me levar para longe.

Me esconde em teus braços
por somente esta noite,
enquanto a chuva rompe
contra o mar e a terra
sua boca inumerável.

Escuta como o vento
me chama calopando
para me levar para longe.

Com tua frente a minha frente,
com tua boca em minha boca,
atados nossos corpos
ao amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa me levar.

Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque
galopando eu, emergido
debaixo teus grandes olhos,
por somente esta noite

descansarei, amor meu.


terça-feira, 23 de julho de 2013

Sinônimo de amor é amar


Sinônimos Chitãozinho e Xororó

Quanto o tempo o coração
Leva prá saber
Que o sinônimo de amar
É sofrer...
No aroma de amores
Pode haver espinhos
É como ter
Mulheres em milhões
E ser sozinho..
Na solidão de casa
Descansar
O sentido da vida
Encontrar
Quem pode dizer
Onde a felicidade está...
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar...
Quem revelará o mistério
Que tem a fé
E quantos segredos traz
O coração de uma mulher
Como é triste a tristeza
Mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz
Na imensidão do paraíso
Quem tem amor na vida
Tem sorte
Quem na fraqueza sabe
Ser bem mais forte
Ninguém sabe dizer
Onde a felicidade está...
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar...(2x)
Quem revelará o mistério
Que tem a fé
E quantos segredos traz
O coração de uma mulher
Como é triste a tristeza
Mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz
Na imensidão do paraíso...
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar...(2x)


Poesia concreta - retirada do banco de Dados da web


No ar minha folhas dançam
Na água meu tronco flutua
No meu leito as pessoas se guardam
Do Sol, da chuva, da lua
Desta Lua que só é vista pelos apaixonados
Que com um abraço acabam com o frio do interno
Que com um simples olhar esquecem do peito machucado
Ebordam em mim um coração de amor eterno.


Soneto de Fidelidade


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Patrícia de Currais Novos para a TV globo

Patrícia Gonzaga Medeiros, 10 anos. Aluna da zona rural de Currais Novos/RN é finalista do soletrando da Globo



A aluna Patrícia Gonzaga Medeiros, 10 anos, da escola Municipal Professor Salustiano Medeiros, em Currais Novos, será a representante do Rio Grande do Norte no quadro “Soletrando”, do Programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo.
Ela participou nesta terça(11) da eliminatória estadual, no estúdio da Inter TV, com outra curraisnovense, Sabrina Stefanny Campelo De Medeiros, 12 anos, da escola Municipal De Nossa Senhora, e venceu a disputa.
O detalhe que chamou atenção, é que Patrícia, que estuda o 6º ano do Ensino Fundamental, é da comunidade Malhada da Areia, zona rural do município, e tem que percorrer 18 quilômetros todos os dias para estudar. “Eu me dediquei muito a estudar, porque sabia que eu ia ganhar e com certeza eu vou ganhar lá no programa do Luciano Huck”, disse confiante.

Ainda não tem a data definida para a ida de Patrícia ao Rio de Janeiro.
A campeã do Soletrando em 2012 foi Yasmin Esswein, 13 anos, de Porto Alegre e levou pra casa uma bolsa de estudos no valor de R$ 100 mil.



  Parabéns aos professores que consegue manter a motivação em sala de aula, que contribui para o progresso da humanidade.
 Meus parabéns para a família de Patrícia, e os amigos estão felizes com a conquista.

Parabéns.Patrícia Gonzaga Medeiros. 
Fonte
Blog São Vicente em foco

Pitangas boas de cachos


Do fundo do quintal da minha casa
Pitangas boas 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Frei Damião - A fé de um povo - Maria da Paz



FREI DAMIÃO

Há 16 anos, no dia 31 de maio de 1997, morria aqui no Recife, com 99 anos de idade, Frei Damião de Bozzano, considerado santo pelo nosso povo.
Em homenagem a este mito nordestino, nascido na Itália, um pequeno poema que fiz lembrando o meu pai.

Frei Damião - A fé de um povo 

Uma imagem de santo na parede
Uma reza, um terço, uma oração
É assim a fé do Nordestino
Em seu santo Padim Frei Damião

Não há um pé de pessoa
Que não tenha um milagre pra contar
Ou uma história dessa bem boa
Que ninguém  se atreva  a duvidar


As filas faziam curvas na hora de confessar
Era um monte de pecados
Que todos tinham que debulhar
Homens, mulheres, crianças ninguém ficava calado

Na hora de receber penitência
Era aquela agonia
- Mulher tú tenha decência
Reze 100padre nosso e 200ave Maria

Num tom de brabeza e bença
Vive nosso  povo na fé
Entre o mito  e a lenda
É assim que o povo quer

É como diz o ditado
Se não queres ir à montanha
Fique aqui, esperando Maomé
  
31/05/2013
Macaíba RN
Maria da Paz dos Santos




segunda-feira, 13 de maio de 2013

sábado, 4 de maio de 2013

Poeta Paulo Varela e seus causos












Pro mode dessas doidice 

Que temo que escutar 

Tanta coisa ripitida 

Desses tanto bla-blá-blá 

Por isso qui tenho dito 

Os versos são mais bunito 

Do que esses pocotó 

Gente sen arte tá rico 

E ouvido não é pinico 

E nem também urinó 

Faço coisa diferente 

Dessas raízes da gente 

Pois eu acho mais mió 

Falo de nossas sabenças 

Das nossas maledecências 

Das coisas do mei rurá 

Eu falo do sofrimento 

Do chicotar do jumento 

Do vôo do carcará 

Falo do gado magrenho 

Da cachaça, do engenho 

Do nordestino sofrido 

Desse mato ressequido 

Do espinho unha-de-gato 

Tocaia no mei do mato 

Das poça, do lamaçá 

Da mãe que dá de mamar 

Do aboiar do vaqueiro 

Do repicar do ferreiro 

Das prece, dos retirante 

Dos bando de avuante 

Do sol amarelo e quente 

Da fome de nossa gente 

Cangaia, borná, chucaio 

Tropeiro no seu trabaio 

Bisaca, xote, capim 

Das negas, dos cabra ruim 

Viola, moitão, furquia 

Do calor do meio-dia 

Casa de taipa, forró 

Cachorro, gato, socó 

Dos cabôco bom de briga 

Das gostosas rapariga 

Trinchete, alguidá, panela 

Do pilão, cabaço e vela 

Do luar, da lamparina 

Dos perfume das menina
 
Quengo, feira e caçote 

Biqueira, coice, magote 

Farinha, feijão, arroz 

Do nosso baião-de-dois 

Cangapé, foice, matuto 

Nossa fé, do nosso luto 

Dos andar das romaria 

Do repente, cantoria 

Das beatas rezadeira 

Dos tiros de baladeira 

Dos bolão de vaquejada 

Dos coriscos, trovoada 

Enxada, perneira e pá 

Brida, roçado, vasante 

Mas vamos mais adiante 

Que não parei de falá.





quinta-feira, 2 de maio de 2013

Mais educação Henrique Castriciano - aula de Letramento






O Mais Educação é um programa do Governo Federal  e implantado Na Escola Estadual "Henrique Castriciano de Souza - Macaíba, que visa benificiar o aluno com aulas Letramento, Matemática, Percusão, informática, Capoeira e Voleibolk, além de aplicar uma reeducação alimentar e trabalhar os valores e tentar envolver o aluno no processo ensino-aprendizagem para elevar as notas do IDEB. Usando as palavras dosa técnicos em Educação - promover um ensino de Qualidade, dentro de uma Escola de Qualidade.














Poema de Fernando Sabino

De tudo ficaram três coisas... 
A certeza de que estamos começando... 
A certeza de que é preciso continuar... 
A certeza de que podemos ser interrompidos 
antes de terminar... 
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!

Fernando Sabino

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Retrato da Seca - Onildo Barbosa




Sertanejo sentindo a sede

E a fome que tanto devora 

Matulão lá no pé da parede 

Só lhe resta vontade a gora 

De juntar a família tristonha, 

Já cançada de tanto sofrer 

Deixar tudo prá traz e ir embora. 

Já morreu minha vaca pintada 

E de sede o cavalo alazão,

Jaçanã foi pra longe e deixou 

Asa branca caída no chão, 

O vaqueiro também já se foi 

Só deixou o chapéu e o gibão,

Joelhado olhou pra o são francisco, 

E pediu a transposição.  

O sertão assolado sem chuva 

Tanta agua no rio que corre 

Despeijando lá no eceano 

E aqui tanta vida que morre, 

Quem está na elite não ver, 

O sofrer e nem tem compaixão, 

Sem lembrar que lá, tem gente morando. 

E em tão puco que existe o sertão. 

Já morreu minha vaca pintada 

E de sede o cavalo alazão 

Jaçanã foi pra longe e deixou 

Asa branca caída no chão, 

O vaqueiro também já se foi 

Só deixou o chapéu e o gibão, 

Joelhado olhou pra o são francisco, 

E pediu a transposição. (bis) 




















Matéria do Blog Jatão Vaqueiro - Chuva em Caraúbas


sábado, 20 de abril de 2013

NOTÍCIAS

CARAÚBAS/RN REGISTRA A MAIOR CHUVA DOS ÚLTIMOS ANOS

Desde das 08h00min da noite de ontem (19) até a manhã deste sábado que chove na cidade de Caraúbas/RN.

Inicialmente, uma precipitação de 29 mm aconteceu em nossa cidade. Após um curto espaço de tempo, uma chuva intensa começou e, até as 08h10min desta manhã os registros dos pluviômetros (Centro) já superam os 140 mm.

O volume acumulado nas últimas horas chega aos 170 mm e é quase três vezes superior a todo aquele registrado no primeiro trimestre deste ano. Como atingiu a zona rural, alguns pequenos açudes já começaram a transbordar.
http://saovicentern.blogspot.com.br/

Natal vista da janela de Odiléia

PEDRO MENDES - LINDA BABY

Essa é uma terra de um Deus mar
De um Deus mar que vive para o Sol
E esse Sol está muito perto daqui
Venha e veja tanto quanto pode se curtir

Linda terra para a mãe gentil
Belo cai o sol sobre esse rio
E esse rio também está perto daqui
Venha e veja tanto quanto é o nosso Potengi

Sempre que estiveste por aqui
Não observaste o nosso ser
Nem aproveitaste o lindo olhar ao céu
Venha pois não dá prá dizer tudo no papel

Curte-se aqui ao natural
A natureza espalha o nosso chão
Estou cantando a terra que é o meu viver
E acontece que eu estou cansado de dizer

Que aqui não tem avenida São João
Nem o mesmo padrão que se tem por aí
Coisas que não tem em todo o canto não se deve exigir

Isso é Natal, ninguém se dá muito mal
Como dizem pessoas quase sem se sentir
Linda baby, baby linda, volte sempre aqui.

À espera de um milagre




Creio em ti
Sem nunca te ver
Creio em ti
Sem nunca tocar em ti
A minha fé me faz ver
O que ainda não existe
Eu posso enxerga

Eu faço existir
Aquilo que eu so posso sonhar
Tenho em minhas mãos
Poder pra conquistar
Poder pra possuir
Aquilo que pela fé eu determinar

Tenho em minhas mãos
Poder para realizar
Aquilo que ate eu humano não vejo
Como concretizar

Essa fé
Que faz o fraco vencer
Faz o soldado ferido lutar
A fé que faz
O inimigo corre
Abre meus olhos
E me faz enxergar
Essa fé
Que faz o surdo ouvir
E essa fé
Que faz o cego a vistar
Abre porta
Onde nem parede tem
E o impossível
Ele me faz alcançar

Tenho em minhas mãos
Poder pra conquistar
Poder pra possuir
Aquilo que pela fé eu determinar


E essa fé
Que faz o fraco vencer
Faz o soldado ferido lutar
A fé que faz
O inimigo correr
Abre meus olhos
E me faz enxergar

Essa fé
Que faz o surdo ouvir
Essa fé
Que faz o cego a vistar
Abre porta
Onde nem parede tem
E o impossível
Ele me faz alcançar

Link: http://www.vagalume.com.br/gisele-nascimento/o-poder-da-fe.html#ixzz2RFmtzuFf