Dia do Nordestino - 08 de Novembro

sábado, 6 de agosto de 2011

Convidei a cumade sebastiana

Jackson do Pandeiro

Sebastiana (coco, 1953) - Rosil Cavalcanti

Convidei a comadre Sebastiana
Pra dançar e xaxar na Paraíba.
(coro repete)
Ela veio com uma dança diferente
E pulava que só uma guariba.
(coro repete)
E gritava: a, e, i, o, u, ipsilone...
(coro repete)

Já cansada no meio da brincadeira
E dançando fora do compasso
Segurei Sebastiana pelo braço
E gritei: Não faça sujeira
O xaxado esquentou na gafieira
Sebastiana não deu mais fracasso.
Mas gritava: a, e, i, o, u, ipsilone...
(coro repete)



Estátua de Jackson do Pandeiro
em Campina Grande

Jackson do Pandeiro, nome artístico de José Gomes Filho (Alagoa Grande, 31 de agosto de 1919 – Brasília, 10 de julho de 1982), foi um cantor e compositor de forró e samba, assim como de seus diversos subgêneros, a citar: baião, xote, xaxado, coco, arrasta-pé, quadrilho, marcha, frevo, dentre outros. Também era chamado de O Rei do Ritmo

Biografia
Paraibano de Alagoa Grande, Jackson nasceu em 31 de agosto de 1919, com o nome de José Gomes Filho. Ele era filho de uma catadora de coco, Flora Mourão, que lhe deu o seu primeiro instrumento: o pandeiro.

Seu nome artístico nasceu de um apelido que ele mesmo se dava: Jack, inspirado em um mocinho de filmes de faroeste, Jack Perry. A transformação para Jackson foi uma sugestão de um diretor de programa de rádio. Dizia que ficaria mais sonoro e causaria mais efeito quando fosse ser anunciado.

Somente em 1953, já com trinta e cinco anos, Jackson gravou o seu primeiro grande sucesso: "Sebastiana", de Rosil Cavalcanti. Logo depois, emplacou outro grande hit: "Forró em Limoeiro", rojão composto por Edgar Ferreira.

Foi na rádio pernambucana que ele conheceu Almira Castilho de Albuquerque, com quem se casou em 1956, vivendo com ela até 1967. Depois de doze anos de convivência, Jackson e Almira se separaram e ele se casou com a baiana Neuza Flores dos Anjos, de quem também se separou pouco antes de falecer.

No Rio de Janeiro, já trabalhando na Rádio Nacional, Jackson alcançou grande sucesso com "O Canto da Ema", "Chiclete com Banana", "Um a Um" e "Xote de Copacabana". Os críticos ficavam abismados com a facilidade de Jackson em cantar os mais diversos gêneros musicais: baião, coco, samba-coco, rojão, além de marchinhas de carnaval.

O fato de ter tocado tanto tempo nos cabarés aprimorou sua capacidade jazzística. Também é famosa a sua maneira de dividir a música, e diz-se que o próprio João Gilberto aprendeu a dividir com ele. Muitos o consideram o maior ritmista da história da Música Popular Brasileira e, ao lado de Luiz Gonzaga, foi um dos principais responsáveis pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Sua discografia compreende mais de 30 álbuns lançados no formato LP. Desde sua primeira gravação, "Forró em Limoeiro", em 1953, até o último álbum, "Isso é que é Forró!", de 1981, foram 29 anos de carreira artística, tendo passado por inúmeras gravadoras.
Morte
Durante excursão empreendida pelo país, Jackson do Pandeiro que era diabético desde os anos 60, morreu aos 62 anos, no dia 10 de julho de 1982, na cidade de Brasília, em decorrência de complicações de embolia pulmonar e cerebral. Ele tinha participado de um show na cidade uma semana antes e no dia seguinte passou mal no aeroporto antes de embarcar para o Rio de Janeiro. Ele ficou internado na Casa de Saúde Santa Lúcia. Foi enterrado em 11 de julho de 1982 no Cemitério do Caju na cidade do Rio de Janeiro com a presença de músicos e compositores populares, sem a presença de nenhum medalhão da MPB.
Fonte: Wikipédia

sábado, 23 de julho de 2011

Trova do Professor Garcia de Caicó RN





    Podem ver que os colibris
     são amantes sonhadores,
    que apesar de pequeninos
   são felizes sedutores,
    vivem beijando, e beijando,
   de manhã cedo roubando
 a virgindade das flores!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Embranhando -me por esse RN belíssimo









A lição de Amanda Gurgel

A Lição da Professora Amanda

Por Nando Poeta e Varneci Nascimento


Uma professora fez
Um chamamento ao Brasil.
Pra cuidar da educação
Que está como um barril
De pólvora para explodir
Da maneira mais ardil.


Do púlpito da Assembleia
Silencia deputado,
Secretária e Promotora
Num discurso inusitado
E responsabilizou
A cúpula do seu Estado.


Lá da esquina do mundo
No Rio Grande do Norte.
Uma voz suavemente
Com o seu sotaque forte
Trouxe aos educadores
A luta como suporte.


Encanta toda a nação
Com o seu depoimento.
Revelando ao país
A falta de tratamento
Para com o nosso ensino
Que vive no sofrimento.


Amanda Gurgel lançou
No país uma semente:
Que a luta pelo ensino
Esteja sempre à frente
E que todo(a) professor(a)
Não desista e sempre tente.


A lição de resistência
Dentro daquela assembleia.
Propagou por todo canto
A força de uma ideia
Que a nossa educação
Vive uma triste epopeia.


Seu discurso pontuou
Sobre o papel do ensino.
Abrindo um forte debate
Pra descascar o pepino
Do caos da educação
Tratada com desatino.


O retrato do ensino
No sistema brasileiro.
Revela a destruição
Do sistema bandoleiro.
Das políticas de governos
Que se vão pelo bueiro.


No vídeo foi contundente
Trouxe a tona uma verdade
Que a precarização
Tornou-se realidade.
Seu recado foi aceito
Por toda a sociedade.


Um fenômeno na internet
E nas redes sociais
Obrigando a toda mídia
A divulgar nos jornais
Televisado e escrito
Que ficarão nos anais.


Professores, pais, alunos
Na sua sabedoria
Logo deram o seu apoio
Ao discurso que viria
Se tornar uma força viva
Pra toda categoria.


As suas palavras firmes
Ecoaram pelo mundo.
Todos enxergaram nela
Um conteúdo profundo.
Por isso que propagou-se
Como pólvora, num segundo.


Amanda mira no alvo
E diz com todo respeito:
— Secretária a senhora
No depoimento feito
Diz que governo não pode
Atender nosso direito.


O sonho de educar
Sempre foi parte da vida.
Mas hoje a realidade
Abre uma grande ferida.
Professores(as) maltratados
Sem salário e sem guarida.


O discurso de Amanda
Causou frisson e magia
Por isso que resolvemos
Embelezá-lo, eu diria,
Colocando o já poética
Nos moldes da poesia.


Diante de cada fala,
Neste púlpito, explicitada
Eu organizei a minha
Pois estou angustiada,
De ver nossa educação
Sendo muito maltratada.


Frente a tanto número exposto
Irei dizer um ameno,
Que contém três algarismos
Singelos nesse terreno:
É um nove, um três, um zero,
Meu salário tão pequeno...


Este que é diferente
Dos muitos aqui citados
Dá porque vos pergunto:
Nobilíssimos deputados:
Os senhores viveriam,
Com nossos ganhos minguados?


Causaria constrangimento
Esta cifra tão precária
Por certo para os senhores,
Isso é só uma diária
Que não daria se quer
Para a sua indumentária.


Por isso que minha fala
Partirá dessas questões,
Pedindo que vocês vejam
As imensas aflições,
Do professor que trabalha
E pega três conduções.


Só quem é professor sabe
O sacrifício que faz
Para chegar ao trabalho
Ganhar pouco e não ter paz
Quem fala sem viver isso,
Só máscara ainda mais.


Nesse Estado nem em outros,
Seja no campo ou cidade
A nossa educação
Foi tratada de verdade
E nenhum governo fez
Dela uma prioridade.


A fala da maioria
E de Betânia Ramalho
Quer mascarar um problema
Que se arrasta e é falho,
Vivem da educação
Mas não querem ter trabalho.


Pedindo pra não falar
Da situação precária
É querer banalizar
E tratá-la feito pária
Deixada sempre de lado
De forma desnecessária.


Educação requer trato
O mais fino e mais gentil
Professor não pode ser
Tratado de forma hostil
Querendo que com um giz
Salve o imenso Brasil...


Com salas superlotadas
Sufocando a professora
Inviabilizando a aula
Matando uma educadora
E dessa forma me pedem
Que eu seja a redentora?


A secretária falou:
“Não seja imediatista;
Como assim minha senhora,
Nos aponte uma outra pista,
Se não comer não dou aula
E a morte se tem em vista...


Jessica tem necessidade
De uma ótima educação
Como eu também preciso
De uma boa condição,
Para fazer meu papel
Sem nenhuma aflição.


É interessante também
Que mudem a vossa fala
Dizendo que a qualidade
É grande e não se abala
Quando existe professor
Dentro da sala de aula.


Não teremos qualidade
Enquanto houver professor
Trabalhando nos três turnos
Doente, sentindo dor,
Sem tempo para estudar
E exercer seu labor.


Trabalhar de dia à noite
Se vai por necessidade
Para se ter o sustento
Não é uma vaidade
Querer ser valorizado
É a nossa qualidade.


Não pensem que é pra comprar
Alguma bolsa de marca
Mas pra se locomover
E se evitar a fuzarca
De atrasar pro trabalho,
Com a condição tão parca.


E se acaso andar de carro
Posso afirmar, isto é crível,
Não andará todo dia
Com o que ganha é impossível
Porque não tem condições
De bancar o combustível.


É essa a realidade
Que precisa ter um breque
Aprumar a educação
Mais solta de que um leque
Por isso não me envergonho
De mostrar meu contra cheque.


Mostro para professor
Aluno, pai e freguês
Sem nenhum constrangimento
Pois este por sua vez
Quem deve ter, certamente,
Lamento, mas são vocês.


Secretária me desculpe
Mas é grande a ingerência
E não vá mais a tevê
Pedir com toda eloquência
Para quem é professor,
Um pouco de paciência...


Paciência nós pedimos
E objetivo bem feito,
Com meta a ser alcançada
Que o Estado dê um jeito
E com a categoria
Betânia tenha respeito.


Porque não dá para gente
Voltar desmoralizado
Já chega de humilhação
O professor tá cansado
De nunca ser promovido
E de ser achincalhado.


Voltar pra sala de aula
Só com os vinte reais
De aumento de salário
É tão pouco, que é demais
Um governo pensar nisso
Mostra do que é capaz...


Pedimos maior respeito
Porque está impossível,
Quereremos negociar,
Porém não é flexível
Um governo que não quer
É quase inadmissível.


O caos que sempre apresentam
No rádio e televisão
Não é por causa da greve
Porque a destruição
Educacional já vem
De anos que longe vão.


Se a coisa tivesse boa
A greve ninguém faria
Mas como está tão ruim
A nossa categoria
Chega quase cem por cento
Parada no dia a dia.


Quanto a vocês deputados
Ouçam mais os professores
Vão as nossas assembleias
Rever os nossos valores
Não fiquem trancafiados
Como tem feito os senhores.


Ao Ministério Público
Peço respeito e cuidado
Fiscalizar tudo bem,
Mas aqui deixo um recado
Não proíba um professor
Comer tendo trabalhado.


Além de ganharmos pouco
O que já é importuno,
Na merenda, o professor,
Se tocar vira gatuno,
Porque a promotoria
Diz que ela é do aluno.


Esse cuscuz alegado
Eu afirmo ao promotor
Que nós não temos recursos
Por isso peço ao senhor
Não alegue mais comida
Para um trabalhador.


Os nossos salários parcos
Não nos permite comprar
Alimento todo dia
Pra fora do nosso lar
Pois se assim eu fizer
Em casa pode faltar.


São muitos colegas que
Comem um cuscuz alegado
Eu agradeço e termino
Este singelo recado,
Respeitem a educação
E a todos muito obrigado.


Do PIB são dez por cento
Para um justo investimento
Que entidades de luta
Façam logo o movimento.
Exigindo dos governos
O seu pleno cumprimento.


Foi esse o discurso que
A professora sem giz
Deu uma aula bonita,
Na fala foi tão feliz
E que causou comoção
Em todo o nosso país.

domingo, 12 de junho de 2011

Em Macaiba, avó vende carro de mão para manter neta na Escola - Maria da Paz

Em Macaíba, avó vende carro de mão para manter neta na Escola


Enquanto o impasse entre a Secretaria do Estado do Rio Grande do Norte e a Empresa de ônibus que conduz os alunos às Escolas não se resolve, uma avó desesperada tomou uma atitude nada esperada; colocou seu único carro de mão, diga-se de passagem, seu instrumento de auxílio em suas atividades diárias, a venda.
A mais de trinta dias, os ônibus pararam de circular, segundo uns, por falta de pagamento a empresa e subsequente aos motoristas e pela falta da homologação do Contrato entre as partes. Com isso, os alunos estão sendo, mais uma vez, prejudicados. Em algumas Escolas o Primeiro Bimestre ainda não foi concluído, e o segundo bimestre se encerra no dia 23 de Junho. Como se não bastasse, há um outro impasse entre a GOVERNADORA e os educadores que foram enganados por dezenas de vezes em lutas por melhores salários e melhores condições de trabalho e devem voltarem apenas quando obtiverem exito na luta.
E nos perguntamos: O que estão fazendo as pessoas que administram pelo povo? Qual o valor de nossas  assinaturas no dia da Eleição, dando aval para que elas tomem as providências cabíveis nas resoluções dos nossos problemas?  Sabemos que 90% da classe dos trabalhadores em educação estão no movimento de greve, justíssima por sinal. A Saúde anda caíndo das pernas, A segurança do RN é uma verdadeira insegurança, trabalho para os jovens é uma verdadeira farça: os empresários recebem do governo um incentivo para dar o primeiro emprego, empregos esses, que ao final do terceiro mês o empregado é dispensado.
Bom! vamos voltar a questão principal - A sábia avó que se viu diante de uma situação de extremo desejo de ver sua neta frequentando as aulas. A passagem da localidade em que residem até Macaíba, custa R$ 2,80 só de ida e como seu carrinho de mão não era de ouro, o dinheiro acabou e a situação não foi resolvida. Agora me digam: é justo? Essa  avó não tomou uma atitude louca não. Ela apenas  sabe que, o conhecimento é a riqueza maior de um indivíduo, a Educação - primordial na vida da sua netinha. O Rio Grande do Norte está as traças. E o que temos a dizer: Admiração - pela atitude de uma mulher simples da zona rural; Indignação - pela falta de compromisso dos nossos representantes e respeito a todos que lutam com unhas e dentes por uma sociedade justa e igual para todos, mas, como isso não é possível, que se amenizem esses estados de calamidade.

Eu sou Maria da Paz, Vice diretora da Escola Estadual "Henrique Castriciano de Souza", o que acabei de escrever não é história da Carochinha. Isso é real. Não citei nomes para evitar constrangimentos maiores do que um jovem ficar sem receber Conhecimentos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Flor de Cajueiro - Onildo Barbosa

Flor de Cajueiro

Composição: Onildo Barbosa

Quando a lua branquinha se mistura
Com o sorriso matuto da menina
Traz o vento ,o aroma da campina
Dando a mata acanhada, a formozura
Quando a núvem cinzenta, meio escura
Cobre o rosto da lua, o mundo inteiro
Silencia e sorrir sentindo o cheiro,
Da rezina rozada romã,
Deus do céu abre as conchas da manhã
Com perfume de flor de cajueiro.

O lençol do espaço muda a cor
Uma estrela passeia em grande estilo
A orquídia acomula em seu pistilo
Todo néctar que tem, pro beija flor
O pequeno azulão, feito um tenor,
Diz que é, da floresta, o seresteiro,
Saltitante por entre o nevoeiro
Feito um príncipe a procura de uma fada,
Vai rompendo o frescor da madrugada,
No perfume da flor do cajueiro.


Quando dá 5 horas da manhã
O perfume da flor do cafesãl
Pinhão rõxo, alecrim e laranjal,
Da um clima de paz, do alto à chã
Coleirinha, tisiu, guriatã,
Se agazalham no velho juazeiro,
O fiel jataí chega primeiro
Pousa leve na onta de uma folha
E depois de posar faz a escolha
De partículas de flor de juazeiro.


Boticário, poético colibrí,
Mostra toda ciência de um mago
Quando beija uma flor dando um afago
Desabrocha um pequeno maturí,
Com um manto amarelo o bem-te-ví
Aparece na copa do coqueiro,
Parecendo um profeta verdadeiro
Fecha as asas na ponta de um galho
Bebe a última gotinha de orvalho
Numa pétala da lfor do cajueiro.


Quando o vento do novo entardecer
Tras da relva o perfme de alfazema
O xexéu ,acalenta com um poema,
Um filhote que acaba de nascer
Quando a mãe vai buscar o que comer,
Fica o pai ,vigilante alvissareiro,
Ajeitando no ninho, o travesseiro,
Onde o filho adormece na penúgem,
Com pedaços de folhas de babúgem,
E essência de flor de cajueiro.


Baraúnas, frondosos coqueirias
Dão um tempo no colo da aurora
Num encontro da fáuna com a flora
Numa orquestra de lindos sabiás
Buritís, goiaibeiras, araçás
Cada um representa o próprio cheiro
Mas da selva o espírito aventureiro
Segue um mito, e conduz a sua saga
Bebe a fonte, adormece e se embriaga
No perfume da flor do cajueiro.

Nos cabelos da moça campenzina
Na espuma da água do riacho
Na ramagem que brota flor de cacho
No orvalho da hora matutina
Na babúgem de folha crespa e fina
Na fumaça que sobe do boeiro,
Nas costuras da roupa do vaqueiro
No chapéu do cabôclo agricultor
No alforge do velho caçador
Tem perfume de flor de cajueiro.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A força do abraço - Maria da Paz

A FORÇA DO ABRAÇO
Maria da Paz
Macaíba, 10 de Maio de 2011
Poesia para o Concurso Literário de Poesia 
"Paguemenos - 2011"
Tema:A força de um abraço

Não há no mundo um ser vivo
Que não goste de carinho
Já passei por tanto aperto
Nesse meu longo caminho

Já passei fome e frio
Cai no mais fundo buraco
Perdi todo meu brio
Era triste e muito fraco

Sem dinheiro e sem trabalho
Sustentado pelo vício
Numa mesa de baralho
Usava todo artifício

Mas na roda do destino
Quem me tirou do fracasso
Um anjo bom e divino
Pela força de um abraço

Hoje sou feliz não disfarço
Tenho amor, tenho amizade
Retribuo com outro abraço

O gesto de humanidade

Digo, repito e não canso
Não há coisa mais forte
Nesse mundo de meu Deus
Que A FORÇA DE UM ABRAÇO


quarta-feira, 27 de abril de 2011

As armadilhas da Internet - Ysnara Alice

Editorial
As armadilhas da Internet
Ysnara Alice

Todos nós sabemos que a internet  é uma faca de dois gumes. Crianças e adolescentes devem tomar cuidado com pessoas desconhecidas em salas de bate papos, MSN, Orkut... Pedofilia, bullying, seqüestros seguidos de morte são alguns exemplos. A pedofilia é crime sexual contra crianças e adolescentes, através de fotos, palavras obscenas, estupros... O pedófilo faz ameaças e chantagem emocional.
É importante tomar cuidado com web can. Pessoas mal intencionadas podem usar o conhecimento do seu espaço
(portas, janelas, localização de objetos de valor, números de pessoas...) para lhe chantagear
A Internet é um recurso que devemos usar com responsabilidade

Ysnara Alice é aluna do Colégio Equipe
tem 11 anos, cursa o 6º ano e produziu esse texto para um 
trabalho Escolar
Ilustração retirada de blog

terça-feira, 26 de abril de 2011

COISAS DO PARAIBANO AMAZAM


Jovita de João Vicente
Viúva de Nicolau
Depois de um acidente
Num dia de carnaval
Prum hospital foi levada
E depois de internada
Entrou em coma profundo
Ficou um mês apagada
Passando uma temporada
Nas brenhas do outro mundo.


Porém num dos sonhos seus
Muito contente ficou
Pois se encontrou com Deus
E o salvador lhe falou
Você pode retornar
Lá pra terra e ficar
Pondo em prática novos planos
A nada deve temer
Porque só irá morrer
Daqui a quarenta anos

.
Jovita, uma véia feia
Dessas que assombram o povo
As pernas cheias de veia
Cintura larga de ovo
O narigão de tucano
As orelhas de abano
Canela de bem-te-vi
Fazia alguma ginástica
Mas nunca fez uma plástica
Com medo do bisturi.


Porém depois que saiu
Do coma, tranqüilamente
Porque Deus lhe garantiu
Quarenta anos pra frente
Chamou um cirurgião
Fez logo uma relação
Do que queria ajeitar
Testa, nariz, sobrancelha
Pescoço, bochecha, orelha
Nada podia faltar.


Fez uma lipoescultura
Deu um trato no cabelo
Ficou com a estatura
E o corpo de uma modelo
O busto siliconado
O bumbum arrebitado
Pele fina, reluzente
Recebeu alta, afinal
Mas na frente do hospital
Sofreu um trágico acidente.


Um acidente fatal
Vejam só que resultado
Na frente do hospital
Onde tinha se operado
Mas foi o que aconteceu
Jovita as botas bateu
Foi vela preta e caixão
E quando chegou no céu
Procurou o pai fiel
Pedindo uma explicação.


Me responda, Pai amado
quero saber, por favor
conversamos mês passado
e na conversa o Senhor
me garantiu sem segredo
que eu não morria tão cedo
mas, no entanto, eu morri.
E Deus respondeu seguro:
Jovita, desculpe, eu juro
que não lhe reconheci!

_______________________________

Fotos ilustrativas retiradas da net
Não existe mulher feia
Adriana Bombom é muito bonita

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Vinhada na Granja -36,5 litros

Macaíba, 22 de Abril de 2011
Sexta Feira Santa

Mais uma reunião de família para o almoço
regado a vinho. É assim a muitos anos
e a cada ano quebra-se o record. Ano
passado foram 28,5 litros. E em 2011,
Em 2011 este número subiu para 36,5 litros.
Este Record se dar porque vai-se aumentando
o número de pessoas que se reunem,
a família este ano aumentou, os amigos vão chegando.
Vale lembrar que não é permitido embriaguez, nem som.
Não é uma festa. É uma reunião de família.
o

domingo, 27 de março de 2011

27 de Março - Dia do Circo

Abelardo Pinto ou Palhaço Piolim. Nasceu em Ribeirão Preto aos 27 de Março de 1897. Filho do dono Circo Piolim, o que lhe rendou o apelido. Homem de bom Coração, realizou vários trabalhos  voluntários. Sua maior preocupação era divulgar a arte e a Cultura circense. A data do seu nascimento  é lembrada como forma de homenagem  ao maior Palhaço de todos os tempos no Brasil. Morreu aos 76 anos sem realizar seu maior sonho “Fundar uma Escola de Circo Para ensina a arte circense para fazer manter a tradição Cultural e artística do Circo.

Breve  História da Arte do Circo – Talento e Tradição
Dos chineses aos gregos, dos egípcios aos indianos, quase todas as civilizações antigas já praticavam algum tipo de Arte Circense há pelo menos 4 000 anos.
Mas o circo como hoje só começou a tomar forma durante o Império Romano.

O Circo é uma Arte milenar que reune artístas de diferentes especialidades : como acrobacia, malabarismo, palhaços, contorcionismo, equilibrismo, monociclo, ilusionismo, entre outros.
Um circo é organizado em uma arena – picadeiro circular, com assentos em seu entorno; os Circos que viajam por diferentes regiões costumam se apresentar sob uma grande tenda ou lona.
O Novo Circo é um movimento recente que adiciona às técnicas de circo tradicionais a influência de outras linguagens artísticas como a dança e o teatro,levando em conta que a música sempre fez parte da tradição circense. No Brasil existem atualmente vários grupos pesquisando e utilizando esta nova linguagem.


Carequinha, "o palhaço mais conhecido do Brasil" cantava assim:
"quando vejo uma criança bem sapeca/
eu me lembro que também já fui assim/
por minha causa o papai ficou careca/
e a mamãe ficou velha depressa por causa de mim./
O papai comprou/ pra mamãe usar/ um chicote de amargar/
com o tal chicote/ dei tanto pinote/ que aprendi dançar o xote".

segunda-feira, 14 de março de 2011

14 de Março - Viva a Poesia

Soneto - Querer

Quero embrenhar-me
em teu sorriso doce
e te abraçar

Esse falar manso
me fez gostar
Quero te ver, sorrir, chorar

Quero aninhar-me
ao teu ladinho e no
calor do teu corpo
me aquietar

Quero, quero, quero
por entre as linhas do
teu molejo, andar tão meigo
que não consigo alcançar.

Maria da Paz
14/03/2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

Amor em quatro atos - Maria da Paz

Amor em quatro atos
 Por  que não pensei nisso antes?
A rede Globo de Televisão apresentou a poucos dias um seriado de quatro dias tendo como pano de fundo, ou melhor, pano de frente, músicas de um dos maiores compositores brasileiros "Francisco Buarque de Holanda.
Contrariando a programação da televisão brasileira que anda em baixa, o seriado foi muito bom e comentado na Escola. Claro que alguns alunos ficaram a ver navios, ou melhor "a ver nau catarinetas na Cidade Alta", Óh! James, filho de uma putinha como te odeio. Mas, acho muito proveitoso o não entender Chico Buarque - Máquina, mágica, última, única; Paredes sólidas, pocote bêbado: Te perdou por te trair, te ver em Paris, contrair uma doença em Ilhéus. Essa mágica dos trocadilhos que confundem os menos atenciosos me deixa alucinada. Chico é o cara - aquí na Terra é claro. 

Construção

Chico Buarque

 

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague


As Vitrines 

Composição : Chico Buarque

Eu te vejo sair por aí
Te avisei que a cidade era um vão
- Dá tua mão
- Olha pra mim
- Não faz assim
- Não vai lá não
Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão, frouxa de rir
Já te vejo brincando, gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar
Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão

Folhetim

Se acaso me quiseres,
Sou dessas mulheres
Que só dizem "sim!",
Por uma coisa à toa,
Uma noitada boa,
Um cinema, um botequim.
E, se tiveres renda
Aceito uma prenda,
Qualquer coisa assim,
Como uma pedra falsa,
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim.
E eu te farei as vontades.
Direi meias verdades
Sempre à meia luz.
E te farei, vaidoso, supor
Que é o maior e que me possuis.
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte:
Te afasta de mim,
Pois já não vales nada,
És página virada,
Descartada do meu folhetim.

Não deixa um soldado fiel morrer

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Embrenhando-me Rio Grande do Norte a fora

Zona rural de Nova Cruz
                               A caminho de São José de Campestre
                                A caminho de São José de Campestre
           Singela residência na Zona rural de São José de Campestre  
                           Prédio Público em São José de Campestre
                                                  Essas fotos são  de 
                               Lagoa de Pedras, Pedro  Velho/Montanha 
Praça da Igreja - Lagoa de Pedras

                                                 Praça de Pedro Velho
  Túnel na Estrada de Pedro Velho
 Túnel na Estrada de Pedro Velho

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Uma homenagem ao Poetaeusou

Durante o periodo em que acompanhei "Poetaeusou",
mesmo não sendo ele, uma novela tive a oportunidade 
de me emocionar com seus poemas escritos e com os visuais. 
Isso porque suas  lindas fotos, são belissimos poemas 
aos nossos olhos, expressivas do jeitinho que eu gosto. 
Deixa hoje para seus seguidores com uma lacuna enorme. 
Mas, sabe qual a coisa boa da história? 
Ele pode voltar na horinha que quizer. 
Estaremos aquí, para recebê-lo de blogs abertos.
Felicidades, tudo de ótimo para você.
 

SOS, auxilia-me, meu amor
escuta o meu grito, ajuda-me
de sentidos perdido, abriga-me
entre os molhos dos teus braços
não é o som do marulhar do mar
ou o bramido das ondas quebrando
é meu, o estrépito e angustiante brado
vem ser o aconchego, meu porto seguro
salva-me do dilúvio dos meus repensares
sentimentos abstractos e incompreendidos
rota sem farol, naufragado sou, mastro fustigado,
triste marujar, transbordando amor, em busca do cais

 poema: poetaeusou








ser poeta é engendrar
o silencio das palavras
construir as mensagens, para todos
de todos, aglutinar os seus sentires
ser poeta é, não ter dias
e ser os dias todos, todos os dias
é ser o dia Abril, todos os meses
e em todos, semear a amizade
ser poeta é, ser gaivota esvoaçante
pililipando a sinfonia dos amares,
ser a proa para todos navegada
procurando, para todos, o cais de abrigo
ser poeta é, ser amor, o meu, o teu, de todos
poema e fotos: poetaeusou

Para Nicolelis, saúde e educação estão interligados

20/01/2011 - 15:02 | 

Para Nicolelis, saúde e educação estão interligados

Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR

Durante o encontro com a governadora Rosalba Ciarlini, o cientista Miguel Nicolelis também citou como assunto de grande importância a saúde, que dentro de seu projeto está ligado diretamente à educação. Por essa razão, o trabalho desenvolvido em Macaíba beneficia mulheres que estão fazendo pré-natal. "Nenhum projeto educacional pode esperar o nascimento de uma criança, ele tem que se preocupar com a formação desde o útero da mãe", alertou Nicolelis.

Ele falou da teoria dos "18 meses críticos", ou seja, os nove meses de gestação mais os nove meses seguintes. É nesse período que a criança está se conectando com o mundo e começa a responder aos estímulos, captando o que é positivo ou negativo. A partir desse pensamento é possível educar as crianças para serem mais tranquilas e felizes, além de se interessarem mais pelo aprendizado.

Segundo Nicolelis, a mortalidade materna é um dos principais pontos a serem combatidos e, inclusive, já existe um estudo pronto que mostra a viabilidade de se construir centros de apoio a mulheres grávidas em quatro regiões do Rio Grande do Norte. Mas além da ajuda da Secretaria de Estado da Saúde Pública, precisa do apoio da Secretaria de Estado da Educação, o que foi prontamente garantido pelo governo nessa reunião. "É preciso dizer: nós vamos ter o modelo de saúde; mas para isso é preciso ter escola", disse o cientista.

Para Miguel Nicolelis, "se tiver que escolher uma prioridade na Secretaria de Educação será investir na mulher e na criança".


domingo, 16 de janeiro de 2011

Pelas rodagens da vida em Trovas - Maria da Paz



Vejo gente que passeia
Andando de lá pra cá
Uns caminham lentamente
E outros bem devagar

São o segredos da vida
No coração não há quem deva mandar
 Há tempos que eu te amo
O remédio é esperar

Não pense que vou morrer
Se você não me quizer
O mundo dar muitas voltas
Legeirimho eu posso te esquecer




Cego Aderaldo e seus...

CEGO ADERALDO
Meu benzinho, diga, diga
Por caridade confesse
Se você já encontrou
Quem tanto bem lhe quisesse

Meu bem, que mudança é esta
Neste teu rosto adorado?
Acabou-se aquele agrado
Com que me fazia festa?

Eu juro que nunca quis
Ofender teu peito nobre
Fala, meu anjo, descobre
Diga, meu bem, que te fiz?

Todo passarinho canta
Quando vem rompendo a aurora;
Só a pobre mãe-da-lua
Quando canta – logo chora…
Assim eu faço também
Quando meu bem vai se embora!

Fiz um A para te amar
Um B pra bem te querer
Um N pra não deixar-te
Um S só se eu morrer

Canta, canta, passarinho
Faça lá seu ninho agora
Mas depois não vá dizer
Que quem canta também chora

Amo, amo, porque quero
Adeus, minhas encomenda!
O homem, quando é vadio
Morre velho e não se emenda

O amor é como o sono
Que não dispensa ninguém
Eu só comparo é com a Morte:
Ninguém sabe quando vem!

Aquela ingrata cruel
Vejam que pago me deu!
Ninguém nem me fale nela
Que pra mim já morreu…

Meu bem, cabocla bonita
Bola de ouro polida
Por ti eu perco o que eu tenho
Até mesmo a própria vida

Minha viola de pinho
Feita de pinheiro macho
Esta viola me pede
Que eu, ao menos, chore baixo…

A unha nasce do dedo
O dedoo nasce da mão
Mas a mão nasce do braço
E o braço nasce do vão

A pedra nasce do fogo
O fogo nasce do chão
O amor nasce de dentro
Do intriôr do coração

Quando de ti me apartei
Os astros se demudaram
O vento não ventou mais
As águas todas secaram

Quem parte – gosto não tem
Quem fica – como terá?
Quem parte – põe-se a chorar
Quem fica – chora também

Adeus te digo, afinal
Adeus te digo, chorando
Adeus te torno a dizer
Adeus! Até não sei quando!



“Andei procurando um besta
 e de tanto procurar um besta

 encontrei este rapaz
 que nem serve pra ser besta 
 
  porque é besta demais”.

  Cego Aderaldo morreu no dia 29 de junho de 1967, aos 89 anos de idade.
Partiu pobre como viveu. De herança para o filho Mário,
que o acompanhou até o fim dos seus dias, uma casinha 
num bairro de Fortaleza que lhe fora doada pela grande 
escritora Rachel de Queiroz, uma das suas mais 
renomadas admiradoras, e outra em Quixadá. 
A rabeca, que adquirira no distante ano de 1916 
por 200 mil réis, ele doou ainda em vida ao filho Geraldo Rodrigues.
Verdadeiro mito dos sertões, Cego Aderaldo ainda hoje 
é mote constante dos desafios de violas que se fazem 
nos pequenos burgos do interior. O cantador Adalberto Ferreira, 
em uma de suas cantorias, afirmava que “vi o anjo Gabriel há 
tempo chamado e vi Cego Aderaldo cantando com os anjos lá do céu”.
Uma das primeiras homenagens ao genial cantador 
sertanejo se encontra em forma de estátua, defronte 
à rodoviária de Quixadá, num trabalho do escultor 
João Bosco do Vale e por iniciativa de Alberto Porfírio, 
também cantador, e um dos mais denodados batalhadores 
pelo resgate da genuína cultura do Nordeste.

   “Ah! Se o passado voltasse
     todo cheio de ternura
     eu ainda tendo vista
     saía da vida escura.
     Como o passado não volta
     aumenta a minha tristeza
     só conheço o abandono
     necessidade e pobreza”.

Certa vez, em uma palestra, Leonardo Mota leu para 
o cego Aderaldo umas estrofes em que Luís Dantas Quesado
falava de coisas difíceis de serem vistas. Imediatamente, 
o cego repentista improvisou estas sextilhas:

Só nos falta vê agora
carrapato em farinha
Cobra com bicho-de-pé
Foice metida em bainha
Caçote criá bigode
Tarrafa feita sem linha

Muito breve há de se vê
Pisá-se vento em pilão
Botá freio em caranguejo
Fazê de gelo carvão
Carregá água em balaio
Burro subi em balão

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Eu

Imagem de Maria da Paz Picuí Quirino/CassianoPerfil

Sou Da Paz Picuí , nasci em Picuí e moro em Macaiba, onde sou educadora a 28 anos. Trabalho na Escola Estadual "Henrique Castricano de Souza" A 26 anos, onde atualmente ocupo o cargo de vice diretora. Sou formada em Biologia pela Universidade Potiguar. Sou aprediz de poetiza. Faço uns versos de poucas rimas. amo a Cultura nordestina.
Em dezoito de agosto
No Sítio salgados eu nascia
Não sei se foi falta de nome
Ou se foi por ironia
Mas, minha mãe me chamou
Pelo nome de Maria

Cidade/Município:Macaíba - RN
Endereço de email:fafadapaz@gmail.com
Cursos:Turma-04_-_Oficinas Tecnológicas, Turma-04_-_Políticas e Gestão na Educação, Turma-04_-_Projeto Vivencial, Turma-04_-_Introdução ao Moodle
Último acesso:domingo, 5 dezembro 2010, 22:36  (18 segundos)
Funções: estudante

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Primeiro Poema - Compadre Lemos





O Primeiro Poema     
Compadre Lemos

Adão não foi um poeta.
Mas foi o primeiro homem
a receber um poema
- em forma de fruta –
da primeira mulher:

-- Recebe, meu homem,
a redonda maçã,
com a forma da Terra
que haveremos de conquistar!

Recebe, meu homem,
a maçã vermelha,
rubra, como a paixão
que haveremos de viver!

Recebe, meu homem,
a polpa suave e branca,
branca e suave, como a paz
que haveremos de buscar!

Recebe, meu homem,
o fruto saboroso,
como todos os mistérios
que haveremos de aprender!

Recebe, meu homem,
das mãos de tua mulher,
o fruto – pão – compartilhado,
como a Vida o quer!

E vieram, os dois,
para cumprir, no mundo,
mesmo sem ter consciência,
o que houvera determinado
a Divina Providência!

                            
Compadre Lemos