Dia do Nordestino - 08 de Novembro

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Acasos e Cordel que deixou a Globo e Bial indignados

BIG BROTHER BRASIL:
UM PROGRAMA IMBECIL.
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.
Tragédia da vida real
A morte do ex-BBB André Luis Gusmão de Almeida, 
o Cowboy. Ele foi assassinado na madrugada 
desta quarta-feira, 1°, na sua chácara 
em Alumínio, no interior de São Paulo

Morena contou no Twitter que veículo quase capotou 

por forte chuva que cai em Salvador

Ex-BBB Anamara sofre acidente de carro na Bahia
DIVULGAÇÃO/ REDE GLOBO












A ex-integrante do Big Brother Brasil, Anamara, 
sofreu um acidente de carro que por pouco 
não se transformou em uma grande tragédia 
neste domingo. Em seu Twitter, a morena 
contou que viveu momentos de desespero e 
logo depois explicou o que tinha acontecido.

SEXTA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO DE 2010


Ex-BBB Fernando supera tragédia 

e é campeão mundial de paracanoagem

Após acidente de carro, modelo e
 atleta perdeu o movimento das pernas, 
mas encontrou no esporte a fuga da 
depressão. Domingo, no Esporte Espetacular

Depois de sair do Big Brother Brasil 2,
ele tornou-se celebridade e modelo internacional. Estrelou comerciais ao lado de grandes top models, como Naomi Campbell e Cláudia Schiffer. Mas o destino de Fernando Fernandes mudou completamente no dia 4 de julho de 2009.
No caminho de volta para casa após uma pelada com os amigos, em São Paulo, o ex-BBB dormiu no volante e sofreu um acidente de carro. Ficou paraplégico, perdeu os movimentos das pernas. No entanto, ele não entrou em depressão. Tudo isso por causa do esporte.

- Depois do acidente, eu encontrei a paracanoagem. Deus não me tirou a coisa da qual eu mais gosto na vida que é o esporte. Então, eu só tenho a agradecer - disse.
20/11/2006 - 11h51

Com câncer, ex-Big Brother Buba morre aos 34 anos em Curitiba

PUBLICIDADE
da Folha Online

O empresário Edilson Buba, que ficou famoso ao participar do reality show "Big Brother Brasil 4", da Rede Globo, morreu na madrugada desta segunda-feira aos 34 anos. No programa da Globo, Buba ficou famoso por dormir com bichos de pelúcia e não ter vergonha de chorar de saudade da família.

Divulgação
O empresário Buba
Buba estava internado desde 17 de setembro no Hospital Vita, em Curitiba, e morreu por falência múltipla dos órgãos, decorrente de uma infecção generalizada. Segundo o hospital, o ex-BBB tinha dois tumores na região do abdome e já havia passado por algumas cirurgias.

De acordo com a assessoria de imprensa de Buba, o corpo do empresário é velado no crematório Vaticano, em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba, e será cremado por volta das 12h em cerimônia familiar. 







Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
.
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
.
Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
.
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
FIM

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Lirinha voltou... que maravilha!!! disco novo

Recomeço lírico e universal

Publicação: 17 de Setembro de 2011 às 00:00
Yuno Silva - repórter

Recomeçar é sempre um desafio. Nunca se sabe ao certo o que aguardar na próxima esquina, e o futuro se transforma em um livro com páginas em branco à espera de novas escritas. Mesmo diante de todas as incertezas, principalmente quando um artista está com a carreira estabelecida, não há nada mais instigante que experimentar novas possibilidades. E é nesse campo certezas incertas onde o pernambucano José Paes de Lira está jogando. Lirinha, para os íntimos que o conheceram quando ainda estava à frente de sua antiga banda Cordel do Fogo Encantado, resolveu alçar novos vôos em carreira solo e, para começar, disponibilizou gratuitamente na internet (www.josepaesdelira.net) seu disco "Lira".

andré vieiraLirinha disponibiliza novo disco na internet e confirma lançamento nacional em Natal .

Lirinha disponibiliza novo disco na internet e confirma lançamento nacional em Natal . "Lira" traz sonoridade moderna onde a poesia mergulha em timbres eletrônicos


















Com um perfil artístico que transita entre música, teatro e poesia, Lirinha não é mais o mesmo: deixa para trás os batuques, evidencia harmonias e melodias, e transfigura o regionalismo ainda presente em um som mais universal, globalizado, moderno. "Lira" será apresentado em primeira mão na capital potiguar, no próximo dia 1º de outubro, quando o artista encerra a primeira noite de eliminatórias do Festival MPBeco 2011 na Cidade Alta. O show, assim como toda a programação do evento, é gratuito.



Ousado, experimental e também pop, o novo trabalho de Lirinha deverá surpreender desavisados  interessados em formar uma ciranda na beira do palco - agora a banda é formada por guitarras, bateria, teclados, percussão e sintetizador, e a textura sonora recebeu tratamento de Pupillo (Nação Zumbi), que assina a produção musical. O disco ainda traz participação dos guitarristas Fernando Catatau (Cidadão Instigado) e Neilton de Carvalho (Devotos), Otto e Ângela Ro Ro.

Para falar sobre este novo álbum e sua carreira solo, Lirinha concedeu a seguinte entrevista por telefone direto de São Paulo à TRIBUNA DO NORTE:

Lirinha, você lançou o CD pela internet no último domingo (11) e, pelo que está escrito no seu blog pessoal, Natal recebe o lançamento mundial do disco...

[risos] Exatamente, botei mundial não foi?! Mas é amostrado mesmo esse cara! É uma brincadeira, pois estive no México, em um evento literário, e é Natal que vai receber este novo trabalho na íntegra em primeira mão. Fico muito feliz, pois tenho uma relação forte com a cidade, com o RN, que vem de antes do Cordel. Ouvia repentistas e cantadores daí como Severino Ferreira de Touros, Zé Luiz, um pessoal que recito desde criança. Chico Antônio. Passei por tudo isso e tudo isso passou por mim também.

O show em Natal vem completo? Cenário, banda?

Cenário será com luz, mas o que vou levar para Natal é o que vai circular em turnê. A banda nunca existiu, então será, realmente, a primeira vez. Vai ser um momento bem diferente pra todo mundo.

E a data do lançamento, 11 de setembro, teve alguma coisa a ver com um lançamento bombástico?

[risos] Não, não. É o dia quando se comemora a emancipação de Arcoverde (PE). Quis, de alguma forma, fazer parte disso - criar esse vínculo com a cidade de onde venho.

"Lira" é um lançamento independente e marca sua estreia como artista solo. Qual sua intenção em disponibilizar o disco gratuitamente na internet?

Faz parte de uma estratégia específica para esse momento que estou passando na carreira. Como vivi um recomeço, e uma reinvenção de som, a maior importância agora é a circulação dessas músicas. É muito importante que cheguem antes dos shows. Como o show tem uma relação com o mercado, era possível que se criasse uma expectativa com relação à música que eu fazia com o Cordel, então eu quis apresentar qual o caminho que eu tomei. O show em Natal tem muito a ver com essa decisão de disponibilizar na internet agora, antes do disco físico.

Sente que sua música soa mais mundial neste novo trabalho?

Quando tomei a difícil decisão de sair do Cordel, que não teve nada a ver com briga nem aquele velho desgaste conhecido dos grupo, foi por uma opção estética, uma decisão para ir a um ambiente desconhecido, de novidade. Não fazia sentido eu sair da banda e continuar com a mesma sonoridade. No momento em que eu me dou essa liberdade de recomeço, tenho uma necessidade intensa de experimentação melódica e harmônica.

"Lira" flerta com a música eletrônica?

Não sei se exatamente eletrônico, está mais ligado a relação de timbres que lembram essa coisa eletrônica. Toda a linha de baixo foi gravada com teclado, piano elétrico e sintetizadores, um esquema que lembra o The Velvet Underground, é bem diferente do que o Cordel fazia. A chegada do Neilton e do Pupillo, que gravaram comigo todas as faixas, tem tudo a ver com esses novos timbres. Esse projeto está sendo uma novidade pra eles também. Me sinto muito presente, muito representado pelo disco. As melodias, que construí sozinho em casa, foram todas respeitadas pelos arranjos. Pela primeira vez percebo a aplicação de uma poesia pessoal que me mostra completamente.

O fato da mixagem e a masterização ter sido na França alterou de alguma forma no resultado final?

Antigamente fazer esse tipo de coisa fora do país girava em torno do glamour, ou mesmo pela curtição da viagem. Mas hoje conseguimos compartilhar arquivos pela rede, com alta qualidade, e, de fato, você pode fazer onde quiser. Fizemos tudo por skype, íamos ouvindo e discutindo, negociando timbres até encontrar o ponto. Então, com certeza, interfere sim na sonoridade final.

E a participação de Ângela Ro Ro, como foi incorporada?

Ela foi caçada, desejada. Há uns oito, seis anos atrás, em Teresina, quando o Cordel estava fazendo show na cidade, Ângela estava se apresentando e fui assistir. Não sei de que forma, mas deram o toque e ela acabou me dedicando uma música. Sou fã desde Arcoverde (PE), escuto muito, e quando tive a oportunidade do disco solo fui atrás. Inclusive, ela contou que quando estava se recuperando do problema de saúde (Ro Ro perdeu 60 quilos com reeducação alimentar, também parou de beber e fumar) passou o período ouvindo o disco "Transfiguração" (2006) do Cordel. Então essa participação na música "Vedete" não foi uma coincidência.

Suas letras são bem românticas. Você percebe que os jovens estão assumindo esse lado, sem receio de rótulos?

Sim, acredito nisso. Musicalmente estamos superando alguns debates que aconteceram na década de 1990. Naquela época, quando se incluía um instrumento eletrônico tinha toda uma simbologia. A guitarra na década de 1960; Ariano Suassuna questionando Chico Science... isso tudo passou, está superado, hoje temos outros problemas, outros questionamentos. Por isso, essa reaproximação com sons simbolicamente eram tido como bregas e tal. Essa abertura é muito positiva para a música, uma necessidade de oxigenação nos movimentos.

SERVIÇO

Novo disco "Lira". Ouça e baixe gratuitamente no endereço eletrônico www.josepaesdelira.net. Show em Natal dia 1º de outubro dentro da programação do Festival MPBeco, na Cidade Alta.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O RN está de luto, morreu Zé Saldanha

O Rio Grande do Norte acordará mais pobre.



Morre o cordelista mais velho do RN
Publicação: 09/08/2011 17:05 Atualização: 09/08/2011 17:30
Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR

 (Reprodução da Internet/Divulgação)
Morreu nesta terça-feira (09), Zé Saldanha, ícone do cordel no Rio Grande do Norte. O cordelista mais velho do estado morreu aos 93 anos, na Casa de Saúde São Lucas, na tarde desta terça. O poeta estava no hospital desde o dia 10 de julho, onde foi internado para fazer cirurgia de intestino e vesícula. Após a cirurgia, Zé Saldanha teve infecção hospitalar e não resistiu.

Confira matéria sobre José Saldanha publicada no Diário de Natal em 2010

A neta do cordelista, Andressa Saldanha ressaltou que a família quer deixar bem claro que o poeta está descansando, mas a poesia dele continua viva. O velório de Zé Saldanha acontece a partir do fim da tarde desta terça-feira no centro de velório do Morada da Paz, em Emaús. O poeta será sepultado às 11h desta quarta-feira. Amigos, familiares e admiradores do trabalho de Zé Saldanha levarão suas poesias e prestarão as homenagens.

José Saldanha de Menezes Sobrinho nasceu em 23 de fevereiro de 1918 na fazenda Piató, em Santana do Matos. Naquele início de século os tempos eram de coronelismo, beatos, rendeiras e cangaceiros. Nos sertões místicos do Nordeste, viveu entre cantadores e cordéis que retratavam não apenas a vida dura do sertanejo, mas também os horizontes de beleza e brabeza de homens do Sertão.

sábado, 6 de agosto de 2011

Convidei a cumade sebastiana

Jackson do Pandeiro

Sebastiana (coco, 1953) - Rosil Cavalcanti

Convidei a comadre Sebastiana
Pra dançar e xaxar na Paraíba.
(coro repete)
Ela veio com uma dança diferente
E pulava que só uma guariba.
(coro repete)
E gritava: a, e, i, o, u, ipsilone...
(coro repete)

Já cansada no meio da brincadeira
E dançando fora do compasso
Segurei Sebastiana pelo braço
E gritei: Não faça sujeira
O xaxado esquentou na gafieira
Sebastiana não deu mais fracasso.
Mas gritava: a, e, i, o, u, ipsilone...
(coro repete)



Estátua de Jackson do Pandeiro
em Campina Grande

Jackson do Pandeiro, nome artístico de José Gomes Filho (Alagoa Grande, 31 de agosto de 1919 – Brasília, 10 de julho de 1982), foi um cantor e compositor de forró e samba, assim como de seus diversos subgêneros, a citar: baião, xote, xaxado, coco, arrasta-pé, quadrilho, marcha, frevo, dentre outros. Também era chamado de O Rei do Ritmo

Biografia
Paraibano de Alagoa Grande, Jackson nasceu em 31 de agosto de 1919, com o nome de José Gomes Filho. Ele era filho de uma catadora de coco, Flora Mourão, que lhe deu o seu primeiro instrumento: o pandeiro.

Seu nome artístico nasceu de um apelido que ele mesmo se dava: Jack, inspirado em um mocinho de filmes de faroeste, Jack Perry. A transformação para Jackson foi uma sugestão de um diretor de programa de rádio. Dizia que ficaria mais sonoro e causaria mais efeito quando fosse ser anunciado.

Somente em 1953, já com trinta e cinco anos, Jackson gravou o seu primeiro grande sucesso: "Sebastiana", de Rosil Cavalcanti. Logo depois, emplacou outro grande hit: "Forró em Limoeiro", rojão composto por Edgar Ferreira.

Foi na rádio pernambucana que ele conheceu Almira Castilho de Albuquerque, com quem se casou em 1956, vivendo com ela até 1967. Depois de doze anos de convivência, Jackson e Almira se separaram e ele se casou com a baiana Neuza Flores dos Anjos, de quem também se separou pouco antes de falecer.

No Rio de Janeiro, já trabalhando na Rádio Nacional, Jackson alcançou grande sucesso com "O Canto da Ema", "Chiclete com Banana", "Um a Um" e "Xote de Copacabana". Os críticos ficavam abismados com a facilidade de Jackson em cantar os mais diversos gêneros musicais: baião, coco, samba-coco, rojão, além de marchinhas de carnaval.

O fato de ter tocado tanto tempo nos cabarés aprimorou sua capacidade jazzística. Também é famosa a sua maneira de dividir a música, e diz-se que o próprio João Gilberto aprendeu a dividir com ele. Muitos o consideram o maior ritmista da história da Música Popular Brasileira e, ao lado de Luiz Gonzaga, foi um dos principais responsáveis pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Sua discografia compreende mais de 30 álbuns lançados no formato LP. Desde sua primeira gravação, "Forró em Limoeiro", em 1953, até o último álbum, "Isso é que é Forró!", de 1981, foram 29 anos de carreira artística, tendo passado por inúmeras gravadoras.
Morte
Durante excursão empreendida pelo país, Jackson do Pandeiro que era diabético desde os anos 60, morreu aos 62 anos, no dia 10 de julho de 1982, na cidade de Brasília, em decorrência de complicações de embolia pulmonar e cerebral. Ele tinha participado de um show na cidade uma semana antes e no dia seguinte passou mal no aeroporto antes de embarcar para o Rio de Janeiro. Ele ficou internado na Casa de Saúde Santa Lúcia. Foi enterrado em 11 de julho de 1982 no Cemitério do Caju na cidade do Rio de Janeiro com a presença de músicos e compositores populares, sem a presença de nenhum medalhão da MPB.
Fonte: Wikipédia

sábado, 23 de julho de 2011

Trova do Professor Garcia de Caicó RN





    Podem ver que os colibris
     são amantes sonhadores,
    que apesar de pequeninos
   são felizes sedutores,
    vivem beijando, e beijando,
   de manhã cedo roubando
 a virgindade das flores!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Embranhando -me por esse RN belíssimo









A lição de Amanda Gurgel

A Lição da Professora Amanda

Por Nando Poeta e Varneci Nascimento


Uma professora fez
Um chamamento ao Brasil.
Pra cuidar da educação
Que está como um barril
De pólvora para explodir
Da maneira mais ardil.


Do púlpito da Assembleia
Silencia deputado,
Secretária e Promotora
Num discurso inusitado
E responsabilizou
A cúpula do seu Estado.


Lá da esquina do mundo
No Rio Grande do Norte.
Uma voz suavemente
Com o seu sotaque forte
Trouxe aos educadores
A luta como suporte.


Encanta toda a nação
Com o seu depoimento.
Revelando ao país
A falta de tratamento
Para com o nosso ensino
Que vive no sofrimento.


Amanda Gurgel lançou
No país uma semente:
Que a luta pelo ensino
Esteja sempre à frente
E que todo(a) professor(a)
Não desista e sempre tente.


A lição de resistência
Dentro daquela assembleia.
Propagou por todo canto
A força de uma ideia
Que a nossa educação
Vive uma triste epopeia.


Seu discurso pontuou
Sobre o papel do ensino.
Abrindo um forte debate
Pra descascar o pepino
Do caos da educação
Tratada com desatino.


O retrato do ensino
No sistema brasileiro.
Revela a destruição
Do sistema bandoleiro.
Das políticas de governos
Que se vão pelo bueiro.


No vídeo foi contundente
Trouxe a tona uma verdade
Que a precarização
Tornou-se realidade.
Seu recado foi aceito
Por toda a sociedade.


Um fenômeno na internet
E nas redes sociais
Obrigando a toda mídia
A divulgar nos jornais
Televisado e escrito
Que ficarão nos anais.


Professores, pais, alunos
Na sua sabedoria
Logo deram o seu apoio
Ao discurso que viria
Se tornar uma força viva
Pra toda categoria.


As suas palavras firmes
Ecoaram pelo mundo.
Todos enxergaram nela
Um conteúdo profundo.
Por isso que propagou-se
Como pólvora, num segundo.


Amanda mira no alvo
E diz com todo respeito:
— Secretária a senhora
No depoimento feito
Diz que governo não pode
Atender nosso direito.


O sonho de educar
Sempre foi parte da vida.
Mas hoje a realidade
Abre uma grande ferida.
Professores(as) maltratados
Sem salário e sem guarida.


O discurso de Amanda
Causou frisson e magia
Por isso que resolvemos
Embelezá-lo, eu diria,
Colocando o já poética
Nos moldes da poesia.


Diante de cada fala,
Neste púlpito, explicitada
Eu organizei a minha
Pois estou angustiada,
De ver nossa educação
Sendo muito maltratada.


Frente a tanto número exposto
Irei dizer um ameno,
Que contém três algarismos
Singelos nesse terreno:
É um nove, um três, um zero,
Meu salário tão pequeno...


Este que é diferente
Dos muitos aqui citados
Dá porque vos pergunto:
Nobilíssimos deputados:
Os senhores viveriam,
Com nossos ganhos minguados?


Causaria constrangimento
Esta cifra tão precária
Por certo para os senhores,
Isso é só uma diária
Que não daria se quer
Para a sua indumentária.


Por isso que minha fala
Partirá dessas questões,
Pedindo que vocês vejam
As imensas aflições,
Do professor que trabalha
E pega três conduções.


Só quem é professor sabe
O sacrifício que faz
Para chegar ao trabalho
Ganhar pouco e não ter paz
Quem fala sem viver isso,
Só máscara ainda mais.


Nesse Estado nem em outros,
Seja no campo ou cidade
A nossa educação
Foi tratada de verdade
E nenhum governo fez
Dela uma prioridade.


A fala da maioria
E de Betânia Ramalho
Quer mascarar um problema
Que se arrasta e é falho,
Vivem da educação
Mas não querem ter trabalho.


Pedindo pra não falar
Da situação precária
É querer banalizar
E tratá-la feito pária
Deixada sempre de lado
De forma desnecessária.


Educação requer trato
O mais fino e mais gentil
Professor não pode ser
Tratado de forma hostil
Querendo que com um giz
Salve o imenso Brasil...


Com salas superlotadas
Sufocando a professora
Inviabilizando a aula
Matando uma educadora
E dessa forma me pedem
Que eu seja a redentora?


A secretária falou:
“Não seja imediatista;
Como assim minha senhora,
Nos aponte uma outra pista,
Se não comer não dou aula
E a morte se tem em vista...


Jessica tem necessidade
De uma ótima educação
Como eu também preciso
De uma boa condição,
Para fazer meu papel
Sem nenhuma aflição.


É interessante também
Que mudem a vossa fala
Dizendo que a qualidade
É grande e não se abala
Quando existe professor
Dentro da sala de aula.


Não teremos qualidade
Enquanto houver professor
Trabalhando nos três turnos
Doente, sentindo dor,
Sem tempo para estudar
E exercer seu labor.


Trabalhar de dia à noite
Se vai por necessidade
Para se ter o sustento
Não é uma vaidade
Querer ser valorizado
É a nossa qualidade.


Não pensem que é pra comprar
Alguma bolsa de marca
Mas pra se locomover
E se evitar a fuzarca
De atrasar pro trabalho,
Com a condição tão parca.


E se acaso andar de carro
Posso afirmar, isto é crível,
Não andará todo dia
Com o que ganha é impossível
Porque não tem condições
De bancar o combustível.


É essa a realidade
Que precisa ter um breque
Aprumar a educação
Mais solta de que um leque
Por isso não me envergonho
De mostrar meu contra cheque.


Mostro para professor
Aluno, pai e freguês
Sem nenhum constrangimento
Pois este por sua vez
Quem deve ter, certamente,
Lamento, mas são vocês.


Secretária me desculpe
Mas é grande a ingerência
E não vá mais a tevê
Pedir com toda eloquência
Para quem é professor,
Um pouco de paciência...


Paciência nós pedimos
E objetivo bem feito,
Com meta a ser alcançada
Que o Estado dê um jeito
E com a categoria
Betânia tenha respeito.


Porque não dá para gente
Voltar desmoralizado
Já chega de humilhação
O professor tá cansado
De nunca ser promovido
E de ser achincalhado.


Voltar pra sala de aula
Só com os vinte reais
De aumento de salário
É tão pouco, que é demais
Um governo pensar nisso
Mostra do que é capaz...


Pedimos maior respeito
Porque está impossível,
Quereremos negociar,
Porém não é flexível
Um governo que não quer
É quase inadmissível.


O caos que sempre apresentam
No rádio e televisão
Não é por causa da greve
Porque a destruição
Educacional já vem
De anos que longe vão.


Se a coisa tivesse boa
A greve ninguém faria
Mas como está tão ruim
A nossa categoria
Chega quase cem por cento
Parada no dia a dia.


Quanto a vocês deputados
Ouçam mais os professores
Vão as nossas assembleias
Rever os nossos valores
Não fiquem trancafiados
Como tem feito os senhores.


Ao Ministério Público
Peço respeito e cuidado
Fiscalizar tudo bem,
Mas aqui deixo um recado
Não proíba um professor
Comer tendo trabalhado.


Além de ganharmos pouco
O que já é importuno,
Na merenda, o professor,
Se tocar vira gatuno,
Porque a promotoria
Diz que ela é do aluno.


Esse cuscuz alegado
Eu afirmo ao promotor
Que nós não temos recursos
Por isso peço ao senhor
Não alegue mais comida
Para um trabalhador.


Os nossos salários parcos
Não nos permite comprar
Alimento todo dia
Pra fora do nosso lar
Pois se assim eu fizer
Em casa pode faltar.


São muitos colegas que
Comem um cuscuz alegado
Eu agradeço e termino
Este singelo recado,
Respeitem a educação
E a todos muito obrigado.


Do PIB são dez por cento
Para um justo investimento
Que entidades de luta
Façam logo o movimento.
Exigindo dos governos
O seu pleno cumprimento.


Foi esse o discurso que
A professora sem giz
Deu uma aula bonita,
Na fala foi tão feliz
E que causou comoção
Em todo o nosso país.

domingo, 12 de junho de 2011

Em Macaiba, avó vende carro de mão para manter neta na Escola - Maria da Paz

Em Macaíba, avó vende carro de mão para manter neta na Escola


Enquanto o impasse entre a Secretaria do Estado do Rio Grande do Norte e a Empresa de ônibus que conduz os alunos às Escolas não se resolve, uma avó desesperada tomou uma atitude nada esperada; colocou seu único carro de mão, diga-se de passagem, seu instrumento de auxílio em suas atividades diárias, a venda.
A mais de trinta dias, os ônibus pararam de circular, segundo uns, por falta de pagamento a empresa e subsequente aos motoristas e pela falta da homologação do Contrato entre as partes. Com isso, os alunos estão sendo, mais uma vez, prejudicados. Em algumas Escolas o Primeiro Bimestre ainda não foi concluído, e o segundo bimestre se encerra no dia 23 de Junho. Como se não bastasse, há um outro impasse entre a GOVERNADORA e os educadores que foram enganados por dezenas de vezes em lutas por melhores salários e melhores condições de trabalho e devem voltarem apenas quando obtiverem exito na luta.
E nos perguntamos: O que estão fazendo as pessoas que administram pelo povo? Qual o valor de nossas  assinaturas no dia da Eleição, dando aval para que elas tomem as providências cabíveis nas resoluções dos nossos problemas?  Sabemos que 90% da classe dos trabalhadores em educação estão no movimento de greve, justíssima por sinal. A Saúde anda caíndo das pernas, A segurança do RN é uma verdadeira insegurança, trabalho para os jovens é uma verdadeira farça: os empresários recebem do governo um incentivo para dar o primeiro emprego, empregos esses, que ao final do terceiro mês o empregado é dispensado.
Bom! vamos voltar a questão principal - A sábia avó que se viu diante de uma situação de extremo desejo de ver sua neta frequentando as aulas. A passagem da localidade em que residem até Macaíba, custa R$ 2,80 só de ida e como seu carrinho de mão não era de ouro, o dinheiro acabou e a situação não foi resolvida. Agora me digam: é justo? Essa  avó não tomou uma atitude louca não. Ela apenas  sabe que, o conhecimento é a riqueza maior de um indivíduo, a Educação - primordial na vida da sua netinha. O Rio Grande do Norte está as traças. E o que temos a dizer: Admiração - pela atitude de uma mulher simples da zona rural; Indignação - pela falta de compromisso dos nossos representantes e respeito a todos que lutam com unhas e dentes por uma sociedade justa e igual para todos, mas, como isso não é possível, que se amenizem esses estados de calamidade.

Eu sou Maria da Paz, Vice diretora da Escola Estadual "Henrique Castriciano de Souza", o que acabei de escrever não é história da Carochinha. Isso é real. Não citei nomes para evitar constrangimentos maiores do que um jovem ficar sem receber Conhecimentos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Flor de Cajueiro - Onildo Barbosa

Flor de Cajueiro

Composição: Onildo Barbosa

Quando a lua branquinha se mistura
Com o sorriso matuto da menina
Traz o vento ,o aroma da campina
Dando a mata acanhada, a formozura
Quando a núvem cinzenta, meio escura
Cobre o rosto da lua, o mundo inteiro
Silencia e sorrir sentindo o cheiro,
Da rezina rozada romã,
Deus do céu abre as conchas da manhã
Com perfume de flor de cajueiro.

O lençol do espaço muda a cor
Uma estrela passeia em grande estilo
A orquídia acomula em seu pistilo
Todo néctar que tem, pro beija flor
O pequeno azulão, feito um tenor,
Diz que é, da floresta, o seresteiro,
Saltitante por entre o nevoeiro
Feito um príncipe a procura de uma fada,
Vai rompendo o frescor da madrugada,
No perfume da flor do cajueiro.


Quando dá 5 horas da manhã
O perfume da flor do cafesãl
Pinhão rõxo, alecrim e laranjal,
Da um clima de paz, do alto à chã
Coleirinha, tisiu, guriatã,
Se agazalham no velho juazeiro,
O fiel jataí chega primeiro
Pousa leve na onta de uma folha
E depois de posar faz a escolha
De partículas de flor de juazeiro.


Boticário, poético colibrí,
Mostra toda ciência de um mago
Quando beija uma flor dando um afago
Desabrocha um pequeno maturí,
Com um manto amarelo o bem-te-ví
Aparece na copa do coqueiro,
Parecendo um profeta verdadeiro
Fecha as asas na ponta de um galho
Bebe a última gotinha de orvalho
Numa pétala da lfor do cajueiro.


Quando o vento do novo entardecer
Tras da relva o perfme de alfazema
O xexéu ,acalenta com um poema,
Um filhote que acaba de nascer
Quando a mãe vai buscar o que comer,
Fica o pai ,vigilante alvissareiro,
Ajeitando no ninho, o travesseiro,
Onde o filho adormece na penúgem,
Com pedaços de folhas de babúgem,
E essência de flor de cajueiro.


Baraúnas, frondosos coqueirias
Dão um tempo no colo da aurora
Num encontro da fáuna com a flora
Numa orquestra de lindos sabiás
Buritís, goiaibeiras, araçás
Cada um representa o próprio cheiro
Mas da selva o espírito aventureiro
Segue um mito, e conduz a sua saga
Bebe a fonte, adormece e se embriaga
No perfume da flor do cajueiro.

Nos cabelos da moça campenzina
Na espuma da água do riacho
Na ramagem que brota flor de cacho
No orvalho da hora matutina
Na babúgem de folha crespa e fina
Na fumaça que sobe do boeiro,
Nas costuras da roupa do vaqueiro
No chapéu do cabôclo agricultor
No alforge do velho caçador
Tem perfume de flor de cajueiro.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A força do abraço - Maria da Paz

A FORÇA DO ABRAÇO
Maria da Paz
Macaíba, 10 de Maio de 2011
Poesia para o Concurso Literário de Poesia 
"Paguemenos - 2011"
Tema:A força de um abraço

Não há no mundo um ser vivo
Que não goste de carinho
Já passei por tanto aperto
Nesse meu longo caminho

Já passei fome e frio
Cai no mais fundo buraco
Perdi todo meu brio
Era triste e muito fraco

Sem dinheiro e sem trabalho
Sustentado pelo vício
Numa mesa de baralho
Usava todo artifício

Mas na roda do destino
Quem me tirou do fracasso
Um anjo bom e divino
Pela força de um abraço

Hoje sou feliz não disfarço
Tenho amor, tenho amizade
Retribuo com outro abraço

O gesto de humanidade

Digo, repito e não canso
Não há coisa mais forte
Nesse mundo de meu Deus
Que A FORÇA DE UM ABRAÇO


quarta-feira, 27 de abril de 2011

As armadilhas da Internet - Ysnara Alice

Editorial
As armadilhas da Internet
Ysnara Alice

Todos nós sabemos que a internet  é uma faca de dois gumes. Crianças e adolescentes devem tomar cuidado com pessoas desconhecidas em salas de bate papos, MSN, Orkut... Pedofilia, bullying, seqüestros seguidos de morte são alguns exemplos. A pedofilia é crime sexual contra crianças e adolescentes, através de fotos, palavras obscenas, estupros... O pedófilo faz ameaças e chantagem emocional.
É importante tomar cuidado com web can. Pessoas mal intencionadas podem usar o conhecimento do seu espaço
(portas, janelas, localização de objetos de valor, números de pessoas...) para lhe chantagear
A Internet é um recurso que devemos usar com responsabilidade

Ysnara Alice é aluna do Colégio Equipe
tem 11 anos, cursa o 6º ano e produziu esse texto para um 
trabalho Escolar
Ilustração retirada de blog

terça-feira, 26 de abril de 2011

COISAS DO PARAIBANO AMAZAM


Jovita de João Vicente
Viúva de Nicolau
Depois de um acidente
Num dia de carnaval
Prum hospital foi levada
E depois de internada
Entrou em coma profundo
Ficou um mês apagada
Passando uma temporada
Nas brenhas do outro mundo.


Porém num dos sonhos seus
Muito contente ficou
Pois se encontrou com Deus
E o salvador lhe falou
Você pode retornar
Lá pra terra e ficar
Pondo em prática novos planos
A nada deve temer
Porque só irá morrer
Daqui a quarenta anos

.
Jovita, uma véia feia
Dessas que assombram o povo
As pernas cheias de veia
Cintura larga de ovo
O narigão de tucano
As orelhas de abano
Canela de bem-te-vi
Fazia alguma ginástica
Mas nunca fez uma plástica
Com medo do bisturi.


Porém depois que saiu
Do coma, tranqüilamente
Porque Deus lhe garantiu
Quarenta anos pra frente
Chamou um cirurgião
Fez logo uma relação
Do que queria ajeitar
Testa, nariz, sobrancelha
Pescoço, bochecha, orelha
Nada podia faltar.


Fez uma lipoescultura
Deu um trato no cabelo
Ficou com a estatura
E o corpo de uma modelo
O busto siliconado
O bumbum arrebitado
Pele fina, reluzente
Recebeu alta, afinal
Mas na frente do hospital
Sofreu um trágico acidente.


Um acidente fatal
Vejam só que resultado
Na frente do hospital
Onde tinha se operado
Mas foi o que aconteceu
Jovita as botas bateu
Foi vela preta e caixão
E quando chegou no céu
Procurou o pai fiel
Pedindo uma explicação.


Me responda, Pai amado
quero saber, por favor
conversamos mês passado
e na conversa o Senhor
me garantiu sem segredo
que eu não morria tão cedo
mas, no entanto, eu morri.
E Deus respondeu seguro:
Jovita, desculpe, eu juro
que não lhe reconheci!

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Fotos ilustrativas retiradas da net
Não existe mulher feia
Adriana Bombom é muito bonita

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Vinhada na Granja -36,5 litros

Macaíba, 22 de Abril de 2011
Sexta Feira Santa

Mais uma reunião de família para o almoço
regado a vinho. É assim a muitos anos
e a cada ano quebra-se o record. Ano
passado foram 28,5 litros. E em 2011,
Em 2011 este número subiu para 36,5 litros.
Este Record se dar porque vai-se aumentando
o número de pessoas que se reunem,
a família este ano aumentou, os amigos vão chegando.
Vale lembrar que não é permitido embriaguez, nem som.
Não é uma festa. É uma reunião de família.
o