SAMARICA PARTEIRA
- Oi sertão!
- Ooi!
- Sertão d' Capitão Barbino! Sertão dos caba valente...
- Tá falando com ele!...
- ...e dos caba frouxo também.
-...já num tô dento.
- Há, há, há... [risos]
- sertão das mulhé bonita...
– ôoopa
- ...e dos caba fei' também ha, ha
- ...há, há, há... [risos]
- Lula!
- Pronto patrão.
- Monte na bestinha melada e risque. Vá ligeiro buscar Samarica parteira que Juvita já tá com dô de menino.
Ah, menino! Quando eu já ia riscando, Capitão Barbino ainda deu a última instrução:
- Olha, Lula, vou cuspi no chão, hein?! Tu tem que vortá antes do cuspe secá!
Foi a maior carreira que eu dei na minha vida. A eguinha tava miada.
Piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri
uma cancela: nheeeiim ... pá...
Piriri piriri piriri piriri piriri piriri
outra cancela: nheeeiim... pá!
Piriri piriri piriri pir... êpa !
Cancela como o diabo nesse sertão: nheeeiim... pá!
Piriri piriri piriri piriri
Um lajedo: patatac patatac patatac patatac patatac . Saí por fora !
Piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri
Uma lagoa, lagoão: bluu bluu, oi oi, kik' k' - a saparia tava cantando.
Aha! Ah menino! Na velocidade que eu vinha essa égua deu uma freada tão danada na beirada dessa lagoa, minha cabeça foi junto com a dela!... e o sapo gritou lá de dentro d'água:
- ói, ói, ói ele agora quaje cai!
... Sapequei a espora pro suvaco no vazi' dessa égua, ela se jogou n'água parecia uma jangada cearense: [bluu bluu, oi oi, kik' k'] Tchi, tchi, tchi.
Saí por fora.
Piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri
Outra cancela: nheeeiim... pá!
piriri piriri piriri piriri piriri piriri
Um rancho, rancho de pobe...
- Au au!
Cachorro de pobe, cachorro de pobe late fino...
- Tá me estranhan'o cruvina?
Era cruvina mermo. Balançô o rabo. Não sei porque cachorro de pobe tem sempre nome de peixe: é cruvina, traíra, piaba, matrinxã, baleia, piranha.
Há! Maguinho mas caçadozinh' como o diabo!
Cachorro de rico é gooordo, num caça nada, rabo grosso, só vive dormindo. Há há ... num presta prá nada, só presta prá bufar, agora o nome é bonito: é white, flike, rex, whiski, jumm.
Há! Cachorro de pobe é ximbica!
- Samarica, ooooh, Samarica parteeeeira!
Qual o quê, aquelas hora no sertão, meu fi', só responde s'a gente dê o prefixo:
- Louvado seja nosso senhor J'us Cristo!
- Para sempre seja Deus louvado.
- Samarica, é Lula... Capitão Barbino mandou vê a senhora que Dona Juvita já tá com dô de menino.
- Essas hora, Lula?
- Nesse instante, Capitão Barbino cuspiu no chão, eu tem que vortá antes do cuspe secá.
Peguei o cavalo véi de Samarica que comia no murturo ? Todo cavalo de parteira é danado prá comer no murturo, não sei porque. Botei a cela no lombo desse cavalo e acochei a cia peguei a véia joguei em riba, quase que ela imbica p'outa banda.
- Vamos s'imbora Samarica que eu tô avexado!
- Vamo fazê um negócio Lula? Meu cavalin' é mago, sua eguinha é gorda, eu vou na frente.
- Que é que há Samarica, prá gente num chegá hoje? Já viu cavalo andar na frente de égua, Samarica? Vamo s'imbora que eu tô avexado!!
Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic
nheeeiim... pá!
Piriri tic tic piriri tic tic
bluu oi oi bluu oi, uu, uu
- ói, ói, ói ele já voltoooou!
Saí por fora.
Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic
Patateco teco teco, patateco teco teco, patateco teco teco
Saí por fora da pedreira
Piriri piriri tic tic piriri tic tic
nheeeiim... pá !
Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic
nheeeiim... pá !
Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic
nheeeiim... pá!
Piriri piriri tic tic piriri tic tic
- Uu uu.
- Tá me estranhando, Nero? Capitão Barbino, Samarica chegou.
- Samarica chegou!!
Samarica sartou do cavalo véi embaixo, cumprimentou o Capitão, entrou prá camarinha, vestiu o vestido verde e amerelo, padrão nacioná, amarrou a cabeça c'um pano e foi dando as instrução:
- Acende um incenso. Boa noite, D. Juvita.
- Ai, Samarica, que dô !
- É assim mermo, minha fi'a, aproveite a dô. Chama as muié dessa casa, p'a rezá a oração de São Reimundo, que esse cristão vem ao mundo nesse instante. B'a noite, cumade Tota.
- B'a noite, Samarica.
- B'a noite, cumade Gerolina.
- B'a noite, Samarica.
- B'a noite, cumade Toinha.
- B'a noite, Samarica.
- B'a noite, cumade Zefa.
- B'a noite, Samarica.
- Vosmecês sabe a oração de São Reimundo?
- Nós sabe.
- Ah Sabe, né? Pois vão rezando aí, já viu??
[vozes rezando]
- Capitão Barbiiino! Capitão Barbino tem fumo de Arapiraca? Me dê uma capinha pr' ela mastigar. Pegue D. Juvita, mastigue essa capinha de fumo e não se incomode. É do bom! Aguenta nas oração, muié! [vozes rezando] Mastiga o fumo, D. Juvita... Capitão Barbino, tem cibola do Cabrobró?
- Ai Samarica! Cebola não, que eu espirro.
- Pois é prá espirrar mesmo minha fi'a, ajuda.
- Ui.
- Aproveite a dor, minha fi'a. Aguenta nas oração, muié. [vozes rezando] Mastigue o fumo D. Juvita.
- Capitão Barbiiino, bote uma faca fria na ponta do dedão do pé dela, bote. Mastigue o fumo, D. Juvita. Aguenta nas oração, muié. [vozes rezando alto].
- Ai Samarica, se eu soubesse que era assim, eu num tinha casado com o diabo desse véi macho.
- Pois é assim merm' minha fi'a, vosmecê casou com o vein' pensando que ela num era de nada? Agora cumpra seu dever, minha fi'a. Desde que o mundo é muundo, que a muié tem que passar por esse pedacinh'. Ai, que saudade! Aguenta nas oração, muié! [vozes rezando alto].Mastigue o fumo, D. Juvita.
- Ai, que dô!
- Aproveite a dô, minha fi'a. Dê uma garrafa pr' ela soprá, dê. Ô, muié, hein? Essa é a oração de S. Reimundo, mermo?
- É..é [muitas vozes].
- Vosmecês num sabe outra oração?
- Nós num sabe... [muitas vozes].
- Uma oração mais forte que essa, vocês num têm?
- Tem não, tem não, essa é boa [muitas vozes]
- Pois deixe comigo, deixe comigo, eu vou rezar uma oração aqui, que se ele num nascer, ele num tá nem cum diabo de num nascer: "Sant' Antoin pequenino, mansadô de burro brabo, fazei nascer esse menino, com mil e seiscentos diabo!"
[choro de criança]
- Nasceu e é menino homem!
- E é macho!
- Ah, se é menino homem, olha se é? Venha vê os documento dele! E essa voz!
Capitão Barbino foi lá detrás da porta, pegou o bacamarte que tava guardado a mais de 8 dia, chegou no terreiro, destambocou no oco do mundo, deu um tiro tão danado, que lascou o cano. Samarica dixe:
- Lascou, Capitão?
- Lascou, Samarica. É mas em redor de 7 légua, não tem fi' duma égua que num tenha escutado. Prepare aí a meladinha, ah, prepare a meladinha, que o nome do menino... é Bastião.
Orlando Rodrigues
ORGULHO DE SER NORDESTINO O nordeste hoje implora as águas da cachoeira a chuva corre por fora nem passa pela porteira. por causa dessa demora nordestino quando chora as lágrimas são de poeira. E quando a chuva aparece o ano começa bem tem gente que reza prece tem outras que diz amém a Deus o sertão agradece e eu agradeço também. Guibson Medeiros
Dia do Nordestino - 08 de Novembro
segunda-feira, 29 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Do Blogg Histórias de Nereida
Garimpando por aí encontrei um
charme no blogg de nereida e copiei

Biólogo não…
Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfata.
Biólogo não toca, tateia.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no
hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagem
neurotransmitida involuntária.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não transa, copula.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é
hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas
vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe resposta galvânica
incoerente.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feed
backs.
Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meioses.
Biólogo não faz mudanças, processa evoluções.
Biólogo não falece, tem morte histológica.
Biólogo não se desprende do espírito, transforma sua
energia.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucesso
reprodutivo.
Biólogo não deixa herança, deixa pool gênico.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Biólogo não deixa herdeiros ricos, pois seu valor é
por peso vivo.
charme no blogg de nereida e copiei

Biólogo não…
Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfata.
Biólogo não toca, tateia.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no
hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagem
neurotransmitida involuntária.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não transa, copula.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é
hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas
vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe resposta galvânica
incoerente.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feed
backs.
Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meioses.
Biólogo não faz mudanças, processa evoluções.
Biólogo não falece, tem morte histológica.
Biólogo não se desprende do espírito, transforma sua
energia.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucesso
reprodutivo.
Biólogo não deixa herança, deixa pool gênico.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Biólogo não deixa herdeiros ricos, pois seu valor é
por peso vivo.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
2012 - Conselhos para o Fim do Mundo - Maria da Paz



É o fim do mundo, os homens já anunciaram.
Será dia 22 de Dezembro de 2012?
Que absurdo. O mundo Já vem ao longo
da existência do mais feroz dos animais,
que alguém intitulou de racional,
pois, possui raciocínio, razão, pensar.
Ele, o próprio homem vem sendo exterminado, findado.
É um capitalismo sem freio. A cada momento aparece
uma novidade para explorar os recursos naturais.
A previsão do fim do mundo com data marcada,
é uma piada para alguns e desesperadora para outros.
Quantas pessoas em outras épocas já se suicidaram
com notícias iguais a essa e quantas provavelmente
iram enlouquecer, suicidar-se.
O homem se acha muito esperto, desenvolveu a tecnologia.
Quando eu estava ainda na Faculdade, algumas colegas
pretenciosas criaram uma frase para colocar em uma
camisa que dizia: "Não sou Deus, mas conheço a origem da vida... Sou biólogo"
Na oportunidade, me recusei a usar a tal camisa.
Imagina se só porque um indivíduo é biólogo conhece o segredo divino.
Sim, mas eu sei que o espermatozóide se une ao óvulo, zigoto, mórula, blástura, feto, amnio, gestação, dna, genoma, genética, clonagem e blá, bla, bla
Saber tudo isso e muito mais não significa conhecer a origem, mas, sim conhecer um atalho da origem. Porém uma coisa é certa: a destruição do nosso planeta é notória,
grave e necessita de ações urgentes de reversão desse processo, caso contrário não existirá dia marcado para o caos pleno.
Certo dia, um educando me perguntou: Fessora, você é a favor das células troncos?
e eu o respondi: Por que seria contra? as células trocos são nossas, estão contidas no nosso organismo, são naturais, células reservas orgânicas. Isto é, se por ventura me falta célula de um determinado tecido ou órgão, são as células troncos que se transportarão para lá com a missão de substitutas.
Mas, o que isso tem a ver com o fim do planeta em 2012?...
Bom! Não sei onde vai dar essa conversa de fim de mundo
e apesar de não ser poeta, mas, desejando ser,
pois "poeta só é quem Deus quer" e mesmo assim,
escrevi algo que chamei de "Conselhos para o fim do mundo"
Pois poeta que é poeta, não pode perder o censo de humor.



Conselhos pro fim do mundo - Maria da Paz
22 de Junho de 2009
Me diga meu camarada
O que você vai fazer
Nesta data calculada
Para o mundo se acabar
Faltando só quatro dias
Para o Natal festejar
Do ano dois mil e doze
O planeta sumirá
Será que mesmo assim vai comprar
Os presentes e entregar.
Pense bem ao escolher
Pra dinheiro não perder.
Nessa grande confusão,
Vai aquí uma sugestão.
Pra aquela sogra cachaceira,
Dê um paletó de madeira.
Mariinha, toda cheia de saúde,
Compre um tal de ataúde.
Pro sogrão sem compaixão,
Lhe presentei um caixão.
Pra vizinha da direita,
Dê-lhe uma cova bem feita.
Perdoe a Maria Rita,
E dê um laço de fita.
Uma grinalda amarela,
Compre pra tia Isabela.
E pra sua ex-mulher Lêla,
Escolha uma mortalha de seda.
Em cartão postal a Lilia,
Escreva uma ave Maria.
Mande flores brancas,
Pras filhas da Dona Bianca.
Muitas flores coloridas
Pra enfeitar a noite derradeira
Dessa raça companheira
A todos que de ti falaram,
Ofereça um rosário.
E àqueles que te amaram
Faça uma linda declaração.
Faça votos de união
Deseje reencarnação
Não importa o endereço
Esse fim pode ser o começo.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Rojão no sertão - Dapaz Picuí
Dimenhã lá no sertão
Num insiste "pauta" não
O cabra se alevanta
Vai correndo pru currá
Tirar o leite das vaca
Vorta pra casa avexado
Enche o buxo de batata
Macaxera ou coisa assim
E sai ligero, no vento
Alimpa o chiqueiro dos poico
Dar comer e água prus bicho
Pega no cabo da enxada
Alimpano cum capricho
Enquanto sua muié
Vai cuidano do armoço
Entre uma abanada de fogo
E um michido na panela
Vai barreno o terreiro
Pru mode ficar limpim
A galinha tá cherano cumade!
Grita a vizinha que passa
Não é galinha não cumade
E peba! das caçada de assanoite
O papo fica pa traz
E que tem muito o que fazer
Lavar a loiça da janta
Levar luizim pra benzer
Chegada a hora do armoço
Sertanejo lava cara e pescoço
E começa o aivoroço
Tem um balai de bruguelo
Querendo se abufelar
metendo a mão nas panela
...
Num insiste "pauta" não
O cabra se alevanta
Vai correndo pru currá
Tirar o leite das vaca
Vorta pra casa avexado
Enche o buxo de batata
Macaxera ou coisa assim
E sai ligero, no vento
Alimpa o chiqueiro dos poico
Dar comer e água prus bicho
Pega no cabo da enxada
Alimpano cum capricho
Enquanto sua muié
Vai cuidano do armoço
Entre uma abanada de fogo
E um michido na panela
Vai barreno o terreiro
Pru mode ficar limpim
A galinha tá cherano cumade!
Grita a vizinha que passa
Não é galinha não cumade
E peba! das caçada de assanoite
O papo fica pa traz
E que tem muito o que fazer
Lavar a loiça da janta
Levar luizim pra benzer
Chegada a hora do armoço
Sertanejo lava cara e pescoço
E começa o aivoroço
Tem um balai de bruguelo
Querendo se abufelar
metendo a mão nas panela
...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Origem das festas juninas - pesquisa



Origem da Festa Junina
Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.
O mês de Junho é caracterizado por danças, comidas típicas, bandeirinhas, além das peculiaridades de cada região. É a festa junina, que se inicia no dia 12 de Junho, véspera do Dia de Santo Antônio e encerra no dia 29, dia de São Pedro. O ponto mais elevado da festa ocorre entre os dias 23 e 24, o Dia de São João. Durante os festejos acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos caipiras.
Santo Antônio (13 de junho)
Além de casamenteiro, Santo Antônio é invocado para achar coisas perdidas. É uma prática comum, no dia em sua homenagem, os jovens fazerem simpatias e "adivinhações" para conquistar alguém ou descobrir quando irá se casar.
O padroeiro dos namorados era português, de uma família tradicional de Lisboa e foi ordenado sacerdote aos 23 anos. Seu nome verdadeiro era Fernando de Bulhões e se tornou Antônio quando ingressou na Ordem de São Francisco de Assis. Começou a fazer os primeiros milagres na África, onde foi pregar o evangelho. Morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231.
Essa é a razão da escolha do dia em sua homenagem. O local de sua morte tornou-se seu sobrenome, ficando então conhecido como Santo Antônio de Pádua.
São João (24 de junho)
Vários costumes juninos representam atos em homenagem a São João. A fogueira, por exemplo, lembra o anúncio do nascimento de João Batista, filho de Isabel e primo de Jesus, à Virgem Maria. Como era noite e Isabel morava em uma colina, esta foi a forma encontrada para o aviso.
Por este motivo, nas noites de junho são montadas fogueiras como forma de celebração. Para a Igreja Católica, o acontecimento significa algo mais, o de preparar a vinda de Jesus. No sertão, o batismo de João também é lembrado com banhos à meia-noite no rio mais próximo.
São Pedro (29 de junho)
Este pescador tornou-se apóstolo e acompanhou todos os atos da vida de Jesus. O trabalho exercido antes de seguir o messias fez com que fosse considerado o santo dos pescadores. Ele é "O porteiro do céu".
A tradição popular interpreta uma passagem bíblica, em que Jesus Cristo diz: "Eu te darei a chave do reino dos céus. A quem abrires será aberta. A quem fechares será fechada".
Assim como Santo Antônio, o dia em sua homenagem é o mesmo de sua morte, que aconteceu em Roma, em 64 d.C. Acredita-se que tenha sido viúvo, um dos motivos para a devoção das viúvas ao santo. Também é costume acender fogueiras e realizar procissões em sua homenagem no dia 29 de junho.
Ritmos e danças típicas das festas juninas
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Daudeth Bandeira - da Paraíba para o mundo
"Pode até existir uma poesia sem música,
mas, nunca deve existir uma música sem poesia"
Maria da Paz




As três coisas melhores deste mundo:
Ouvir música, comer e namorar.
Daudeth Bandeira
Absorto, sisudo e pensativo,
Naveguei pela onda dos prazeres,
Vi nas festas de amores entre os seres
Despertar atração pelo lascivo;
Um amante faminto e emotivo
É mais fácil de se extasiar;
Cordial, auditivo e paladar,
Tudo quanto lhes toca dói mais fundo
As três coisas melhores deste mundo:
Ouvir música, comer e namorar.
Um romântico jantar à luz de velas,
Um café Happy Hour à luz da lua,
Um poético luau numa falua
Ao sonoro rumor de caravelas;
São três festas e há em todas elas
O sentido central peculiar,
De três verbos: comer, ouvir, amar;
Os três são primeiríssimos, sem segundo!
As três coisas melhores deste mundo:
Ouvir música, comer e namorar.
Desfrutei quatro dias num cruzeiro,
Muita música, mulher, dança e comida.
Procurei um sentido para a vida,
Como que caça agulha num palheiro!
Uns artistas cantando o tempo inteiro,
E o povo a comer e a bailar,
O navio de luxo a balançar
Sobre as ondas azuis do mar profundo"

Buchada
A buchada, um dos mais tradicionais pratos da cozinha sertaneja, consiste numa espécie de cozido, preparado com o bucho de bode ou carneiro, recheado com um picadinho do sangue coagulado, tripas e fígado, refogado com hortelã, limão, alho, cebola e temperos. É acompanhado de pirão feito com o caldo onde foi cozido, arroz branco, vermelho ou mexido.
Carne de Bode
A carne de bode ou cabrito se constitui em um dos mais típicos pratos da culinária sertaneja regional. Seja defumado, como carne de sol ou fresco, é preparado de várias maneiras: guizado, assado no forno ou na brasa; cozido em forma de caldeirada; grelhado. De acordo com a maneira como for preparado pode ser servido com o pirão feito do caldo em que foi cozido, com feijão verde, fava, farofa de cuscuz, xerém (angú), arroz vermelho ou arroz mexido.
Carne de Sol
A carne de sol é um dos mais apreciados pratos da cozinha regional. Consiste em carne de boi, salgada e seca ao sol. É servida frita ou assada na brasa, acompanhada de feijão verde, ou fava, farofa, macaxeira, batata doce, manteiga de garrafa (manteiga líquida) e molho vinagrete. Pode ser acompanhada, também, de pirão de leite ou de queijo coalho.
Carne de Sol com Feijão Verde
Carne de sol assada, acompanhada de feijão verde, farofa de jerimum ou de bolão; batata doce; macaxeira; manteiga de garrafa.
Chambaril
Cozido, preparado com osso buco de boi, refogado em temperos. É servido com pirão, feito com o caldo fervendo e farinha de mandioca.
Cozido
Carne do peito e osso buco do boi, charque, toucinho, linguiças, refogadas em temperos e cozidas junto com batata-doce, repolho, couve, jerimum, cenoura, quiabo, maxixe, banana comprida,etc. É servido acompanhado de arroz branco e pirão feito do caldo do cozido.
Dobradinha
Consiste em bucho e tripas de boi; linguiças cortadas em pequenos cubos, refogados e cozidos junto com feijão branco. É servido com farinha de mandioca ou arroz.
Fava
Apresentando um grão maior, a fava é preparada da mesma forma e com os mesmos temperos do feijão. Pode ser de coco, em forma de purê.Temperada com carne de charque, mocotó, tripas, bucho, calabresa, batata, cenoura, abóbora e manteiga da terra. Temperada com leite de coco, acompanhando pratos à base de peixes; cozida com temperos verdes acompanhando pratos de galinha de capoeira, cabidela, bode e porco guizado ao molho. É também servida em forma de pequenos bolinhos, feitos com a fava amassada misturada na farinha de mandioca e passados em molho de pimenta.
mas, nunca deve existir uma música sem poesia"
Maria da Paz




As três coisas melhores deste mundo:
Ouvir música, comer e namorar.
Daudeth Bandeira
Absorto, sisudo e pensativo,
Naveguei pela onda dos prazeres,
Vi nas festas de amores entre os seres
Despertar atração pelo lascivo;
Um amante faminto e emotivo
É mais fácil de se extasiar;
Cordial, auditivo e paladar,
Tudo quanto lhes toca dói mais fundo
As três coisas melhores deste mundo:
Ouvir música, comer e namorar.
Um romântico jantar à luz de velas,
Um café Happy Hour à luz da lua,
Um poético luau numa falua
Ao sonoro rumor de caravelas;
São três festas e há em todas elas
O sentido central peculiar,
De três verbos: comer, ouvir, amar;
Os três são primeiríssimos, sem segundo!
As três coisas melhores deste mundo:
Ouvir música, comer e namorar.
Desfrutei quatro dias num cruzeiro,
Muita música, mulher, dança e comida.
Procurei um sentido para a vida,
Como que caça agulha num palheiro!
Uns artistas cantando o tempo inteiro,
E o povo a comer e a bailar,
O navio de luxo a balançar
Sobre as ondas azuis do mar profundo"

Buchada
A buchada, um dos mais tradicionais pratos da cozinha sertaneja, consiste numa espécie de cozido, preparado com o bucho de bode ou carneiro, recheado com um picadinho do sangue coagulado, tripas e fígado, refogado com hortelã, limão, alho, cebola e temperos. É acompanhado de pirão feito com o caldo onde foi cozido, arroz branco, vermelho ou mexido.
Carne de Bode
A carne de bode ou cabrito se constitui em um dos mais típicos pratos da culinária sertaneja regional. Seja defumado, como carne de sol ou fresco, é preparado de várias maneiras: guizado, assado no forno ou na brasa; cozido em forma de caldeirada; grelhado. De acordo com a maneira como for preparado pode ser servido com o pirão feito do caldo em que foi cozido, com feijão verde, fava, farofa de cuscuz, xerém (angú), arroz vermelho ou arroz mexido.
Carne de Sol
A carne de sol é um dos mais apreciados pratos da cozinha regional. Consiste em carne de boi, salgada e seca ao sol. É servida frita ou assada na brasa, acompanhada de feijão verde, ou fava, farofa, macaxeira, batata doce, manteiga de garrafa (manteiga líquida) e molho vinagrete. Pode ser acompanhada, também, de pirão de leite ou de queijo coalho.
Carne de Sol com Feijão Verde
Carne de sol assada, acompanhada de feijão verde, farofa de jerimum ou de bolão; batata doce; macaxeira; manteiga de garrafa.
Chambaril
Cozido, preparado com osso buco de boi, refogado em temperos. É servido com pirão, feito com o caldo fervendo e farinha de mandioca.
Cozido
Carne do peito e osso buco do boi, charque, toucinho, linguiças, refogadas em temperos e cozidas junto com batata-doce, repolho, couve, jerimum, cenoura, quiabo, maxixe, banana comprida,etc. É servido acompanhado de arroz branco e pirão feito do caldo do cozido.
Dobradinha
Consiste em bucho e tripas de boi; linguiças cortadas em pequenos cubos, refogados e cozidos junto com feijão branco. É servido com farinha de mandioca ou arroz.
Fava
Apresentando um grão maior, a fava é preparada da mesma forma e com os mesmos temperos do feijão. Pode ser de coco, em forma de purê.Temperada com carne de charque, mocotó, tripas, bucho, calabresa, batata, cenoura, abóbora e manteiga da terra. Temperada com leite de coco, acompanhando pratos à base de peixes; cozida com temperos verdes acompanhando pratos de galinha de capoeira, cabidela, bode e porco guizado ao molho. É também servida em forma de pequenos bolinhos, feitos com a fava amassada misturada na farinha de mandioca e passados em molho de pimenta.
domingo, 17 de maio de 2009
A escola - Educar em três tempos: Artur da Távola




Eu educo hoje,
com os valores que eu recebí ontem,
para as pessoas que são o amanhã.
O s valores de ontem, os conheco.
Os de hoje, percebo alguns.
Dos de amanhã, não sei.
Se só uso os de hoje, não educo: complico.
Se só uso os de ontem, não educo: condiciono.
Se só uso os de amanhã, não educo:
Faço experiências às custas das crianças.
Se uso os três, sofro, mais educo.
Por isso, educar pe perder sempre sem perder-se.
Educa quem for capaz de fundir ontens, hojes
e amanhãs, transformando-os num presente
onde o "amor" e o "Livre arbítrio"
sejam as bases.
Palvras sábias de Artur da Távola
-----------------------------------------------------
Ser educador é uma tarefa muito importante.
E por que não dizer árdua e complicada.
Perceber-se diante do seu educando, tentando
descobrir o que é melhor transmitir naquele momento,
com o desejo enorme de acerto e a vontade de passar
todos os conhecimentos possíveis.
Chegando as vezes a dizer-lhe: Viu como é facil?
E para sua surpresa o educando diz: É fácil, mas, eu não entendi.
...
Monólogo
O sujeito trava uma luta com ele mesmo.
É um bombardeio de interrogações na cabeça do infeliz:
Porque, Pra que, como, onde, o que, com quem,
Porque estudar física?
Pra que aprender Química?
Como aprender história?
Onde vou usar a Geografia?
O que fazer com o ensino religioso?
Com quem vou falar o inglês?
É certo que a Língua Portuguesa eu vou precisar.
E também da Matemática pois, quero arranjar uma namorada urgente
e para isso vou ter que saber contar o tempo.
Pela manhã, vou pegar meu carrinho de mão
e vou sair vendendo detergente que a minha irmã aprendeu a fazer e, só em vê-la fazendo, já aprendí. Com isso vou juntar uma grana para comprar confeitos e chocolates para dar-lhe de presente no "Dia dos Namorados, no Aniversário, no Natal, na Pascoa e em outras datas importantes.
Nossa quanto dinheiro, vou gastar.
Não sei quem enventou essas datas,
só pra gente gastar dinheiro.
E é por isso que eu vou precisar da Matemática,
pra somar os prejuízos, ou melhor,pra contar o meu lucro.
E se a gente for casar? E se for ter filhos? Meu Deus.!!!
Gastar pra pagar o casório na Igreja e no cartório,
E o batizado dos meninos? Pôxa, ainda bem que os registros
hoje em dia são de graça, é só pedir um documento no Conselho Tutelar.
E a feira? Mas vamos pensar nisso depois, muito depois.
Bom! mas, voltando para o meu cotidiano, quando eu chegar das vendas dos detergentes, vou dividir o apurado com minha irmã, afinal, ela está me ajudando na produção dos detergentes. E vou também dar uma voltinha rápida na vizinhança, na esperança de encontrar umas garrafas "pett". Porque será que se chamam pett, essas garrafas de regrigerantes? Mas, isso não importa. Em seguida vou almoçar fora. Tô podendo! Vou num tal de "self service". Quase que eu não sei nem pronunciar esse nome! Ainda bem que não tenho que o escrever!. Ja no restaurante, me servindo, levando o prato à balança, na notinha o sujeito anota 0,885Kg. Dar pra entender, meu Deus ! comida para um elefante e a gritaria começa! Moço essa balança está quebrada, quase uma tonelada. Mas, logo tudo se acalma; 885 gramas. Quase um 1 quilo. Como muito, pois quero ser forte, ter saúde. Os alimentos são importantes. Meu prato parece mais um arco-íris, colorido. Depois do almoço é sempre bom, dar um tempo, como dizem por aí, pra comida chegar na barriga!, pra fazer a digestão! Na parte da tarde, eu não sou de ferro, jogar uma bolinha, essa história de vida sedentária mata negrinho por aí. Exercício físico é tudo de bom, para a saúde. Tá quase na hora de ir pra casa da namorada: É hoje! banho bem tomado, cabelo lavado, ouvidos limpos, unhas lixadas e aparadas, planta do pé, eu esfrego numa pedrinha, É que pé rachado não faz bem para a saúde, sabe? E os dentes? bem escovas, língua limpa, enfim, um banho de faxina. Na casa da doidinha, 7 horas em ponto, as nove tenho que pegar caminho de volta pra casa! Esse tal de sogro! é melhor não contrariar. Mas, e sos beijinhos? Só pensava nisso! Avancei e a menina disse: stop! meu ded tá vendo!!!
E eu? Oh my god!! Faço o que agora? O velho vai se encostando, se encostando. Olha o papo do camarada! - Gosta de noticiário? Sim. Claro que sim. Pois vamos ver agora essa reportagem sobre o descongelamento das calotas polares e também sobre a Patagonia. Você sabe onde é a Patagonia? Ei, vamos concordar que resposta de quem não tem certeza do que diz, é sempre uma pergunta. - A Patagonia? claro, claro!!
Começa o noticiário, graças a Deus. Mas, nessa eu mesmo me peguei. Onde diabo seria a Patogonia. Ainda bem que eu ia assistir o tal noticiário pra ficar mais que depreza sabendo onde é a Pa-ta-gô-nia. Região desértica e gelada entre o Chile e a Argentina, disse a reporter. Que engraçado! Aquí no Continente americano. E eu que pensei que essa regiões geladas ficassem longe, muito longe. Ufa! Até que enfim, mas, beijinhos, nada, never, never...Já em casa, pensando em tudo que pode acontece em apenas um dia com um indivíduo, a conclusão é que me dei conta de que nada sei, e agora?
sábado, 16 de maio de 2009
Santanna - O cantador disse:
Aprendi a cantar sem professor,
com a graça de Deus eu sou um poeta!
Não venha me chamar de analfabeto
exibindo o diploma de doutor!
No congresso em que eu for competidor
vou ganhar de você de dez a zero.
Meu amigo eu vou ser muito sincero,
se eu deixar de cantar não sou feliz,
Ser poeta eu sou por que Deus quis,
Ser doutor eu não sou porque não quero
com a graça de Deus eu sou um poeta!
Não venha me chamar de analfabeto
exibindo o diploma de doutor!
No congresso em que eu for competidor
vou ganhar de você de dez a zero.
Meu amigo eu vou ser muito sincero,
se eu deixar de cantar não sou feliz,
Ser poeta eu sou por que Deus quis,
Ser doutor eu não sou porque não quero
sábado, 9 de maio de 2009
Pra que dividir - Flavio José - cd 2009

CD: 'DOM CRISTALINO'
DOM CRISTALINO é o mais novo CD de Flávio José após um jejum de dois anos.
DOM CRISTALINO remete à linguagem e sonoridade dos discos mais significativos de sua carreira. Neste 17° CD, o ouvinte irá encontrar os mesmos traços das obras anteriores. É uma produção coerente que dá continuidade ao estilo que o artista sempre abraçou.
DOM CRISTALINO traz um Flávio José experiente, esbanjando pleno domínio da arte, seja através da técnica vocal esmerada, seja na harmonia simétrica dos seus xotes marcados pelo zabumba sempre altivo, pulsando feito batidas de um coração apaixonado ou seja pela poética seleção do repertório escolhido.
DOM CRISTALINO traz músicas que denotam a sua identidade. É um trabalho maduro, de personalidade, exibindo um Flávio José com o seu estilo inconfundível de tocar e interpretar, fruto da sua busca pelo aprimoramento das sonoridades orgânicas.
É uma obra marcante, apaixonante. Entre os inúmeros versos, espalhados pelas doze faixas, o artista vai revelando-se através das letras quase autobiográficas: 'Eu tenho o sangue latino e canto desde menino, isso é coisa do destino que a natureza doou (...) eu tenho o dom cristalino, sou modesto tocador.'
Ele segue brindando os fãs com pérolas dos grandes compositores nordestinos. São doze faixas entre xotes, baiões e arrasta-pés, fruto de sua parceria vitoriosa com autores reconhecidamente criativos.
Flávio Leandro volta assinando três faixas: 'Minha Mãe', 'Fuxico' e 'O Rei da Garapa', um avivamento ao posicionamento cívico com seu xote politicamente correto: 'Se o brasileiro não fosse tão estrangeiro com certeza o mundo inteiro vinha lhe admirar'.
Do auxílio luxuoso de Dorgival Dantas, Flávio interpreta o arrasta-pé festivo 'Juntando os Troços'e o megahit 'Vá Embora!' sucesso virtual, lançado exclusivamente pelo site do artista e só agora devidamente registrado em CD.
A dupla Marquinhos Maraial e Edu Lupa assinam 'Pra Quê Dividir?' que já chega com jeitão de hit maker, caindo em cheio no gosto popular.
Flávio José ainda privilegia os seus antigos parceiros com gravações de Miguel Marcondes 'Linha Cigana', Anchieta Dali e Carlos Vilela 'Dança da Vida' e Maciel Melo e Maestro Genaro 'A Ponteira e o Pião'.
Dom Fontinelli, brinda o artista com os versos de 'O Meu Direito', fazendo, pelas entrelinhas, uma ilação sobre Flávio José e sua obra, com narrativa na primeira pessoa: 'eu só quero uma chance, produzir, não perder a dignidade, não comungo com tanta hipocrisia, o que faço, enfim, me dá orgulho, minha luta não pode ser em vão, vou trilhar como quer o meu destino, escrever minha história nesse chão.'
E novamente Pinto do Acordeom marca presença com mais um xote carregado de amor 'A Força de uma Paixão'e com 'Dom Cristalino'cançãoque empresta o seu título ao CD.
DOM CRISTALINO é uma dessas raras obras que tocam o ouvinte pela singeleza de suas mensagens. É para ouvir, se deleitar e para provocar emoções. É uma obra imprescindível na coleção de todo brasileiro que se orgulha em ser essencialmente nordestino.
Direto do Blog de Flávio José
Apesar de Dom Cristalino ser o título do novo Cd,
"Pra que dividir" promete e será o carro-chefe desse lindo trabalho. Compositores de alto nível para compor o nosso cotidiano
PRA QUE DIVIDIR?
Tô precisando de um aconchego
No seu cobertor
A gente tem que se aquecer
De novo com a mesma garra
O nosso beijo já perdeu a graça
Não tem mais calor
A gente tem que encontrar um jeito
De arrumar a casa
Se ligue aí que estou te dando a deixa
Pra reconstruir a nossa união
Mexer na brasa açoitando o fogo
Pra aquecer de novo a nossa paixão
A gente tá perdendo muito tempo
Assim na base do "só vou se você for"
Eu te convido pra tentar de novo
Em nome desse amor
Pra quê dividir?
Se separando um do outro
Vai ser igual a sofrer
Pra quê dividir?
Se pra nós dois ganhar vai ser melhor
Somar eu e você
Pra quê dividir?
Se ainda temos tanto pra viver
Dividindo o coração da gente
É que vai perder
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Cultura em foco - Da Paz
domingo, 3 de maio de 2009
Frases em Para-choques de caminhão



Chifre é como consórcio, quando você menos espera é contemplado.
Sogra morando a mil metros de distancia, ainda é vizinha.
Homem quando abre a porta do carro para mulher, ou o carro é novo ou a mulher.
Meu carro é marmita, entrou, eu como.
Meu carro é velho, mas está pago.
Só existe uma sogra nota 1000. É a sogra da minha mulher.
Fácil é falar de mim, difícil é ser eu.
Não queira ser eu, você tem inveja e quem sobe sou eu.
Calma amigo, mantenha distancia
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Boi com sede bebe água...

Filho do dono
PETRÚCIO AMORIM
Não sou profeta
Nem tão pouco visionário
Mas o diário
Desse mundo tá na cara
Um viajante
Na boléia do destino
Sou mais um fio
Da tesoura e da navalha
Levando a vida
Tiro verso da cartola
Chora viola
Nesse mundo sem amor
Desigualdade
Rima com hipocrisia
Não tem verso nem poesia
Que console um cantador
A natureza na fumaça se mistura
Morre a criatura
E o planeta sente a dor
O desespero
No olhar de uma criança
A humanidade
Fecha os olhos pra não ver
Televisão de fantasia
E violência, aumenta o crime
Cresce a fome do poder
Boi com sede bebe lama
Barriga seca não dá sono
Eu não sou dono do mundo
Mas tenho culpa, porque sou
Filho do dono
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Cordel - O que é - Pesquisa: Maria da Paz
O cordel é uma atividade de contar histórias que vem desde a Idade Média e, no Brasil, é muito mais difundido na região Nordeste do que em outras partes.
O nome "cordel" teve origem em Portugal, na Idade Média, porque os folhetos ficavam pendurados por cordões ou barbantes, em exposição. O mesmo hábito - e nome - continuou nas feiras do nordeste brasileiro, onde, ao mesmo tempo em que os folhetos são vendidos, os versos declamados.
Nesses textos, um narrador, geralmente anônimo, conta suas experiências para transmitir um ensinamento moral, uma sugestão de vida. O anonimato, no entanto, foi uma característica histórica que ao longo do tempo foi se perdendo e hoje não é mais relevante.
Os versos mais populares são as sextilhas (estrofes com seis versos) setessilábicas (com sete sílabas em cada verso). Mas, tambem são populares as quadras e as estrafes de dez versos.
O nome "cordel" teve origem em Portugal, na Idade Média, porque os folhetos ficavam pendurados por cordões ou barbantes, em exposição. O mesmo hábito - e nome - continuou nas feiras do nordeste brasileiro, onde, ao mesmo tempo em que os folhetos são vendidos, os versos declamados.
Nesses textos, um narrador, geralmente anônimo, conta suas experiências para transmitir um ensinamento moral, uma sugestão de vida. O anonimato, no entanto, foi uma característica histórica que ao longo do tempo foi se perdendo e hoje não é mais relevante.
Os versos mais populares são as sextilhas (estrofes com seis versos) setessilábicas (com sete sílabas em cada verso). Mas, tambem são populares as quadras e as estrafes de dez versos.
Satanás trabalhando no roçado de São Pedro - José Costa Leite

O homem que é poeta
Dorme tarde, acorda cedo
Embora não rime bem
Eu vou traçar o enredo
Do Satanás trabalhando
No roçado de São Pedro
É uma pequena história
Há muito tempo passado
Que não me lembro da era
E nem se foi inventada
No tempo que Satanás
Trabalhava na enxada
Dizem que o Satanás
Botou um grande roçado
E danou-se a trabalhar
Que ficou todo suado
Quase morria de fome
E não tirou resultado
Naquele tempo São Pedro
Levava uma vida dura
Trabalhando na enxada
Cultivando agricultura
e tudo quanto plantava
Chegava uma grande fartura
Satanás era disposto
E na enxada era macho
Trabalhava com vontade
de ver São Pedro por baixo
Mas todo seu sacifício
Vai descer d'água abaixo
...
José Costa Leite
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