ORGULHO DE SER NORDESTINO O nordeste hoje implora as águas da cachoeira a chuva corre por fora nem passa pela porteira. por causa dessa demora nordestino quando chora as lágrimas são de poeira. E quando a chuva aparece o ano começa bem tem gente que reza prece tem outras que diz amém a Deus o sertão agradece e eu agradeço também. Guibson Medeiros
Dia do Nordestino - 08 de Novembro
sábado, 18 de outubro de 2014
Sinto vergonha de mim - Rui Barbosa por Rolando Boldrin HD
Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade'
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre 'contestar',
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!
'De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto'.
Rui Barbosa
Policial Civil de Minas acusa Aécio Neves
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
domingo, 12 de outubro de 2014
Águas Nordestinas - Guibson Medeiros
ÁGUAS NORDESTINAS
O Nordeste que tanto implora
as águas da primavera
tem águas que o mundo adora
e terra que a chuva espera
de um lado a seca devora
do outro a beleza impera.

FILHO DO DONO - PETRÚCIO AMORIM
Não sou profeta
Nem tão pouco visionário
Mas o diário
Desse mundo tá na cara
Um viajante
Na boléia do destino
Sou mais um fio
Da tesoura e da navalha
Levando a vida
Tiro verso da cartola
Chora viola
Nesse mundo sem amor
Desigualdade
Rima com hipocrisia
Não tem verso nem poesia
Que console um cantador
A natureza na fumaça se mistura
Morre a criatura
E o planeta sente a dor
O desespero
No olhar de uma criança
A humanidade
Fecha os olhos pra não ver
Televisão de fantasia e violência,
Aumenta o crime
Cresce a fome do poder
Boi com sede bebe lama
Barriga seca não dá sono
Eu não sou dono do mundo
Mas tenho culpa, porque sou
Filho do dono
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Cante lá que eu canto cá - Patativa do Assaré
8 de Outubro
Dia do
Nordestino
Seu dotôr sô nordestino
Num tenho veigonha não
E te digo cum certeza
Só deixo o meu torrão
Se for força do distino
E vô carregado de tristeza
Patativa do Assaré
CANTE LÁ QUE EUCANTO CÁ
Poeta, cantô de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.
Nunca fez uma paioça,
Nunca trabaiou na roça,
Não pode conhecê bem,
Pois nesta penosa vida,
Só quem provou da comida
Sabe o gosto que ela tem.
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.
Nunca fez uma paioça,
Nunca trabaiou na roça,
Não pode conhecê bem,
Pois nesta penosa vida,
Só quem provou da comida
Sabe o gosto que ela tem.
Pra gente cantá o sertão,
Precisa nele morá,
Tê armoço de fejão
E a janta de mucunzá,
Vivê pobre, sem dinhêro,
Socado dentro do mato,
De apragata currelepe,
Pisando inriba do estrepe,
Brocando a unha-de-gato.
Precisa nele morá,
Tê armoço de fejão
E a janta de mucunzá,
Vivê pobre, sem dinhêro,
Socado dentro do mato,
De apragata currelepe,
Pisando inriba do estrepe,
Brocando a unha-de-gato.
Você é muito ditoso,
Sabe lê, sabe escrevê,
Pois vá cantando o seu gozo,
Que eu canto meu padecê.
Inquanto a felicidade
Você canta na cidade,
Cá no sertão eu infrento
A fome, a dô e a misera.
Pra sê poeta divera,
Precisa tê sofrimento.
Sabe lê, sabe escrevê,
Pois vá cantando o seu gozo,
Que eu canto meu padecê.
Inquanto a felicidade
Você canta na cidade,
Cá no sertão eu infrento
A fome, a dô e a misera.
Pra sê poeta divera,
Precisa tê sofrimento.
Sua rima, inda que seja
Bordada de prata e de ôro,
Para a gente sertaneja
É perdido este tesôro.
Com o seu verso bem feito,
Não canta o sertão dereito,
Porque você não conhece
Nossa vida aperreada.
E a dô só é bem cantada,
Cantada por quem padece.
Bordada de prata e de ôro,
Para a gente sertaneja
É perdido este tesôro.
Com o seu verso bem feito,
Não canta o sertão dereito,
Porque você não conhece
Nossa vida aperreada.
E a dô só é bem cantada,
Cantada por quem padece.
Só canta o sertão dereito,
Com tudo quanto ele tem,
Quem sempre correu estreito,
Sem proteção de ninguém,
Coberto de precisão
Suportando a privação
Com paciença de Jó,
Puxando o cabo da inxada,
Na quebrada e na chapada,
Moiadinho de suó.
Com tudo quanto ele tem,
Quem sempre correu estreito,
Sem proteção de ninguém,
Coberto de precisão
Suportando a privação
Com paciença de Jó,
Puxando o cabo da inxada,
Na quebrada e na chapada,
Moiadinho de suó.
Amigo, não tenha quêxa,
Veja que eu tenho razão
Em lhe dizê que não mêxa
Nas coisa do meu sertão.
Pois, se não sabe o colega
De quá manêra se pega
Num ferro pra trabaiá,
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mêxo aí,
Cante lá que eu canto cá.
Veja que eu tenho razão
Em lhe dizê que não mêxa
Nas coisa do meu sertão.
Pois, se não sabe o colega
De quá manêra se pega
Num ferro pra trabaiá,
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mêxo aí,
Cante lá que eu canto cá.
Repare que a minha vida
É deferente da sua.
A sua rima pulida
Nasceu no salão da rua.
Já eu sou bem deferente,
Meu verso é como a simente
Que nasce inriba do chão;
Não tenho estudo nem arte,
A minha rima faz parte
Das obra da criação.
É deferente da sua.
A sua rima pulida
Nasceu no salão da rua.
Já eu sou bem deferente,
Meu verso é como a simente
Que nasce inriba do chão;
Não tenho estudo nem arte,
A minha rima faz parte
Das obra da criação.
Mas porém, eu não invejo
O grande tesôro seu,
Os livro do seu colejo,
Onde você aprendeu.
Pra gente aqui sê poeta
E fazê rima compreta,
Não precisa professô;
Basta vê no mês de maio,
Um poema em cada gaio
E um verso em cada fulô.
O grande tesôro seu,
Os livro do seu colejo,
Onde você aprendeu.
Pra gente aqui sê poeta
E fazê rima compreta,
Não precisa professô;
Basta vê no mês de maio,
Um poema em cada gaio
E um verso em cada fulô.
Seu verso é uma mistura,
É um tá sarapaté,
Que quem tem pôca leitura
Lê, mais não sabe o que é.
Tem tanta coisa incantada,
Tanta deusa, tanta fada,
Tanto mistéro e condão
E ôtros negoço impossive.
Eu canto as coisa visive
Do meu querido sertão.
É um tá sarapaté,
Que quem tem pôca leitura
Lê, mais não sabe o que é.
Tem tanta coisa incantada,
Tanta deusa, tanta fada,
Tanto mistéro e condão
E ôtros negoço impossive.
Eu canto as coisa visive
Do meu querido sertão.
Canto as fulô e os abróio
Com todas coisa daqui:
Pra toda parte que eu óio
Vejo um verso se bulí.
Se as vêz andando no vale
Atrás de curá meus male
Quero repará pra serra
Assim que eu óio pra cima,
Vejo um divule de rima
Caindo inriba da terra.
Com todas coisa daqui:
Pra toda parte que eu óio
Vejo um verso se bulí.
Se as vêz andando no vale
Atrás de curá meus male
Quero repará pra serra
Assim que eu óio pra cima,
Vejo um divule de rima
Caindo inriba da terra.
Mas tudo é rima rastêra
De fruita de jatobá,
De fôia de gamelêra
E fulô de trapiá,
De canto de passarinho
E da poêra do caminho,
Quando a ventania vem,
Pois você já tá ciente:
Nossa vida é deferente
E nosso verso também.
De fruita de jatobá,
De fôia de gamelêra
E fulô de trapiá,
De canto de passarinho
E da poêra do caminho,
Quando a ventania vem,
Pois você já tá ciente:
Nossa vida é deferente
E nosso verso também.
Repare que deferença
Iziste na vida nossa:
Inquanto eu tô na sentença,
Trabaiando em minha roça,
Você lá no seu descanso,
Fuma o seu cigarro mando,
Bem perfumado e sadio;
Já eu, aqui tive a sorte
De fumá cigarro forte
Feito de paia de mio.
Iziste na vida nossa:
Inquanto eu tô na sentença,
Trabaiando em minha roça,
Você lá no seu descanso,
Fuma o seu cigarro mando,
Bem perfumado e sadio;
Já eu, aqui tive a sorte
De fumá cigarro forte
Feito de paia de mio.
Você, vaidoso e facêro,
Toda vez que qué fumá,
Tira do bôrso um isquêro
Do mais bonito metá.
Eu que não posso com isso,
Puxo por meu artifiço
Arranjado por aqui,
Feito de chifre de gado,
Cheio de argodão queimado,
Boa pedra e bom fuzí.
Toda vez que qué fumá,
Tira do bôrso um isquêro
Do mais bonito metá.
Eu que não posso com isso,
Puxo por meu artifiço
Arranjado por aqui,
Feito de chifre de gado,
Cheio de argodão queimado,
Boa pedra e bom fuzí.
Sua vida é divirtida
E a minha é grande pená.
Só numa parte de vida
Nóis dois samo bem iguá:
É no dereito sagrado,
Por Jesus abençoado
Pra consolá nosso pranto,
Conheço e não me confundo
Da coisa mió do mundo
Nóis goza do mesmo tanto.
E a minha é grande pená.
Só numa parte de vida
Nóis dois samo bem iguá:
É no dereito sagrado,
Por Jesus abençoado
Pra consolá nosso pranto,
Conheço e não me confundo
Da coisa mió do mundo
Nóis goza do mesmo tanto.
Eu não posso lhe invejá
Nem você invejá eu,
O que Deus lhe deu por lá,
Aqui Deus também me deu.
Pois minha boa muié,
Me estima com munta fé,
Me abraça, beja e qué bem
E ninguém pode negá
Que das coisa naturá
Tem ela o que a sua tem.
Nem você invejá eu,
O que Deus lhe deu por lá,
Aqui Deus também me deu.
Pois minha boa muié,
Me estima com munta fé,
Me abraça, beja e qué bem
E ninguém pode negá
Que das coisa naturá
Tem ela o que a sua tem.
Aqui findo esta verdade
Toda cheia de razão:
Fique na sua cidade
Que eu fico no meu sertão.
Já lhe mostrei um ispeio,
Já lhe dei grande conseio
Que você deve tomá.
Por favô, não mexa aqui,
Que eu também não mêxo aí,
Cante lá que eu canto cá.
Toda cheia de razão:
Fique na sua cidade
Que eu fico no meu sertão.
Já lhe mostrei um ispeio,
Já lhe dei grande conseio
Que você deve tomá.
Por favô, não mexa aqui,
Que eu também não mêxo aí,
Cante lá que eu canto cá.
sábado, 4 de outubro de 2014
Zé Ramalho 65 anos - Um pouco da História do Visionário
Aqui começa a história de Zé Ramalho Neto - Sertão paraibano
A bagagem cultural de Zé Ramalho, letras perfeitas, harmoniosas e essa voz que segundo ele é a voz das Trevas fazem dele um ícone da Música Brasileira
Vou te passar um motivo
Que te faça como fez em mim
A nossa alegria, alegria
O grande sopro que veio
Pelo mel de todos os segredos
Pelo som de todos os brinquedos
Um canto leve que leve a gente
Para outro lugar transparente
Que em tudo reluz
Enraizar meus pés no brejo do cruz
Lugar cercado de luz
Zé Ramalho
Zé Ramalho
José Ramalho Neto, nosso querido Zé Ramalho completou 65 anos, ontem dia 03 de Outubro. Ele nasceu em Brejo do Cruz no ano de 1949. É filho da professora do Ensino Fundamental Estelita Torres Ramalho e d o Boêmio seresteiro Antonio de Pádua Pordeus Ramalho, com quem não conviveu, pois quando Zé completou 2 anos, o Senhor Antonio de Pádua morreu afogado. Passou a ser criado então, pelo avô José Alves Ramalho, mais tarde homenageado com a música "Avôhai (avô e pai). Pai de seis filhos; Christian Galvão Ramalho nasce junto com o lançamento do seu primeiro Disco Paêbiru e trilha sonora do filme "Nordeste: Cordel, repente e canção" no ano de 1974; Antonio Wilson vem junto com ano em que ele ganha projeção nacional com o disco "A Peleja do Diabo com o Dono do Céu", tendo a música Admirável Gado Novo como carro chefe, no ano de 1978; João Colares Ramalho, filho de Zé com a cantora Amelinha, nasceu no mesmo ano do lançamento do segundo LP "A Peleja do Diabo com o Dono do Céu", no ano 1979; Maria Maria é também filha de Zé com Amelinha e nasceu no ano de lançamento do LP "A terceira Lâmina" em 1981. Mas, foi durante a Gestação de Maria Maria que Zé Ramalho preparou o seu Livro "Carne de Pescoço", mesmo período da mudança da família para Fortaleza (1980). O casamento com Amelinha acabou em 1983 e ele volta para o Rio de Janeiro e casa-se com Roberta, uma prima de Amelinha. Com ela teve dois filhos : José Fontenele Ramalho nasceu no ano de 1992, junto com "Frevoador" e Linda Fontenele Ramalho nasceu no ano de 1995, período em que preparava com amigos três amigos o Show Cd "O Grande Encontro". Zé Ramalho recebeu muitas influencias musicais: Bob Dylan, Pink floyd, Leno e Lilian, Renato Barros, Roberto, Erasmo, Rolling Stones Vai do Rock ao Pop, Mas também aprendeu desde cedo escrever decassílabos (versos com dez sílabas poéticas), bastante usada pelos cordelistas/repentistas/violeiros nordestinos, conhecido também por "Cavalo Agalopado".
Nesses 40 anos de Carreira e 28 álbuns lançados, Zé Ramalho passeou do Céu ao inferno. Teve a oportunidade de estudar nas melhores Escolas, serviu ao Exercito, iniciou o Curso de Medicina, mas conheceu as drogas (LSD, cocaína, rompeu com seu parceiro Alceu Valença foi criticado, acusado de plagiar duas grandes composições ( Força Verde e Mulher nova, bonita e carinhosa faz um homem gemer sem sentir dor). Mas, como dizem que paraibano enverga mais não quebra , aparece o Jorge Mautner para lhe presentear "Orquídea Negra' que foi um divisor de águas na vida de Zé Ramalho no ano de 1983. Em 1991, sua unica irmã Gorette Ramalho morreu, mas, nesse ano ele lançou o Álbum "Brasil Nordeste"com sucesso garantido.
As músicas de Zé Ramalho encantaram os amantes das novelas e séries Brasileiras
Tele-Temas
- 1982 - São Sebastião do Rodeio dueto com Zé Geraldo tema de Paraíso
- 1982 - Os Doze Trabalhos de Hércules tema de Pirlimpimpim
- 1985 - Mistérios da Meia-Noite tema de Roque Santeiro
- 1985 - Oh, Pecador! dueto com Coral Seculo XX tema de De Quina Pra Lua
- 1992 - Entre a Serpente e a Estrela (Amarillo By Money) tema de Pedra Sobre Pedra
- 1993 - Sensual (Palácio Fácil) tema de Fera Ferida
- 1996 - Profetas tema de O Fim do Mundo
- 1996 - Admirável Gado Novo tema de O Rei do Gado
- 1997 - Avohai tema de A Indomada
- 1999 - O Que é Sympathia? tema de Chiquinha Gonzaga
- 2001 - Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás tema de Um Anjo Caiu do Céu
- 2005 - Canção Agalopada tema de Bang Bang
- 2008 - Sinônimos dueto com Chitãozinho & Xororó tema de A Favorita
- 2009 - O Vento Vai Responder (Blowin' In The Wind) tema de Caminho das Índias
- 2010 - A Última Nau tema de Tempos Modernos
- 2010 - O Amanhã é Distante (Tomorrow is a Long Time) tema de Araguaia
- 2011 - Chão de Giz tema de Cordel Encantado
-
DISCOGRAFIA
- 1975 - Paêbirú
- 1978 - Zé Ramalho - (Epic/CBS)
- 1980 - A Peleja do Diabo com o Dono do Céu - (Epic/CBS)
- 1981 - A Terceira Lâmina - (Epic/CBS)
- 1982 - Força Verde - (Epic/CBS)
- 1983 - Orquídea Negra - (Epic/CBS)
- 1984 - Por Aquelas Que Foram Bem Amadas ou Pra não dizer que não falei de Rock- (Epic/CBS)
- 1985 - De Gosto de Água e de Amigos - (Epic/CBS)
- 1986 - Opus Visionário - (Epic/CBS)
- 1987 - Décimas de um Cantador - (Epic/CBS)
- 1991 - Brasil Nordeste - (Columbia/Sony Music)
- 1992 - Frevoador - (Columbia/Sony Music)
- 1996 - 20 Anos de Carreira (Sony Music)
- 1996 - Cidades e Lendas - (BMG)
- 1996 - Antologia Acústica - (BMG)
- 1998 - Eu Sou Todos Nós - (BMG)
- 2000 - Nação Nordestina - (BMG)
- 2001 - Zé Ramalho Canta Raul Seixas - (BMG)
- 2002 - O Gosto da Criação - (BMG)
- 2002 - Perfil
- 2003 - Estação Brasil - (BMG)
- 2005 - Zé Ramalho ao vivo - (Sony/BMG)
- 2007 - Zé Ramalho em foco
- 2007 - Parceria dos Viajantes - (Sony/BMG)
- 2008 - Zé Ramalho da Paraíba - (Discobertas/Coqueiro Verde)
- 2008 - Zé Ramalho Canta Bob Dylan - Tá Tudo Mudando - (EMI)
- 2009 - Zé Ramalho Canta Luiz Gonzaga - (Discobertas/Sony)
- 2009 - Participação de Zé Ramalho no DVD de Capim Cubano Ao Vivo em João Pessoa - PB
- 2010 - Zé Ramalho Canta Jackson do Pandeiro - (Discobertas/Sony)
- 2010 - Box - A Caixa de Pandora - (Sony Music)
- 2011 - Zé Ramalho Canta Beatles - (Discobertas/Sony)
- 2012 - Sinais dos Tempos - (Avôhai Music)
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
RECEITA PRA MUIÉ FRIA - BOB MOTTA
RECEITA PRA MUIÉ FRIA
BOB MOTTA
Um sujeito estava triste
e seu cumpade notô.
Dele se cumpadicendo,
p'ro sujeito assim falô:
Meu cumpade me arresponda,
cum sinceridade a mim.
Pelo qui eu lhe cunheço,
você num tá bem, tá rim.
Intão-se, meu veio amigo,
pode se abri cumigo,
pruquê tá tão triste assim?
Cumpade; e dá pra notá?
O causo é minha muié.
Num mexe, num vira os zóio,
acredite se quizé.
Quando vai fazê amô,
parece inté um robô,
fria qui nem picolé.
Oxente, isso é bronca besta;
vô lhe insiná um remédio,
mode ela fica no grau
e percurá seu assédio.
A receita é de premêra,
Juro, num é brincadêra,
você vai saí do tédio.
Mande ela tumá um banho,
Butá pó, se prefumá,
butá música no quarto,
cum pouca rôpa deitá.
Iscuricê o ambiente,
qui você veja somente,
sua sombra a lhe chamá.
Você também tome o seu,
caprichado pur intêro.
Passe bucha, faça a baiba,
saia nôvim do banhêro.
Chegue pra ela chaimôso,
bonito, limpo e cherôso,
qui nem fio de barbêro.
Quando você se achegá,
cum carinho acenda o facho.
Beje ela no pescôço.
acoche ela num abraço,
adispôi vá murdiscando,
tirando a rôpa e bejando,
da cabeça inté in baxo.
Qui é isso, meu cumpade?
Seio qui tenho qui í à luta;
mais resguardando os limite,
zelando pela cunduta.
Se assim tu tá me ensinando,
meu cumpade tá pensando,
qui minha muié é puta?
Não, cumpade; só amostrei,
o qui a solução indica.
Mode ela ficá no ponto,
seu cumpade deu a dica.
Se assim você procedê,
puta ela pode nem sê,
mais garanto qui ela fica..
.
Assinar:
Postagens (Atom)



.jpg)
.jpg)




















