Boca Livre e 14 Bis
Composição: Fernando Brant / Milton Nascimento
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, carater, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sussegado qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
E me fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, carater, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sussegado qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
E me fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, carater, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sussegado qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
ORGULHO DE SER NORDESTINO O nordeste hoje implora as águas da cachoeira a chuva corre por fora nem passa pela porteira. por causa dessa demora nordestino quando chora as lágrimas são de poeira. E quando a chuva aparece o ano começa bem tem gente que reza prece tem outras que diz amém a Deus o sertão agradece e eu agradeço também. Guibson Medeiros
Dia do Nordestino - 08 de Novembro
terça-feira, 30 de março de 2010
O amor é ...

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões (1524-1580)
segunda-feira, 15 de março de 2010
Chico Buarque e o Leite Derramado - Pesquisa

O nome dele é Francisco Buarque de Hollanda. Conhecido mesmo como o Chico Buarque, carioca geminiano de 19 de junho de 1944. Músico, dramaturgo e escritor brasileiro, dentre tantas qualidades. Seu pai era ninguém menos que o historiador Sérgio Buarque de Holanda.
Chico Buarque de Holanda iniciou sua longa e de sucesso carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção A Banda, o Festival de Música Popular Brasileira. Em 1969, devido à repressão da Ditadura, exilou-se na Itália, tornando-se, ao retornar, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democracia brasileira. Na carreira literária, foi ganhador do Prêmio Jabuti, pelo livro Budapeste, lançado em 2004.
Vamos conhecer agora algumas Musicas Chico Buarque que marcaram sua carreira como clássicos da música brasileira.
A letra abaixo é de Calice Chico Buarque, uma das mais importantes músicas que criticava a ditadura, dando dupla conotação a “cálice”.
Pai! Afasta de mim esse cálice (cale-se)
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue…(2x)
Como beber
Dessa bebida amarga
Tragar a dor
Engolir a labuta
Mesmo calada a boca
Resta o peito
Silêncio na cidade
Não se escuta
De que me vale
Ser filho da santa
Melhor seria
Ser filho da outra
Outra realidade
Menos morta
Tanta mentira
Tanta força bruta…
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue…
Como é difícil
Acordar calado
Se na calada da noite
Eu me dano
Quero lançar
Um grito desumano
Que é uma maneira
De ser escutado
Esse silêncio todo
Me atordoa
Atordoado
Eu permaneço atento
Na arquibancada
Prá a qualquer momento
Ver emergir
O monstro da lagoa…
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue…
De muito gorda
A porca já não anda
(Cálice!)
De muito usada
A faca já não corta
Como é difícil
Pai, abrir a porta
(Cálice!)
Essa palavra
Presa na garganta
Esse pileque
Homérico no mundo
De que adianta
Ter boa vontade
Mesmo calado o peito
Resta a cuca
Dos bêbados
Do centro da cidade…
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue…
Talvez o mundo
Não seja pequeno
(Cálice!)
Nem seja a vida
Um fato consumado
(Cálice!)
Quero inventar
O meu próprio pecado
(Cálice!)
Quero morrer
Do meu próprio veneno
(Pai! Cálice!)
Quero perder de vez
Tua cabeça
(Cálice!)
Minha cabeça
Perder teu juízo
(Cálice!)
Quero cheirar fumaça
De óleo diesel
(Cálice!)
Me embriagar
Até que alguém me esqueça
(Cálice!)
O último grande Livro Chico Buarque é Leite Derramado.

Leite Derramado
A história do livro Chico Buarque é a seguinte - leite derramado chico buarque: Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. A visão que o autor de leite derramado chico buarque nos oferece da sociedade brasileira é extremamente pessimista: compadrios, preconceitos de classe e de raça, machismo, oportunismo, corrupção, destruição da natureza, delinquência.
A saga familiar marcada pela decadência é um gênero consagrado no romance ocidental moderno. A primeira originalidade deste livro, com relação ao gênero, é sua brevidade. As sagas familiares são geralmente espraiadas em vários volumes; aqui, ela se concentra em 200 páginas. Outra originalidade é sua estrutura narrativa. A ordem lógica e cronológica habitual do gênero é embaralhada, por se tratar de uma memória desfalecente, repetitiva mas contraditória, obsessiva mas esburacada.
O texto é construído de maneira primorosa, no plano narrativo como no plano do estilo. A fala desarticulada do ancião, ao mesmo tempo que preenche uma função de verossimilhança, cria dúvidas e suspenses que prendem o leitor. O discurso da personagem parece espontâneo, mas o escritor domina com mão firme as associações livres, as falsidades e os não-ditos, de modo que o leitor pode ler nas entrelinhas, partilhando a ironia do autor, verdades que a personagem não consegue enfrentar.
Em suas leves variantes, as lembranças obsessivas revelam sutilezas ideológicas e psíquicas. E, como essas lembranças têm forte componente plástico, criam imagens fascinantes. Tudo, neste texto, é conciso e preciso. Como num quebra-cabeça bem concebido, nenhum elemento é supérfluo.
Há também um jogo com os espaços onde ocorrem os acontecimentos narrados. As várias casas em que o narrador morou, como as décadas acumuladas em suas lembranças, se sobrepõem e se revezam.
O fato de nem no fim da vida o homem de leite derramado chico buarque compreender e aceitar o que aconteceu torna seu drama ainda mais lamentável. Os enganos ocasionados por seu ciúme são tragicômicos, e o escritor os expõe com uma acuidade psicológica que podemos, sem exagero, qualificar de proustiana. Leyla Perrone-Moisés
domingo, 7 de março de 2010
Mal entendido, sabedoria ou ignorância ? - Da Paz

Mal entendido, sabedoria ou ignorância?
Maria da Paz
Macaíba/Fevereiro de 2010
Menina! eu nem te conto. Quer dizer, conto!!!
Eu moro, ou melhor, eu trabalho em um apartamento
de luxo, num condomínio de elite, num bairro
nobre da Capital do Sol.
Minhas amigas suspirando pelos cantos diziam assim:
- Ah que família linda! e o teu patrão?!!
- Oh que família!!! Além de lindos são podres de ricos.
Mas, eu atrapalhando, digo mesmo:
- Lindos? ricos? vocês estão por fora! São ricos não.
Na verdade são podres de pobres. Eles não tem nada não.
- Ué?!! Como tem nada não, estás doida mulher?
Que coisa feia, difamando os patrões. E esse luxo todo?
- Digo e repito: Tem nada, na-da, nada.
Até o fogão é emprestado.
- Que mentira, deixa disso!
- É sim. O fogão, a cafeteira, o liquidificador,
a sanduicheira, a batedeira e até o forno micro ondas
são de um sujeito chamado "ARNO" com letra maiúscula,
minha filha. E a geladeira??? A patroa diz: - Cuida
bem que é pra não arranhar que é da Britânia! Os
armários são de um gay!
- Gay???!! que gay?
-Ah! Isso eu não sei, mas eles dizem: esses armários
são da "Delano". Vê se pode!? Tudo alheio. Toalhas?
da Teca! As roupas!? umas são de um tal de Pool, outras de um
cara chamado Pierre.
- Minhas filhas, para seus governos,
até as cuecas são de um rapaz que se chama Kelvin clai.
- Mas, eu carrão da patroa?
- Uh! da patroa vírgula, é de uma mulher
que eu não conheço, mais sei que se chama Mercedes.
É uma pobreza só. O patrão é o mais cara de pau de todos,
quando os amigos de trabalhos vem o visitar ele diz:
Vamos tomar uma cachacinha? essa é das boas,
é de Vitória de Santo Antão, se é o wisque ele diz:
- esse é Jone Uoque. Vocês podem acreditar, a pindaíba
é tão grande que as bolsas e as sandálias também são
emprestadas - elas pedem sandálias uma tal de
Ana bela, Ana Rosa, da Ivete, da Xuxa,
as botas é de uma moça lá Rio Grande do Sul, a Renata.
AS pobres pra não viverem tão feias, usam a maquiagem
alheia, dizeram que é de uma anciã, é da Dona Helena Rubstaen.
E o creme? É da Dona Nívea. Meu Deus, até o sabonete é de um
tal Senador. Que tristeza, que horror!
Um caso de poesia - Carlos Drummond de Andrade

"Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez, Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pala chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça: -Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia". (Carlos Drummond de Andrade).
quinta-feira, 4 de março de 2010
Daudet Bandeira disse

Não é uma estrela nem é um cometa,
Não é um discurso nem é um sermão,
É a poesia deusa do sertão!
Na vanguarda de cuidar do planeta!
Desviar o raio ultravioleta,
Apagar queimadas da aba da serra,
Cegar o machado e a moto-serra
Para inibir o desmatamento,
Livrar o planeta do aquecimento,
Lavar o espaço e salvar a terra!!
Margear de flores o velho caminho!
Ajudar a abelha a fazer o mel,
Como o cão de caça, amigo fiel,
Que não deixa o dono na mata sozinho!
Ver o João-de-barro construir o ninho
No pé de ameixa perto do oitão!
Rever o vaqueiro vestido em gibão,
Ouvir o gemido do carro-de-boi!
Voltar ao que antigamente foi,
Deixar a cidade e morar no sertão.
Levar uma vida pacata e serena,
Preservar as fontes de nossa cultura,
Ter o cordel como a literatura
Mais original romântica e amena!
Assistir à missa, o culto, a novena,
E não descuidar da religião!
Respeitar a nossa Constituição
Na aplicação dos nossos alcaides,
Viver sem estresse sem ódio e sem adis,
Sem droga e sem câncer, sem poluição!
Sinônimos - Maria da Paz
As vezes fico pensando! como pode um caipira, sair de seu chão seco, vai para os grandes centros produzir verdadeiros clássicos músicais que se transformam em hinos. Analizando bem, os maiores e melhores cantores da MPB são nordestinos, o que contrariaram as linhas do destino. Zé Ramalho com seu intelecto apurado, sabe tudo. É uma enciclopédia, meu Deus! Minha inveja é do bem. Quero esse cara fazendo muitos milhares de poemas, para alegrar nossos ouvidos.

Sinônimos
Sinônimos
Zé Ramalho
Composição: Chitãozinho e Xororó/ Zé Ramalho
Quanto o tempo o coração, leva pra saber
Que o sinônimo de amar é sofrer
No aroma de amores pode haver espinhos
É como ter mulheres e milhões e ser sozinho
Na solidão de casa, descansar
O sentido da vida, encontrar
Ninguém pode dizer onde a felicidade está
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar
Quem revelará o mistério que tenha fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
Quem tem amor na vida, tem sorte
Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte
Ninguém sabe dizer onde a felicidade está
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar
Sinônimo de amor é amar
Sinônimo de amor é amar
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar
Quem revelará o mistério que tem a fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônino de amor é amar

Sinônimos
Sinônimos
Zé Ramalho
Composição: Chitãozinho e Xororó/ Zé Ramalho
Quanto o tempo o coração, leva pra saber
Que o sinônimo de amar é sofrer
No aroma de amores pode haver espinhos
É como ter mulheres e milhões e ser sozinho
Na solidão de casa, descansar
O sentido da vida, encontrar
Ninguém pode dizer onde a felicidade está
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar
Quem revelará o mistério que tenha fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
Quem tem amor na vida, tem sorte
Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte
Ninguém sabe dizer onde a felicidade está
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar
Sinônimo de amor é amar
Sinônimo de amor é amar
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar
Quem revelará o mistério que tem a fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônino de amor é amar
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O Guarda abilolado - Chico Pedroza com Lirinha
Doutor, eu tenho razão,
De ser meio abilolado,
Venho dum tempo marcado
Por seca e revolução.
Quando eu tinha ano e meio,
Escapei de um tiroteio,
De meu pai com a bolandeira.
Se meu pai ganhou, eu não sei
E também nunca perguntei,
Nem, sequer, por brincadeira.
Vim conhecer a cidade,
Quando votei pra prefeito
Que por sinal, foi eleito,
E, para minha felicidade,
Me deu um emprego de guarda,
Me entregou uma farda,
Um capote, um coturno,
Um cacete envernizado,
Um apito enferrujado,
Eu fui ser guarda noturno.
Passeava as noites inteiras,
Apitando na cidade,
Escola, igreja, cinema,
Mercado e maternidade.
Nas noites frias do inverno,
Eu usava um velho terno,
Umas meias de crochê,
Bebia quatro cachaças,
Dava três voltas na praça
E corria pru cabaré.
Lá existia de tudo:
Discursão, briga, lorota,
Uns contava aventura,
Outro pagava uma meiota;
Quando um bêbado se zangava,
Eu ia lá e ajeitava.
O bêbado ficava manso,
Pagava pra mim uma bebida
Eu dava um apito e saía,
Na velha ginga de ganso.
Até que um dia o prefeito,
Fez uma reunião
E nela perguntou aos guardas:
-Querem aumento ou promoção?
Antes de fechar a boca,
Eu gritei com voz rouca:
-Quero promoção seu Zé!
Disse ele tá garantido,
Aprovado e promovido,
No maior posto que houver.
Me deu uma farda nova,
Florada,que nem chita enfeitada,
De galão, estrela, medalha e fita,
Broche, botão e alfinete;
Trocou meu velho cacete
Por um novo profissional,
E me disse: de hoje em diante,
Você é comandante,
De Guarda Municipal.
Pois três meses depois,
Veio a guerra mundial
E, nesse tempo, uma irmã minha
Tava morando em Natal.
Eu resolvi visitá-la;
Botei a farda na mala,
Passei o cargo a Raimundo
Que era quase um irmão.
Peguei o trem na estação,
E me intupigaitei pelo mundo.
Eita lugar longe da gota.
Quase o trem não chegava mais;
Tinha hora que pensava
Que ele tava andando pra trás.
Entre solavancos e berros,
O velho embuá de ferro,
Viajou a noite inteira,
E de manhã cedo, chegou
Deu um apito e parou
Na estação da Ribeira.
Desembarquei e fiquei
Perdido na multidão.
Quando eu puxava conversa
Ninguém me dava atenção.
Quando mais bom dia eu dava,
Mais o povo se abusava,
Talvez me achando chato.
Era um povo diferente,
Da qualidade da gente,
Das cidadinhas do mato.
Perguntei a mais de mil,
Se eles davam notícia
De Carmelita de Sousa,
Uma cabocla mestiça,
Mulher do guarda Pompeu,
Mais morena do que eu
E de cabelo meio ruim,
Que morava na Ari Parreira,
Que fica perto da feira
No bairro do Alecrim.
Depois de tanta pergunta,
Depois de ouvir tanto não,
Me apareceu carmelita,
No pátio da Estação,
Toda cheia de finesses,
Puxando nos Rs e Ss
Que nem mulher de doutor,
Nem parecia a matuta,
Que lavrou a terra bruta,
No Sertão do interior.
Mesmo assim me recebeu,
Na sua casa mudesta,
Os primeiros cinco dias,
Para nós foram de festa.
Quando o sexto dia veio,
Resolvi dar um passeio.
Mandei engomar a farda,
Me banhei, tirei o grude,
Me preparei como pude,
Para ter um dia de glória.
Passei o resto da tarde,
Sentado num tamborete,
Pregando estrelas, galões,
Broche, alfinete, botões,
Comprei mais uns acessórios,
Enfeitei o suspensório,
Feito de sola curtida.
De manhã cedo me vesti,
Tomei café e sai,
Dando risada da vida.
Na praça Gentil Ferreira,
Aonde tinha um mercado,
Eu parei para tomar fôlego,
Quando passava um soldado
E fez continência para mim.
Eu fiquei pensando assim:
Que danado ele viu neu,
Na certa ta me confundindo,
Ou me achando parecido,
Com algum colega seu.
E haja passar soldado,
Fazendo assim com a mão.
Daqui a pouco era sargento,
Coronel, capitão, cabo,
Tenente, major
E todo o estado maior,
Dos quartéis da redondeza
Cumprimentavam-me ali
Até hoje nunca vi
Tamanha delicadeza.
Desfilaram tanques de guerra,
Aviões em vôo rasantes,
Sirenes tocaram mais fortes,
Canhões dispararam distantes.
Um praça do Coronel,
Puxou do bolso um papel,
Onde tinha um letreiro
Que dizia: - Em nossa terra
Tem um espião de guerra,
Que chegou do estrangeiro.
Não quis falar com ninguém,
Não pergunta e nem responde,
Ninguém sabe de onde vem,
Ninguém sabe onde se esconde.
A sua farda é de cor de ameixa,
A impressão que nos deixa,
É que é um grande guerreiro,
Filho de outra nação,
Ou um perigoso espião,
Das guerras do estrangeiro.
Vamos levá-lo ao quartel,
Para uma averiguação,
Pois precisamos saber,
De onde veio esse espião.
Em seguida me levaram
Ao quartel e me entregaram
Ao Comandante Geral
Que, quando me viu fardado,
Perguntou meio assustado:
- Que tás fazendo em Natal?
Donde diabo é essa farda?
Faça o favor de informar,
E como se chama a nação
Que usa uniforme diferente?
E quem lhe deu tanta patente?
A troco não sei de que.
E porque Vossa Excelência
Não responde as continências,
Afinal, quem é você?
-Coronel, eu sou Zé Carrapeta,
Sou filho do Cariri.
Não sei fazer continência,
Pra gente que nunca vi.
Porém, nunca fui intruso
E, acredite, eu só uso
Esse quepe de biriba,
Essa farda e esse coturno,
Porque sou Guarda Noturno,
Em Sapé, na Paraíba.
CHICO PEDROZA
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Poema de mei de rua - Maria da Paz
Meus povos e minhas povas
Cumpade se achegue aqui
Iscutem as boa novas
Veam correno mi ouvir
Num palanque de pau duro
Vou fazer o meu discurso
E num mi xingue de viado
Nem muito menos de urso
Andano de porta em porta
Na minha égua Bandida
Já vi tudo quanto é marmota
Quando conto, inté Deus duvida
Pé de lã pulano muro
Caino lá no buraco
Se aproveitano do escuro
Traiu o Zé do Barraco
Uma bêba trambiqueira
Si iscondeu atraz dos pano
Se perdeu nas buraquera
Conde tinha nove anos
Seu Ricardo lá da venda
Cobrano juros a pobre
Vendeno o metro de renda
A preço de seda nobre
O menino da purtera
Queria ser pagodeiro
Trocou um par de besteira
por um bonito pandeiro
Meu padrim pade Ciço
Levano uma romaria
As véias levava o santo
E as novas?! Ave Maria!!!
Naquele dia fatídico
Quaje três da madrugada
Entrei no cabaré de Tantico
Duas putas dero risada
Uma dama de vermeio
Cruzava o meu caminho
A muié era tão feia
Tinha óido de espeio
Coitado do Zé de Benta
Com medo de levar ponta
Escondeu a dona increnca
e arresoveu pagar a conta
E Da Luz de Zé Ribeiro
Se meteu com Zé Ninguém
Trabalhou o mes inteiro
Não recebeu um vintém
...
Cumpade se achegue aqui
Iscutem as boa novas
Veam correno mi ouvir
Num palanque de pau duro
Vou fazer o meu discurso
E num mi xingue de viado
Nem muito menos de urso
Andano de porta em porta
Na minha égua Bandida
Já vi tudo quanto é marmota
Quando conto, inté Deus duvida
Pé de lã pulano muro
Caino lá no buraco
Se aproveitano do escuro
Traiu o Zé do Barraco
Uma bêba trambiqueira
Si iscondeu atraz dos pano
Se perdeu nas buraquera
Conde tinha nove anos
Seu Ricardo lá da venda
Cobrano juros a pobre
Vendeno o metro de renda
A preço de seda nobre
O menino da purtera
Queria ser pagodeiro
Trocou um par de besteira
por um bonito pandeiro
Meu padrim pade Ciço
Levano uma romaria
As véias levava o santo
E as novas?! Ave Maria!!!
Naquele dia fatídico
Quaje três da madrugada
Entrei no cabaré de Tantico
Duas putas dero risada
Uma dama de vermeio
Cruzava o meu caminho
A muié era tão feia
Tinha óido de espeio
Coitado do Zé de Benta
Com medo de levar ponta
Escondeu a dona increnca
e arresoveu pagar a conta
E Da Luz de Zé Ribeiro
Se meteu com Zé Ninguém
Trabalhou o mes inteiro
Não recebeu um vintém
...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Da Paz diz: Parabéns Compadre Lemos
Um versinho pequenino
Pequenino e bem ligeiro
Para parabenizar
Esse nosso companheiro
Saúde, paz e amor
E um punhado de dinheiro
Que Deus sempre ilumine
E enfeite os teus dias
E siga lhe abençoando
Com as mais belas poesias
Espero de coração
Que tenhas só alegrias!
Inspiração não te falte,
Nos salões e no terreiro.
Com seus cordéis bem rimados
Do primeiro ao derradeiro
Representando a cultura
Do nosso mundo estradeiro!
Desculpa pelo mal jeito,
pois me faltou a magia
Para escrever um poema
Com a sua categoria.
Receba o abraço apertado
Da sua amiga Maria.
Esse escrito, eu fiz no dia 14 de Janeiro de 2010
Para parabenizar um amigo de orkut "O Compadre Lemos"
Foi bem legal por que ele me deu uma dica com relação
a organização do poema. Eu fiquei muito feliz
Pequenino e bem ligeiro
Para parabenizar
Esse nosso companheiro
Saúde, paz e amor
E um punhado de dinheiro
Que Deus sempre ilumine
E enfeite os teus dias
E siga lhe abençoando
Com as mais belas poesias
Espero de coração
Que tenhas só alegrias!
Inspiração não te falte,
Nos salões e no terreiro.
Com seus cordéis bem rimados
Do primeiro ao derradeiro
Representando a cultura
Do nosso mundo estradeiro!
Desculpa pelo mal jeito,
pois me faltou a magia
Para escrever um poema
Com a sua categoria.
Receba o abraço apertado
Da sua amiga Maria.
Esse escrito, eu fiz no dia 14 de Janeiro de 2010
Para parabenizar um amigo de orkut "O Compadre Lemos"
Foi bem legal por que ele me deu uma dica com relação
a organização do poema. Eu fiquei muito feliz
domingo, 3 de janeiro de 2010
Deus! Obrigada pelo pão de cada dia
Ponha-se a mesa para todos
e não apenas para alguns,
que na hora de comer
não se aceitam os jejuns,
sobretudo se fizerem
da fome esse drama
que mata milhões por dia
vítimas de uma trama
que tanto nos angustia
por vermos os ricos mais ricos
e os pobres com tal pobreza
que priva de alimento
quem está faminto e sedento
e morre sem querer saber
o direito que, como nós,
também tinha de viver.
José Jorge Letria - O livro dos dias
e não apenas para alguns,
que na hora de comer
não se aceitam os jejuns,
sobretudo se fizerem
da fome esse drama
que mata milhões por dia
vítimas de uma trama
que tanto nos angustia
por vermos os ricos mais ricos
e os pobres com tal pobreza
que priva de alimento
quem está faminto e sedento
e morre sem querer saber
o direito que, como nós,
também tinha de viver.
José Jorge Letria - O livro dos dias
Meus frutos
Tenho por certo que quando se planta boas sementes se colhe bons frutos. Quando pensei em fazer um sarau ou um recital na escola em que leciono e que chamei de SARACITAL, o que na verdade eu queria era apenas divulgar a Cultura Popular Nordestina e assim o fiz, levei meu alunado a decorar poesias matutas, cordéis, músicas regionais e realizar pesquisas de nomes que representam essa cultura e principalmente se apresentar em público. Mas, o que eu não imaginei foi que esse pessoalzinho fosse se interessar tanto a ponto de fazer seus próprios poemas. Nomes como Jessier Quirino, Lirinha e Cordel do fogo encantado, Patativa do Assaré, Jackson do Pandeiro, Onildo Barbosa, Quinteto Violado, Banda de Pau e corda e tantos outros. Lucivânia e Aline Regina me mandaram esse fruto:

A flor do Nordeste
Lucivânia e Aline Regina
23/10/2009
Me dê uma flor delicada
Me dê uma flor perfumada
Para enfeitar meu Jardim
O jardim com aquela flor
Vai ser encantada de amor
O amor que você botou
dentro daquela flor
O amor que você botou
Dentro daquela flor
Eu não vou esquecer
Até morrer
Eu nunca vou esquecer
da flor que tu me deste
A mais bonita do Nordeste

A flor do Nordeste
Lucivânia e Aline Regina
23/10/2009
Me dê uma flor delicada
Me dê uma flor perfumada
Para enfeitar meu Jardim
O jardim com aquela flor
Vai ser encantada de amor
O amor que você botou
dentro daquela flor
O amor que você botou
Dentro daquela flor
Eu não vou esquecer
Até morrer
Eu nunca vou esquecer
da flor que tu me deste
A mais bonita do Nordeste
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A virgula -
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A Virgula - Desconheço o autor do texto
A VÍRGULA PODE SER UMA PAUSA. OU NÃO.
Não, espere.
Não espere.
A VÍRGULA PODE CRIAR HEROIS.
Isso só, ele resolve.
Isso, só ele resolve.
ELA PODE FORÇAR O QUE VOCÊ NÃO QUER.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Esse juiz é corrupto.
PODE SUMIR COM SEU DINHEIRO.
Vou lhe pagar R$ 230 pelo serviço.
Vou lhe pagar R$ 2,30 pelo serviço.
PODE SER A SOLUÇÃO.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A VÍRGULA MUDA UMA OPINIÃO.
Não quero ler.
Não, quero ler.
TUDO ÔQUEI. OU NÃO?
Sempre que surgem novidades tecnológicas o nível Cultural baixa. Há repetição de coisas passadas como se fossem invenções extraordinárias, velhos lixos culturais como se fossem criações últimas da humanidade. A Internet, mais especificamente, o Google (a cultura prêt–porter), é especialista nisso. No E-meu recebo diariamente esse paradoxo – novidades velhas e afirmações definitivas de coisas não provadas, até mesmo improváveis.
Exemplo: ORIGEM DO OK.
INFORMAÇÃO PADRÃO:
Durante a Guerra de Secessão (que eu achava que era um erro de revisão), quando as tropas voltavam para o quartel sem nenhuma baixa, escrevia-se numa placa "0 Killed" (zero mortos). Daí surgiu a expressão O.K. para indicar que tudo estava bem.
COMENTÁRIO DESTE COMENTARISTA:
Etimologia interessante, mas, como tantas, anedótica. Há uma atribuída ao General Grant – responsável pela vitória de Lincoln na Guerra de Secessão, de quem outros generais foram reclamar ao Presidente, pois estava sempre bêbado. Lincoln teria respondido: "Se é assim vou mandar distribuir tonéis de bebidas para todos os outros generais e ver se alcançam os mesmos resultados que ele".
Grant, depois Presidente, segundo a lenda subletrado, pensava que all correct se escrevia Oll Korrect e, portanto, dava aos documentos o seu aval com um OK. Anedota.
O OK já existia. Como já havia, também, uma forma matuta de pronúncia: oll ou orl, korrect. É possível que Grant soubesse disso e estivesse gozando a cara dos seus assessores, a exemplo do Dr. Roberto Marinho, que gostava de bancar de distraído ou até gagá, pra confundir a suficiência, até insolência irônica, dos auxiliares mais jovens (no fim, quem não era?).
Woodrow Wilson usava Okeh em seu papéis: "Okeh. W.W.". Indagado por que não usava Ôkei, Wilson – professor universitário – respondia: "Porque está errado. Procure no dicionário". Procuravam e achavam: "Okeh. Palavra do Choctaw* significando 'É isso'''.
Mas deixo a última palavra com Eric Partridge (neozelandês morto em 1979, o maior etimologista que conheço – que passou os 86 anos de sua vida mergulhado no mistério e na mágica das palavras. Tem pelo menos uma obra-prima, ORIGINS, e um livro, pra nós, curioso: From Sanscrit to Brazil).
"OK. Sua origem não é, como já se acreditou, a palavra Okeh, variação de hoke, do Choctaw*, significando 'Sim, é', mas, mais provavelmente, deriva-se das bandeiras do OK. Clube, da campanha presidencial de 1840, apoiando Martin van Buren (presidente dos U.S. 1837-41), apelidado Old Kinderhook, por ter nascido na cidade desse nome".
Poucos acrogramas (epa!) tiveram mais sucesso do que OK. Depois da campanha de 1840 ele rapidamente perdeu o sentido inicial e passou a ser usado como verbo, advérbio, substantivo e interjeição. Na Inglaterra o OK americano pegou logo, pois, por coincidência, vendia-se um molho muito popular chamado Mason, O. K.
Hoje o OK tem circulação universal e penetrou até na linguagem mais formal. No mundo ocidental sua popularidade só é ameaçada pelo Ciao, italiano.
Ciao, pra quem não sabe, é corruptela da palavra schiavo (escravo). Bem, mas isso é coisa pra outra conversa.
Veja - 28 de março de 2007
Sempre que surgem novidades tecnológicas o nível Cultural baixa. Há repetição de coisas passadas como se fossem invenções extraordinárias, velhos lixos culturais como se fossem criações últimas da humanidade. A Internet, mais especificamente, o Google (a cultura prêt–porter), é especialista nisso. No E-meu recebo diariamente esse paradoxo – novidades velhas e afirmações definitivas de coisas não provadas, até mesmo improváveis.
Exemplo: ORIGEM DO OK.
INFORMAÇÃO PADRÃO:
Durante a Guerra de Secessão (que eu achava que era um erro de revisão), quando as tropas voltavam para o quartel sem nenhuma baixa, escrevia-se numa placa "0 Killed" (zero mortos). Daí surgiu a expressão O.K. para indicar que tudo estava bem.
COMENTÁRIO DESTE COMENTARISTA:
Etimologia interessante, mas, como tantas, anedótica. Há uma atribuída ao General Grant – responsável pela vitória de Lincoln na Guerra de Secessão, de quem outros generais foram reclamar ao Presidente, pois estava sempre bêbado. Lincoln teria respondido: "Se é assim vou mandar distribuir tonéis de bebidas para todos os outros generais e ver se alcançam os mesmos resultados que ele".
Grant, depois Presidente, segundo a lenda subletrado, pensava que all correct se escrevia Oll Korrect e, portanto, dava aos documentos o seu aval com um OK. Anedota.
O OK já existia. Como já havia, também, uma forma matuta de pronúncia: oll ou orl, korrect. É possível que Grant soubesse disso e estivesse gozando a cara dos seus assessores, a exemplo do Dr. Roberto Marinho, que gostava de bancar de distraído ou até gagá, pra confundir a suficiência, até insolência irônica, dos auxiliares mais jovens (no fim, quem não era?).
Woodrow Wilson usava Okeh em seu papéis: "Okeh. W.W.". Indagado por que não usava Ôkei, Wilson – professor universitário – respondia: "Porque está errado. Procure no dicionário". Procuravam e achavam: "Okeh. Palavra do Choctaw* significando 'É isso'''.
Mas deixo a última palavra com Eric Partridge (neozelandês morto em 1979, o maior etimologista que conheço – que passou os 86 anos de sua vida mergulhado no mistério e na mágica das palavras. Tem pelo menos uma obra-prima, ORIGINS, e um livro, pra nós, curioso: From Sanscrit to Brazil).
"OK. Sua origem não é, como já se acreditou, a palavra Okeh, variação de hoke, do Choctaw*, significando 'Sim, é', mas, mais provavelmente, deriva-se das bandeiras do OK. Clube, da campanha presidencial de 1840, apoiando Martin van Buren (presidente dos U.S. 1837-41), apelidado Old Kinderhook, por ter nascido na cidade desse nome".
Poucos acrogramas (epa!) tiveram mais sucesso do que OK. Depois da campanha de 1840 ele rapidamente perdeu o sentido inicial e passou a ser usado como verbo, advérbio, substantivo e interjeição. Na Inglaterra o OK americano pegou logo, pois, por coincidência, vendia-se um molho muito popular chamado Mason, O. K.
Hoje o OK tem circulação universal e penetrou até na linguagem mais formal. No mundo ocidental sua popularidade só é ameaçada pelo Ciao, italiano.
Ciao, pra quem não sabe, é corruptela da palavra schiavo (escravo). Bem, mas isso é coisa pra outra conversa.
Veja - 28 de março de 2007
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Arquivo Confidencial: cordel DST
Gonorréia
Herpis labial
Gonorréia
Sífilis
Sindrome da Imuno Deficiencia Adquirida- AIDSArquivo Confidencial: cordel DST: "Cordel DST
amiga, minha ouvinte,
um recado pra você:
agora vou te contar
o que é DST.
Parece complicado,
mas nada é tão impossível
DST é uma doença
sexualmente transmissível.
Gonorréia, cranco mole,
sífilis, crista de galo,
nomes feios e engraçados
se transmitem como eu falo.
Você pega pelo homem
que pegou de outra pessoa
e é melhor ficar atenta
que pegar, se pega à toa.
Pode ser uma coçeira
ou ardência no lugar,
pode ser um molhadinho
mais difícil de secar.
Também pode ser ferida
o modo que ela aparece
e assim dá pra ver
quando a doença aconteçe.
Tudo isso aborrece,
mas se pode controlar
consultando o doutor,
sem vergonha de mostrar.
Melhor mesmo é previnir
do que só remediar
e é usando camisinha
que a coisa chega pra lá .
Se o homem não quiser,
você deve dizer não;
vá embora pro seu canto
e deixa ele ficar na mão.
Sua vida é importante,
pode me acreditar;
nem segundo, nem instante
não deixe de se cuidar.
Agora você já sabe
o jeito é se previnir;
seguro morreu de velho
e a vida que tem que seguir.
MINISTÉRIO DA SAÚDE.Trecho do
Cordel DST. Folheto sem data."
sábado, 21 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Carta de um bebê para sua mãe - Não ao aborto

Carta de um bebê para sua mãe!
Oi mamãe, tudo bom? Eu estou bem, graças a Deus.
Faz apenas alguns dias que vc me concebeu na sua barriguinha.
Na verdade não posso explicar como estou feliz de saber que vc será minha mamãe.
Outra coisa que me enche de orgulho é ver o amor com que fui concebido.
Tudo parece indicar que serei a criança mais feliz do mundo!!
Mamãe, já se passou um mês desde que fui concebido e já começo a ver como meu corpinho começou a se formar, quer dizer, não estou tão lindo quanto vc mas me dê uma oportunidade! Eu estou tão feliz! Mas tem algo que me deixa preocupado...
Ultimamente me dei conta de que tem algo na sua cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem, isso vai passar, não se desespere.
Mamãe, já se passaram dois meses e meio, estou mt feliz com minhas novas mãozinhas e tenho vontade de usá-las para brincar.
Mamãezinha me diga o que foi? Pq vc chora tanto todas as noites?
Pq quando vc e o papai se encontram, gritam tanto um com o outro?
Vcs não me querem mais ou o que? Vou fazer o possível para que me queiram...
Já se passaram 3 meses mamãe, te noto mt deprimida, não entendo o que está acontecendo, estou confuso.
Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou uma consulta para amanhã...
Não entendo, eu me sinto mt bem... Por acaso vc se sente mal mamãe?
Mamãe, já é dia, onde vamos? O que está acontecendo?
Mamãe, não se deite, ainda são 2 horas da tarde, não tenho sono, quero continuar brincando com minhas mãozinhas.
Ei!! O que estetubinho está fazendo na minha casinha?
É um brinquedo novo?? Olha!!!
Ei, pq estão sugando a minha casinha??
Moço, pq a arrancou? Não vê que me machuca?
Não vê que ainda sou mt pequeno para me defender sozinho?
Mamãe, espere, essa é minha mãozinha!!
Mãe, a minha perninha, estão arrancando!!
Mamãe, me defenda!!
Mamãe, me ajuda!!
Diga para eles pararem, eu juro que vou me comportar e que não vou mais te chutar.
Como é possível um ser humano fazer isso comigo??
Ele vai ver só quando eu for grande e forte, ai mamãe já não consigo mais... ai... mamãe, mamãe, me ajude...
Mamãe, já se passaram 17 anos desde aquele dia, e eu daqui de cima observo como ainda te machuca ter tomado aquela decisão.
Por favor, não chore, lembre-se de que eu te amo e que estou aqui te esperando com mts beijos e abraços.
Te amo mt!!
Seu bebê.
sábado, 14 de novembro de 2009
Consciencia negra - Maria da Paz 2009

Mãe!!!
Quem me pintou de preto?
Sou diferente e sofro com isso.
Será que tem uma tinta de pele?
Mudem a minha pele,
ou mudem a pele dos outros.
Sou apenas uma menina, tenho sonhos.
mais a pessoas não entendem...
Meus amigos dizem que tostei.
Que passei do ponto.
Já meu pai diz que é genético.
Os que não gostam da minha cor,
dizem que é porque sou pobre
Mas, eu sei que é tudo isso
e mais um pouco
Eu sou negra porque meu sangue
é descendente dos homens e mulheres
que produziram as riquezas dos brancos
desse país.
Será que sou pobre porque sou negra?
Ou será que sou negra por que sou pobre?
Não sabe responder não é?
Sou pobre por que os brancos roubaram
minha dignidade, jogando-me no porão
de um Negreiro e depois numa senzala.
Castraram a minha cidadania.
E os papeis se inverteram!
Quem nos tirou os direitos humanos
querem que eu tenha vergonha
por causa da minha cor.
Ora pois, vergonha tenham
os aproveitadores de mão de obra barata
Vergonha tenham os preconceituosos
Aqueles que se acham superiores.
Digo-te pois, superior sou eu
que ando de cabeça levantada.
Que não carrego a culpa das
diferenças sociais desse imenso Brasil
Sou negra! perfeita fisicamente
Tenho capacidades de raciocinio.
Não é a quantidade de melanina
de minha pele que me faz melhor
ou pior do que os demais.
Sou feliz. Pobre ou rico, não importa.
Eu resgatei minha dignidade, minha cidadania
meus direitos humanos.
Tenho uma arma poderosa - "O conhecimento"
Já como manga e tomo leite, sem medo
Enfim, Tenho orgulho da cor de minha pele.
Sou negra, apenas negra.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Espelho - Mário Quintana

ESPELHO
Mário Quintana
Por acaso, surpreendo-me no espelho:
Quem é esse que me olha e é tão mais velho que eu? (...)
Parece meu velho pai - que já morreu! (...)
Nosso olhar duro interroga:
"O que fizeste de mim?" Eu pai?
Tu é que me invadiste.
Lentamente, ruga a ruga...
Que importa!
Eu sou ainda aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia - a longa, a inútil guerra!
Vi sorrir nesses cansados olhos um orgulho triste...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Tribuna do Norte | Fogo atinge mata próximo a Caraúbas e Maracajaú
Tribuna do Norte | Fogo atinge mata próximo a Caraúbas e Maracajaú: "Fogo atinge mata próximo a Caraúbas e Maracajaú
Publicação: 02 de Novembro de 2009 às 15:40

Mais um incêndio é registrado no Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (02). Desta vez, na BR-101, próximo às praia de Caraúbas e Maracajaú, no litoral norte do Estado, é possível ver pontos de fumaça na mata que fica perto da rodovia.
Fumaça é vista mesmo distante do incêndio

Publicação: 02 de Novembro de 2009 às 15:40

Mais um incêndio é registrado no Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (02). Desta vez, na BR-101, próximo às praia de Caraúbas e Maracajaú, no litoral norte do Estado, é possível ver pontos de fumaça na mata que fica perto da rodovia.
Fumaça é vista mesmo distante do incêndio

sábado, 31 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Primeiro REGEPE de Macaíba

O Primeiro encontro da "Rede de Gestão Pedagógica" de Macaíba- REGEPE, aconteceu no dia 21 de Outubro de 2009, na Escola Estadual "Auta de Souza". As Escolas Estaduais do Município de Macaíba,apresentaram seus Projetos Culturais em via pública e seus trabalhos textuais em salas de exposição. O foco do evento que seria lutar por melhores condições de trabalho e escola de qualidade para todos, quase caiu no esquecimento, pois a Escola que sediou o evento estava fazendo 98 anos de existência e as sardinhas insistiam em cair em uma só lata. Felizmente temos muita gente preocupada mais com o "educando" do que com "pessoas". Nosso recado foi dado e todas as escolas que se apresentaram estão de parabéns. Muitos projetos lindos são desenvolvidos dentro das paredes escolares. É preciso movimentos sólidos para levar nossa criançada e adolescentes para eventos que estimulem seus potenciais e assim mudaremos atitudes de pessoas que só enxergam a si.
Cartaz logotipos SARACITAL HC

Banda Marcial HC

Escola Estadual "Francisca de Castro"

Coreografia - A rosa vermelha

Coreografia - flor do Mamulengo
Teatro de bonecos - Escola Estadual"Prof. Paulo Nobre"
Grupo de dança "Escola Estadual Mariluza"

Visita de José Fernandes - Diretor da Primeira DIRED a nossa sala de Exposição HC
sábado, 17 de outubro de 2009
Tribuna do Norte - notícias de Natal e RN | Notícia

Tribuna do Norte - notícias de Natal e RN | Notícia: "Menina de 15 anos dá à luz trigêmeos e pede ajuda
Publicação: 17 de Outubro de 2009 às 00:00
Na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), um caso peculiar chama a atenção. Internada desde o último dia oito de outubro, a estudante Girliane da Costa, de 15 anos, espera receber alta depois de ter dado à luz trigêmeos prematuros, de sete meses. De família humilde, a menina mora com o namorado, de 20 anos, que trabalha em uma cerâmica e ganha um salário mínimo por mês. Com apenas um berço e sem condições de trabalhar, a mãe se preocupa com o sustento dos novos integrantes da família.
Júnior Santos- A menina Girliane da Costa teve os trigêmeos prematuramente e ainda aguarda alta do hospital
Apesar das preocupações e das dificuldades, a menina conta que a gravidez foi planejada e está feliz com os três novos bebês. “Eu queria ter filho e não fiquei triste quando soube que vinham três”, revelou Girliane. A mãe, Eliene da Costa, se mostrou emocionada com o nascimento dos primeiros netos. “A gente sempre fica preocupada, mas agora estamos ainda na fase da emoção. Vindo com saúde, a gente dá um jeito para tudo né?”, disse.
Os trigêmeos Anderson, Edson e Judson precisam de roupinhas de bebê, fraldas e dois berços. Quem quiser ajudar a família com doações pode procurar o serviço social da Maternidade Januário Cicco, localizada na Avenida Nilo Peçanha, em Petrópolis."
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
DN Online | Notícias | Ver Notícia| Professores do RN adoecem por estresse
DN Online | Notícias | Ver Notícia| Professores do RN adoecem por estresse: "15/10/2009 - 08:10 | Atualizada em: 15/10/2009 às 08:10
Professores do RN adoecem por estresse
O Dia do Professor, comemorado hoje em todo o país, leva a categoria a fazer algumas reflexões sobre o piso nacional, salários baixos, condições de trabalho deficientes e a violência que está dentro das escolas. Mas pouco se fala sobre a saúde de quem dedica o tempo a cuidar e a educar crianças e adolescentes, tendo que suportar uma carga de problemas que elevam o estresse a níveis insuportáveis, contribuindo para muitos profissionais deixarem as salas de aula prematuramente.
O ex-professor Antônio Marinho de Miranda, 46, é o exemplo do que a rotina da sala de aula pode provocar. Ele lecionou história durante 16 anos e teve que deixar de ensinar por recomendação médica, devido a desgastes emocionais, provocados por indisciplina de alunos, gerando estresse, arritmia e tarquicardia. 'Eu estava sempre estressado e angustiado. Já não tinha mais prazer no que fazia e não tinha condições de dar aula', disse Marinho, explicando que por isso teve queabandonar a profissão para cuidar da saúde e se submeter a concursos em outras áreas.
Burnout
Para a assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Natal, Leuzene Salgues, os problemas sofridos pelo professor são próprios de quem sofre da 'Síndrome de Burnout', definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada pelo contato direto e excessivo com o trabalho. É caracterizada por sintomas físicos, comportamentais, afetivos e cognitivos, identificados pela ausência de motivação, estresse e insatisfação ocupacional que prejudicam o profissional que lida com o cuidar dos outros como professores, enfermeiros e assistentes sociais. A remuneração, carga horária, condições de infraestrutura e ambiente de trabalho e dificuldade relacional são fatores geradores da Síndrome de Burnout no professor.
De acordo com Leuzene, que tem trabalho acadêmico sobre o tema, além desses problemas, que afeta professores de todas faixas escolares, a síndrome também aparece muito entre os professores de criançasmenores devido o nível de afetividade que mantêm com o aluno. 'Nessa faixa de ensino, o ciclo de investimento afetivo se rompe a cada fim de nível escolar, provocando a transferência do aluno para outra etapa do ensino e, consequentemente, um vazio afetivo que não é preenchido momentaneamente com a chegada de outros alunos', explicou.
Afetividade
A situação deveria ser resolvida no próprio ambiente relacional com os colegas na escola, com a família e com a sociedade. Mas, segundo Leuzene, esses relacionamentos não dão suporte para nutrir a afetividade do educador. Por isso, começam a utilizar de mecanismos de defesa inconsciente que é a despersonalização da relação com a criança. 'É igual ao médico que vê o paciente como apenas um número no prontuário. O professor começa a ver a criança com indiferença, não investe mais na afetividade, comprometendo o processo de ensino-aprendizagem. Ele fica irritado, falta paciência, constantemente é afetado pelo mau humor, culminando com pedidos de licença médica ou afastamento da profissão. 'Por isso é fundamental que a categoria tenha um programa de acompanhamento à saúde e se dedicar a atividades de lazer que sirvam de terapias para aliviar o estresse da rotina da sala de aula', defendeu a assessora da SME. Apesar de a Secretaria Municipal de Educação não possuir um programa específico de prevenção aos problemas de saúde do professor, o Cemure (Centro Municipal de Referência em Educação) desenvolve atividades que servem para aliviar o estresse como aulas de Yoga, dança de salão e consultas com uma fonoaudióloga para diagnosticar problemas na voz que tem também retirado muitos professores da sala de aula devido a calos nas cordas vocais.
Por Francisco Francerle do Diário de Natal"
Professores do RN adoecem por estresse
O Dia do Professor, comemorado hoje em todo o país, leva a categoria a fazer algumas reflexões sobre o piso nacional, salários baixos, condições de trabalho deficientes e a violência que está dentro das escolas. Mas pouco se fala sobre a saúde de quem dedica o tempo a cuidar e a educar crianças e adolescentes, tendo que suportar uma carga de problemas que elevam o estresse a níveis insuportáveis, contribuindo para muitos profissionais deixarem as salas de aula prematuramente.
O ex-professor Antônio Marinho de Miranda, 46, é o exemplo do que a rotina da sala de aula pode provocar. Ele lecionou história durante 16 anos e teve que deixar de ensinar por recomendação médica, devido a desgastes emocionais, provocados por indisciplina de alunos, gerando estresse, arritmia e tarquicardia. 'Eu estava sempre estressado e angustiado. Já não tinha mais prazer no que fazia e não tinha condições de dar aula', disse Marinho, explicando que por isso teve queabandonar a profissão para cuidar da saúde e se submeter a concursos em outras áreas.
Burnout
Para a assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Natal, Leuzene Salgues, os problemas sofridos pelo professor são próprios de quem sofre da 'Síndrome de Burnout', definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada pelo contato direto e excessivo com o trabalho. É caracterizada por sintomas físicos, comportamentais, afetivos e cognitivos, identificados pela ausência de motivação, estresse e insatisfação ocupacional que prejudicam o profissional que lida com o cuidar dos outros como professores, enfermeiros e assistentes sociais. A remuneração, carga horária, condições de infraestrutura e ambiente de trabalho e dificuldade relacional são fatores geradores da Síndrome de Burnout no professor.
De acordo com Leuzene, que tem trabalho acadêmico sobre o tema, além desses problemas, que afeta professores de todas faixas escolares, a síndrome também aparece muito entre os professores de criançasmenores devido o nível de afetividade que mantêm com o aluno. 'Nessa faixa de ensino, o ciclo de investimento afetivo se rompe a cada fim de nível escolar, provocando a transferência do aluno para outra etapa do ensino e, consequentemente, um vazio afetivo que não é preenchido momentaneamente com a chegada de outros alunos', explicou.
Afetividade
A situação deveria ser resolvida no próprio ambiente relacional com os colegas na escola, com a família e com a sociedade. Mas, segundo Leuzene, esses relacionamentos não dão suporte para nutrir a afetividade do educador. Por isso, começam a utilizar de mecanismos de defesa inconsciente que é a despersonalização da relação com a criança. 'É igual ao médico que vê o paciente como apenas um número no prontuário. O professor começa a ver a criança com indiferença, não investe mais na afetividade, comprometendo o processo de ensino-aprendizagem. Ele fica irritado, falta paciência, constantemente é afetado pelo mau humor, culminando com pedidos de licença médica ou afastamento da profissão. 'Por isso é fundamental que a categoria tenha um programa de acompanhamento à saúde e se dedicar a atividades de lazer que sirvam de terapias para aliviar o estresse da rotina da sala de aula', defendeu a assessora da SME. Apesar de a Secretaria Municipal de Educação não possuir um programa específico de prevenção aos problemas de saúde do professor, o Cemure (Centro Municipal de Referência em Educação) desenvolve atividades que servem para aliviar o estresse como aulas de Yoga, dança de salão e consultas com uma fonoaudióloga para diagnosticar problemas na voz que tem também retirado muitos professores da sala de aula devido a calos nas cordas vocais.
Por Francisco Francerle do Diário de Natal"
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:: Diário de Natal ::: "Cidades
Edição de quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Do sonho a uma dura realidade
Levantamento indica que 80% dos moradores de rua de Natal vieram de outros lugares para tentar a sorte na capital
Rafael Duarte // rafaelduarte.rn@diariosassociados.com.br
Linaldo Gomes de Jesus tem 41 anos, é divorciado, pai de duas filhas e mora em Petrópolis. O relato cairia bem na descrição de um típico cidadão de classe média, não fosse Linaldo um morador de rua que encontrou abrigo, há três anos, embaixo da marquise de uma loja localizada por trás da Catedral Metropolitana de Natal. Natural de Salvador, ele integra uma lista onde estão incluídas dezenas de pessoas que vêm de outros municípios ou estados para tentar a sorte na cidade, mas esbarram em algum problema social. No caso de Linaldo, que veio em 2006 com o intuito de ficar perto das duas filhas, o desemprego o empurrou para o meio da rua. 'Quando cheguei, fiquei numa pensão até acabar o dinheiro que tinha. Procurei trabalho em tudo quanto foi lugar. Deixei o currículo em várias empresas e nada. Já perdi as esperanças, até porque só sei assinar o nome', diz resignado o soteropolitano que ajuda um colega a vigiar e lavar os carros estacionados num trecho da rua Floriano Peixoto.
O curioso é que casos como o de Linaldo não são raros na cidade. É o que aponta um estudo realizado pela Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semthas) em setembro durante os três turnos (manhã, tarde e noite) nas quatro zonas administrativas da capital. A pesquisa, batizada de 'Levantamento da Situação de Rua do Município de Natal', dividiu o universo de entrevistados em dois tipos: os que moram na rua por opção e os que vivem em 'situação de rua' e envolve as pessoas levadas, por algum motivo, a deixar a casa onde moravam para viver pelo mundo. Segundo a diretora do Departamento de Proteção Social e Especial da Semthas, Verônica Dantas, 80% das pessoas que moram na rua têm história parecida com a de Linaldo. 'A maioria vive em situação de rua. São pessoas que ou vem de outros municípios e acabam ficando na rua porque alguma coisa deu errada ou aqueles que passam o dia na rua e voltam para casa à noite', disse.
Maioria é de adultos
Embora a pesquisa ainda não tenha sido concluída, daí a não divulgação dos números oficiais, Verônica conta que 85% da população que mora na rua é formada por adultos entre 18 e 59 anos, seguido de crianças de 0 a 17 anos (10%) e idosos, acima de 60 anos (5%). Na outra ponta do estudo, referente aos que optaram pela rua, estão os cidadãos que saem ou são expulsos de casa por conta de problemas familiares, como a violência doméstica e o consumo excessivo de drogas ilícitas e álcool.
A diferença entre os dois mundos também se vê nos locais mais frequentados pelo grupo. Enquanto a população que vive em situação de rua é encontrada nos bairros do Alecrim, Ponta Negra, Lagoa Seca (próximo ao Midway), Centro e nas avenidas Integração e Bernardo Vieira, os moradores de rua sobrevivem próximo ao viaduto de Igapó (Zona Norte), Palácio dos Esportes (Petrópolis), Rodoviária Nova (Cidade da Esperança) e nas calçadas do complexo de bares e restaurantes no bairro de Cidade Jardim e na região que margeia um hipermercado na Cidade Satélite.
Edição de quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Do sonho a uma dura realidade
Levantamento indica que 80% dos moradores de rua de Natal vieram de outros lugares para tentar a sorte na capital
Rafael Duarte // rafaelduarte.rn@diariosassociados.com.br
Linaldo Gomes de Jesus tem 41 anos, é divorciado, pai de duas filhas e mora em Petrópolis. O relato cairia bem na descrição de um típico cidadão de classe média, não fosse Linaldo um morador de rua que encontrou abrigo, há três anos, embaixo da marquise de uma loja localizada por trás da Catedral Metropolitana de Natal. Natural de Salvador, ele integra uma lista onde estão incluídas dezenas de pessoas que vêm de outros municípios ou estados para tentar a sorte na cidade, mas esbarram em algum problema social. No caso de Linaldo, que veio em 2006 com o intuito de ficar perto das duas filhas, o desemprego o empurrou para o meio da rua. 'Quando cheguei, fiquei numa pensão até acabar o dinheiro que tinha. Procurei trabalho em tudo quanto foi lugar. Deixei o currículo em várias empresas e nada. Já perdi as esperanças, até porque só sei assinar o nome', diz resignado o soteropolitano que ajuda um colega a vigiar e lavar os carros estacionados num trecho da rua Floriano Peixoto.
O curioso é que casos como o de Linaldo não são raros na cidade. É o que aponta um estudo realizado pela Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semthas) em setembro durante os três turnos (manhã, tarde e noite) nas quatro zonas administrativas da capital. A pesquisa, batizada de 'Levantamento da Situação de Rua do Município de Natal', dividiu o universo de entrevistados em dois tipos: os que moram na rua por opção e os que vivem em 'situação de rua' e envolve as pessoas levadas, por algum motivo, a deixar a casa onde moravam para viver pelo mundo. Segundo a diretora do Departamento de Proteção Social e Especial da Semthas, Verônica Dantas, 80% das pessoas que moram na rua têm história parecida com a de Linaldo. 'A maioria vive em situação de rua. São pessoas que ou vem de outros municípios e acabam ficando na rua porque alguma coisa deu errada ou aqueles que passam o dia na rua e voltam para casa à noite', disse.
Maioria é de adultos
Embora a pesquisa ainda não tenha sido concluída, daí a não divulgação dos números oficiais, Verônica conta que 85% da população que mora na rua é formada por adultos entre 18 e 59 anos, seguido de crianças de 0 a 17 anos (10%) e idosos, acima de 60 anos (5%). Na outra ponta do estudo, referente aos que optaram pela rua, estão os cidadãos que saem ou são expulsos de casa por conta de problemas familiares, como a violência doméstica e o consumo excessivo de drogas ilícitas e álcool.
A diferença entre os dois mundos também se vê nos locais mais frequentados pelo grupo. Enquanto a população que vive em situação de rua é encontrada nos bairros do Alecrim, Ponta Negra, Lagoa Seca (próximo ao Midway), Centro e nas avenidas Integração e Bernardo Vieira, os moradores de rua sobrevivem próximo ao viaduto de Igapó (Zona Norte), Palácio dos Esportes (Petrópolis), Rodoviária Nova (Cidade da Esperança) e nas calçadas do complexo de bares e restaurantes no bairro de Cidade Jardim e na região que margeia um hipermercado na Cidade Satélite.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Síntese - Se fosse fácil todo mundo era - Maria da Paz

Síntese
Se fosse fácil todo mundo era
Maria da Paz dos Santos
Macaíba(RN), 09 de outubro de 2009
Os desencantos com a “Educação” já me fez perder “o brilho do olho” centenas de vezes, mas, por mera teimosia o danado do brilho sempre reacende, às vezes demora.
E sabe quando esse brilho reacende? Quando um colega me chega com pedaço de papel na mão e diz: - Vamos fazer um recital, uma aula passeio, uma caminhada. Naquele papel tinha apenas o objetivo do evento e de imediato vai aparecendo o brilho nos vários olhos que nos observa: o nosso aluno que diz: - Vai professora diz que sim! E aí quando Raquel em uma de suas falas disse: “Às vezes acontecem os erros por que nós permitimos”. É verdade. Com os acertos não é diferentes, eles só acontecem por que nós permitimos que o colega conte conosco. E não é fácil aceitar projetos impostos, mas, e mais uma vez, falo da permissividade. Implantar nossa colaboração dentro daquele pedacinho de papel. E como em todos os lugares existem os “corvos, - não faço projeto na “minha” escola porque os alunos não se interessam”. – não participo por que a direção não merece: - não conte comigo por que estou sem tempo, - não quero nem saber, pois, não ganho pra isso, - faço nada, ganho muito pouco, - não faço, não faço, não faço...
E aí, temos que trocar o provérbio título da síntese de Lucifrance “Um por todos e todos por um” por “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.
Dia 07 quarta feira pp. Levamos um grupo de alunos do “José Arinaldo Alves” para uma aula passeio no Iate Clube de Natal. O passeio pelas águas do rio Potengí foi encantador para aqueles garotos e garotas. Muitos deles nunca tinha ido a Natal e durante todo o percurso iam lendo placas de comércios e lojas que eles já conheciam pela televisão (a sombra da nossa sociedade citada por Vandemberg em sua síntese), e que agora já não sei se a TV é a sombra da nossa sociedade ou se a nossa sociedade é a sombra da TV, como por exemplo: “Vale do Pará – aqui vale a pena comprar”. Lá lembrei de Helder, que sugeriu que em um passeio desses, uma das fantasias é “arrochar as boys e os doidinhos”, pois assim que chegamos nos deparamos com uma equipe de alunos-soldados. As meninas ficaram eufóricas, fotos, olhares, poses. Esse passeio foi um acontecimento que mexeu muito com a Escola, porque só podíamos levar uma representação. Os alunos que ficaram de fora exigiam seus direitos, listagem de assinatura para tirar professor, movimentos. Tudo isso porque a escolha não foi democrática. Alguns desejaram que o barco fosse um Titânic. Muito bom. Esses movimentos são importantes e vão nos possibilitar trabalhar os pontos positivos e os negativos de todo o trabalho.
Ser professor, desafiar, coordenar, gerir, espantar corvos, nada disso é fácil. Se fosse fácil todo mundo era.
“SE FOSSE FÁCIL TODO MUNDO ERA” – frase da música “Filhos de Câncer (composição parceria: Raimundo Fagner/Zé Ramalho)
Dica de Leitura:
Livre-se dos corvos (Cuidado com os sugadores de energia)
Luiz Marins
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Livre-se Dos Corvos
"Corvos” são aquelas pessoas que vivem ao nosso lado dizendo que as coisas estão
ruins, só vão piorar e que não vão dar certo, não vão acontecer. São aqueles para quem
todo mundo é desonesto e mal intencionado. São aqueles que só falam mal dos outros. São
os que não conseguem conter a sua inveja e destilam maldades sobre os colegas de
trabalho, amigos e parentes o tempo todo. Corvos são aqueles que não participam de nada
na empresa e ainda chamam os que participam de “puxa-sacos”. Corvos são os que fazem
ironia e gozação de tudo o que acontece de inovador e que não tenha sido idéia deles
próprios. Os que fazem piadinhas de mau gosto sobre os colegas mais humildes. Corvos
são os que humilham seus colegas ou subordinados. São os chefes que só sabem criticar e
nunca elogiam. São os que se acham “os bons” e para quem todo mundo é ignorante.
Corvos são os que não admitem opiniões diferentes das suas.
Corvo, enfim, você sabe quem é. É essa pessoa que está na sua cabeça agora! Livre-
se dele ou dela!
Não dá para trabalhar hoje ou mesmo viver hoje com alguém puxando você para trás
ou para baixo o tempo todo. Esses “sugadores de energia” tiram de nós a vontade de
empreender, de trabalhar, de atender clientes, de inovar, de crescer. Quando menos
esperamos estamos “intoxicados” pela negatividade e maldade desses “corvos” que vivem
da carniça alheia e não enxergam sua própria condição de ser inferior que quer culpar o
mundo pelos próprios fracassos visíveis ou ocultos. Todo “corvo” é, na verdade, um infeliz
espalhando sua infelicidade.
Não deixe de pensar numa maneira de viver e trabalhar com pessoas sadias,
positivas, “pra cima”. Pessoas que vendo a parte difícil ou negativa da vida (que é claro existe)...
Se fosse fácil todo mundo era
Se fosse muito todo mundo tinha
Se fosse raso ninguém se afogava
Se fosse perto todo mundo vinha
Se fosse graça todo mundo ria
Se fosse frio ninguém se queimava
Se fosse claro todo mundo via
Se fosse limpo ninguém se sujava
Se fosse farto todos satisfeitos
Se fosse largo tudo acomodava
Se fosse hoje todo mundo ontem
Se fosse tudo nada aquí restava
Se fosse homem junto com mulher
Se cada bicho fosse como vou
Se fosse tudo claro pensamentoFilhos do Câncer
Zé Ramalho
Composição: Zé Ramalho - Fagner
Hoje quero sentir-me, quando deitar-me nas pedras
Como um lagarto que dorme, na incoerência das eras
Sentar-me-ei entre feras e sentirei no seu hálito
A solução das esperas e um sofrimento esquálido
Adormecendo as uvas, reconstruindo em favas
Aconteceram as chuvas, redespertaram em lavas
Compareceram em chamas, estrangularam as falas
Carbonizaram miúdos, perpetuaram-se em galas
Filhos de freud, filhos de marx
Filhos de brecht, filhos de bach
Filhos do câncer, filhos de getúlio
Filhos do carbono, filhos de lampião
Se fosse fácil todo mundo era
Se fosse muito todo mundo tinha
Se fosse raso ninguém se afogava
Se fosse perto todo mundo vinha
Se fosse graça todo mundo ria
Se fosse frio ninguém se queimava
Se fosse claro todo mundo via
Se fosse limpo ninguém se sujava
Se fosse farto todos satisfeitos
Se fosse largo tudo acomodava
Se fosse hoje todo mundo ontem
Se fosse tudo nada aqui restava
Se fosse homem junto com mulher
Se cada bicho fosse como vou
Se fosse tudo claro pensamento
Nesse momento nada se criou
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