Dia do Nordestino - 08 de Novembro

quinta-feira, 2 de abril de 2009

sábado, 21 de março de 2009

So'stô !!!


So'stô tu mangá d'eu
Um mulinga feio desse
Quer ser mió de que eu
Só pruquê foi pra cidade
Agora se engrandeceu

Sôis matuto cunem eu
Taives inté...


Maria da Paz
Ei, tais gostano do poema?
Pere um tiquim inté o livro sê pubricado
pra ver ele interim
Chau e xeru

Grandes caricaturistas

Belas caricaturasTim Maia - cantor e compositor
Hermeto Pascoal - cantor, compositor, músico brasileiro
Maguila - pugilista
Dunga - jogador de futebol
Cartola - cantor e compositor
Arlindo Cruz - músico sambista, cantor e compositor
Romário - jogador de futebol



Sorrir faz bem a saúde

E se a gente levasse a vida
com mais humor?
Talvez, a gente descobrisse
um jeito mais leve
de se relacionar com quem
está à nossa volta.
Reparando menos nas chatices
e mais nos pequenos prazeres.
Abrindo um pouco mais o sorriso
- Nem que seja para rir de si mesmo.
Espalhe seu humor por aí,
divida uma risada com alguém.


A felicidade consiste em nos contentarmos com o que temos.
Enfrentar a realidade e as diversidades. Nunca esperar que as coisas sejam fáceis,
pois a vida só boa por que temos que matar um leão por dia. A monotonia desbanca as nossas coragens, ativa a covardia e enfraquece nossa alma

sábado, 7 de março de 2009

Época - Notícia - Salvem o jegue


Encontrei esta reportagem na revista Época Nº 223 de 26 de agosto de 2002. É um tema tão atual que resolví reavivar a importância do animal que ajudou e continua ajudando a acelerar o progresso do nosso país. Precisamos dar valor a quem trabalha, assim disse Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, em uma de suas canções.
Época - Notícia- Salvem o jegue:
Salvem o jegue
Substituído pelas motos, o jumento nordestino hoje vale menos que uma galinha e é recusado até pelos matadouros
TIAGO CORDEIRO, DE SALVADOR
Marcio Lima/ÉPOCA

GUERRA
Prefeitos do sertão enchem caminhões com jegues sem dono e os abandonam nas cidades vizinhas.

Durante séculos o jegue foi o animal de estimação oficial das famílias do sertão. Era o amigo, o companheiro de trabalho, o meio de transporte capaz de buscar água no riacho próximo e voltar sozinho. O patrimônio mais valioso que um pai podia deixar para o filho. Isso acabou. Hoje é possível comprar um jumento por R$ 1, enquanto uma galinha custa sete vezes mais. O jegue está tão fora de moda que seus donos agora o esquecem na beira de alguma estrada, onde acaba causando acidentes. O desprezo pelo jumento é resultado da urbanização das cidades do interior do Nordeste. Por mais pobre que seja a família, hoje se pode comprar uma moto com apenas R$ 60 mensais. Carros aposentados nas capitais, como Caravans, Brasílias e Chevettes, são negociados por R$ 400. Os veículos, por piores que sejam, são mais rápidos, agüentam mais peso e não empacam. 'Os jegues estão marchando na contramão da História', diz Geraldo de Macedo, secretário de Agricultura de Currais Novos, no Rio Grande do Norte, que destacou um grupo de funcionários para recolher os jegues sem dono que vagam pela cidade. Na caatinga, o que era uma grande vantagem virou problema. 'O jumento sobrevive nas situações mais difíceis".As pessoas se desfazem dele, mas ele fica vadiando pela cidade e invade as lavouras.' Os bichos capturados são levados para o interior da Paraíba, onde são vendidos a preço de banana. Outras prefeituras são menos politicamente corretas – na calada da noite enchem carretas com jegues para abandoná-los na cidade vizinha, que fará o mesmo no dia seguinte. A prefeitura de Guamaré, no Rio Grande do Norte, foi mais radical: proibiu a entrada de jumentos. Nas entradas da cidade, pôs guaritas com PMs para bloquear os quadrúpedes invasores. Nas capitais, os burros praticamente desapareceram. Em Salvador, só existem na periferia, geralmente usados por pequenas lojas de material de construção. 'O pessoal compra areia ou cimento para melhorar a casa e a gente faz a entrega com ele', explica Demetrius de Brito, dono da loja O Casarão da Construção e do jegue Algodão Doce.


Não é a primeira vez que o bicho está ameaçado. Na década de 60, sua carne passou a ser exportada para a França e o Japão, onde é bastante apreciada, e o número de animais caiu pela metade em sete anos. "Tivemos de fazer uma campanha de conscientização para evitar que eles acabassem', reclama Fernando Viana Nobre, presidente da Associação Brasileira de Criadores do Jumento Nordestino. Mas a atual crise é pior, explica outro defensor do animal, o padre cearense Antonio Batista Vieira, de 83 anos, autor do livro O Jumento, Nosso Irmão, que inspirou até música de Luiz Gonzaga. 'Antes as pessoas encontravam um jegue solto na rua e já queriam vender para o matadouro. Agora, eles ficam aí, abandonados. É muito triste.' Ele explica que os bichos já não servem nem para a exportação, porque o mercado globalizado agora compra jegues africanos, ainda mais baratos que os brasileiros.
Para defender o bicho, o padre Vieira coordena, há 30 anos, o Clube Mundial dos Jumentos, que já recebeu apoio até da atriz e ecologista francesa Brigitte Bardot. 'A situação é triste porque tudo o que existe neste Nordeste foi feito no lombo do jumento', ecoa Viana. O poeta popular Patativa do Assaré homenageou o companheiro eqüídeo no poema 'Meu Caro Jumento'. Em Santana do Ipanema, em Alagoas, a estátua de um jumento na entrada da cidade homenageia o bicho que buscou água no poço local antes da chegada das bombas d'água. E Panelas, em Pernambuco, faz um festival que inclui corrida de jegues e uma cerimônia na qual o animal vencedor é coroado Rei da Cidade."
Em 1967, havia 2,7 milhões de jumentos no Nordeste. Hoje, existe apenas 1,2 milhão No sertão, o preço de uma galinha poedeira é de R$ 7, enquanto um burro pode ser comprado por apenas R$ 1


TRANSPORTE POPULAR
Candidatos faziam questão de posar com jumentos, como Lula e Brizola (à esq.) em 1998
Para o antropólogo baiano Roberto Albergaria, o motivo para o abandono do jegue é mais simbólico que econômico. 'O fim do jumento é o fim do mundo agrário tradicional, com seu ritmo lento. Agora é o ritmo da moto, da cidade.' Prova disso é que acabou o tempo em que presidenciáveis como Luiz Inácio Lula da Silva se deixavam fotografar em cima de jumentos – o então candidato Fernando Henrique Cardoso chegou a criar polêmica em 1994, ao dizer que não havia montado num jegue, e sim num cavalo. Ao menos por enquanto, nenhum candidato encarou um lombo de burro."

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Uma viagem pelo Museu Interativo do semi árido


Semi árido
"O clima semi-árido é um tipo de clima caracterizado pela baixa umidade e pouco volume pluviométrico. Na classificação mundial do clima, o clima semi-árido é aquele que apresenta precipitação de chuvas média entre 300 mm e 800 mm."
"O clima semi-árido está presente no Brasil nas regiões Nordeste e Sudeste. Corresponde a uma área de 982.563,3 quilômetros quadrados[1] e é a região semi-árida mais populosa do mundo, com 36 milhões de pessoas.
É definido por quatro dos principais sistemas de circulação atmosférica. Ao passarem pela região, provocam longos períodos secos e chuvas ocasionais concentradas em poucos meses do ano. A precipitação pluviométrica é em média cerca de 750 mm/ano, de forma bastante irregular no espaço e no tempo. As altas temperaturas (cerca de 26o C) com pequena variação interanual exercem forte efeito sobre a evapotranspiração que, por sua vez, determinam o déficit hídrico como o maior entrave à ocupação do semi-árido e ressaltam a importância da irrigação na fixação do homem nas áreas rurais da Região Nordeste em condições sustentáveis.
A evapotranspiração é a perda pela evaporação. Como o subsolo é rico em rochas cristalinas (de baixa permeabilidade), a formação de aqüíferos subterrâneos é inibida. O regime de chuvas rápidas e fortes também impedem a penetração de água no subsolo. Uma outra característica do semi-árido brasileiro é a presença de sais nos solos, precipitados pela evaporação intensa, o que inibe a produtividade agrícola.
A programação de pesquisa relacionada ao clima estuda os parâmetros agrometereológicos que afetam o desenvolvimento e rendimento das culturas – em particular aqueles relacionados com o suprimento de água para "os processos metabólicos das plantas. Estudos têm sido realizados para estimar índices de evapotranspiração que são essenciais para um programa de irrigação. Os estudos abrangem as culturas da manga, banana, goiaba, acerola e tâmara."Clima semiárido - Wikipédia, a enciclopédia livre:

Faveleiro

Caatinga

Aquarela Nordestina
Luíz Gonzaga
Composição: Indisponível

No Nordeste imenso, quando o sol calcina a terra,
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra.
Juriti não suspira, inhambú seu canto encerra.
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra.

Acauã, bem no alto do pau-ferro, canta forte,
Como que reclamando sua falta de sorte.
Asa branca, sedenta, vai chegando na bebida.
Não tem água a lagoa, já está ressequida.

E o sol vai queimando o brejo, o sertão, cariri e agreste.
Ai, ai, meu Deus, tenha pena do Nordeste.


Paisagens

Habitações

Povos

Inselbergd

Vale dos Dinossauros

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Para homenagear os nordestinos


Como um sândalo humilde que perfuma,
O ferro do machado que lhe corta.
Ei de ter minha alma sempre morta,
Mas, não me vingarei de coisa alguma.
Se algum dia perdida pela pruma,
Resolveres bater em minha porta.
Ao invés da humilhação que desconforta,
Teráis um leito sob o chão de plumas.
Em troca dos desgostos que me destes,
Mais carinho teráis do que tivestes.
Meus beijos serão multiplicados.
Para os que voltam pelo amor vencido,
A vingança maior dos ofendidos
É saber abraçar os humilhados.

Extraído de um cd de forró-de-pé-serra
Autor e título por mim desconhecido

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Chover - Cordel do fogo encantado ( Vídeo/foto/letra)




Chover (ou Invocação Para Um Dia Líquido)
Cordel Do Fogo Encantado
Composição: Lirinha; Clayton Barros
"O sabiá no sertão
Quando canta me comove
Passa três meses cantando
E sem cantar passa nove
Porque tem a obrigação
De só cantar quando chove*
Chover chover
Valei-me Ciço o que posso fazer
Chover chover
Um terço pesado pra chuva descer
Chover chover
Até Maria deixou de moer
Chover chover
Banzo Batista, bagaço e banguê
Chover chover
Cego Aderaldo peleja pra ver
Chover chover
Já que meu olho cansou de chover
Chover chover
Até Maria deixou de moer
Chover chover
Banzo Batista, bagaço e banguê
Meu povo não vá simbora
Pela Itapemirim
Pois mesmo perto do fim
Nosso sertão tem melhora
O céu tá calado agora
Mais vai dar cada trovão
De escapulir torrão
De paredão de tapera**
Bombo trovejou a chuva choveu
Choveu choveu
Lula Calixto virando Mateus
Choveu choveu
O bucho cheio de tudo que deu
Choveu choveu
Suor e canseira depois que comeu
Choveu choveu
Zabumba zunindo no colo de Deus
Choveu choveu
Inácio e Romano meu verso e o teu
Choveu choveu
Água dos olhos que a seca bebeu
Quando chove no sertão
O sol deita e a água rola
O sapo vomita espuma
Onde um boi pisa se atola
E a fartura esconde o saco
Que a fome pedia esmola**
Seu boiadeiro por aqui choveu
Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu que amarrotou
Foi tanta água que meu boi nadou****
Zé Bernardinho**
João Paraíbano***
Toque pra boiadeiro

O sertão de carne e osso - Zé da Luz

O SERTÃO EM CARNE E OSSO
ZÉ DA LUZ

(...) NO ROMPÊ DAS ARVORÁDA,
QUANDO ALEGRE A PASSARADA
SE DISMANCHA EM CANTURIA,
ANUNCIANDO AO SERTÃO,

A SUA RESSURREIÇÃO
NO DISPONTÁ DE OUTRO DIA!
NOS GAIO DAS BARAÚNA,
OS MAGOTE DE GRAÚNA

QUANDO O SEU CANTO DISÁTA,
PARECE UNS VIGARO VÉIO
CANTANDO O SAN"

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Minha Terra - Rogaciano Leite

Vegetação e serras de Picuí PB

Açude de Varzea Verde - Picuí PB

Minha Terra - Rogaciano Leite

Eu nascí lá num recanto
Do sertão que amo tanto
Onde o céu desdobra o manto
Feitos de rendas de anil
Onde o firmamento extenso
É um grande espelho suspenso
Refletindo o rosto imenso
Da minha pátria o Brasil

Existe lá um baixio
Onde um sonolento rio
Descança o dorso macio
Numa estrela de cristal
Naquele terreno vasto
Onde a terra tem mais pasto
Onde o Brasil é mais casto
Eu ví meu berço natal


Nascí fitando as colinas
Onde as águas cristalinas
Espalham pelas campinas
O pranto que o céu chorou
Onde a Terra forma um adro
Mostrando a risco de esquadro
O mais invejável quadro
Que a mão de Deus desenhou


No meu sertão brasileiro
Foi aonde eu ví primeiro
O cantador violeiro
Modulando uma canção
Fazer da alma cigarra
Da garganta uma cigarra
Da vida uma eterna farra
E do Brasil um coração
Museu Interativo do Semi-Árido:

Sertão de carne e alma -Ivanildo Vila Nova e Geraldo Amâncio


No tempo da mocidade
Eu também já fui vaqueiro.
Não tinha jurema grossa,
Mororó nem marmeleiro.
Fui cabra de vista boa,
Negro de corpo maneiro.
Pinto de monteiro
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Sertão de Carne e alma
Ivanildo Vila Nova e
Geraldo Amâncio

Uma tarde de inverno no sertão
É um grande espetáculo pra quem passa
Serra envolta nos tufos de fumaça
E agua forte rolando pelo chão
O estrondo da máquina do trovão
Entre as nuvens do céu arroxeado
Um raio caindo assombra o gado
Atolado por entre as lamas pretas
Rosna o vento fazendo piruetas
Nas espigas de milho do roçado

No sertão quando é bem de manhãzinha
Sertanejo se acorda na palhoça
Chama o filho mais velho e vai pra roça
A mulher toma conta da cozinha
Faz um fogo de lenha e encaminha
Um guizado, angú quente ou fava pura
E depois de fazer essa mistura
Sai façeira igualmente uma condessa
Com um tibungo de barro na cabeça
E vai levar aos heróis da agricultura

Falar mal do sertão hoje não ouço
Não se entrega ao cansaço ou enxaqueca
Um herói pelejando contra a seca
Contra a cheia combate sem sobrosso
Respeite a moral de velho ou moço
Se quiser ter a sua respeitada
Sem Brasil a América é derrotada
Com Brasil a América vale mil
Sem Nordeste o Brasil não é Brasil
Sem sertão o Nordeste não é nada

Museu Interativo do Semi-Árido:

Budega - Autora: Maria da Paz

Budega - bodega, mercearia, mercantil, cantina, venda, barraco, banca, mercadinho, barraca, fiteiro...

Sortimento em mercearia (budega)


Sortimento em mercearia (budega)


Folhas de senne (chá de sena)



Tô xegano carregado.
Comprei na budega um ispêio,
Prumode nóis se oiár.
Rapadura? rum!!!
Comprei logo um garajá.
Pru nosso fiinho brincar,
Eu truve um maracá.
Oia só essas piinha,
pru ráido de nóis falar.
E tomém uma lamparina,
Pras noite quilariar.
A budega de Olinto,
Cheinha de surtimento.
Cocorote, sorda preta,
Toicim de poico e galete.
Um preifumin prá você,
cum cheirinho de fulô.
Ispie só esse batom,
É pra tu pintar os beiço.
Truve um coxão de belço,
Umas cordas e uma rede.
Num isquici da bassoura,
Do sabão e da bacia.
O pineu de bicicreta,
Um vestido pra roberta.
Não se apoquente querida,
Que truve muita comida.
Comprei dois saco de feijão
Um de arroz e um de farinha.
Tomém truve umas bulachinha e
Os mios da galinha.
Nesse bizaco incarnado,
tem meisinha, maná e sena.
Mais um bucado de coisa,
Que nem sei pra que servia.
E o pagamento das compra,
Num fiquei deveno nada.
Eu fiz foi com a venda,
Do roçadim de aigodão.
Só tive pena do burro,
Tadim que caiga pessada.
Encha a gamela d'água,
E amarra o bixim na sombra.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O atraso cultural de uma nação - Dapaz

O atraso cultural de uma nação - miséria, pobreza, abandono, analfabetismo, exploração infantil, violência,racismo, preconceito...




O Brasil passou a colonia de Portugal a partir de 1500, como o tal "descobrimento" por Pedro Álvares Cabral e até o momento da nossa "independência" apenas 3% da população eram letrados. As primeiras faculdades brasileiras foram instaladas e entraram em funcionamento no ano de 1825 (325 anos após o descobrimento) e somente em 1934, surgiu a primeira universidade, frequentada por um seleto grupo de poder aquisitivo elevado. Para nós, brasileiros, isso significa um atraso de mais de 400 anos para que acontecesse a cultura letrada, o que implica em dizer que essa cultura letrada só surgiu de fato no século XX, firmando-se verdadeiramente no século XXI. Porém, dentro desse quadro de esforço pela universalização, há mitos e verdades e, que mesmo assim o povo brasileiro não deixou de ter sua cultura, uma das mais ricas ocidentais. E por mais que seja contraditório para alguns, quem mais fez cultura nesse país, foram os analfabetos. Danças, músicas, ditados populares, lendas, artesanato, e um rico vocabulário, firmado a partir de dialetos e idiomas dos muitos povos que estraram no país, principalmente na época colonial. A exemplo desse vocabulário, temos a palavra "forro", pode ter sido originada da expressão "For all" do inglês - para todos. Temos os nossos próprios costumes a ser preservados, exemplo: a rapadura, um produto inventado no Brasil, mais que por incompetência ou por ignorância, não foi patenteada e foi descaradamente roubada de nós. Mas, o que isso tem a ver com o atraso cultural do Brasil?

Nas agruras da vida
Não vi o tempo passar
Nem se quer espiei pr'ocê

...

Via Láctea - Olavo Bilac

"Ora (direis) ouvir estrelas!Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi,
no entanto/ Que para ouvi-las,
muita vez desperto/ E abro as
Janelas, pálido de espanto...

E convesarmos toda a noite,
enquanto/ A via Láctea, como um
pálio aberto/ Cintila. E, ao vir do
Sol, saudoso e em pranto,/ inda as
procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado
amigo!/ Que conversas com ela?
Que sentido/ Tem o que dizem,
quando estão contigo?"

Eu vos direi: "Amai para
entendê-las!/
Pois só quem ama pode ter
ouvido/ Capaz de ouvir e de
entender estrelas.!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Significado da palavra "sertão" - pesquisa


Atualmente, o termo "sertão" é mais utilizado para designar o interior da macro-região Nordeste do Brasil(segundo elaboração do IBGE). Seria uma "região natural" onde predominam as estiagens (secas) duradouras e, consequentemente, maiores dificuldades para a vida vegetal, animal e humana, sobretudo atividades agrícolas. Euclides da Cunha, engenheiro, militar e militante republicano, em "Os sertões", do início do século formulou a seguinte frase: O sertanejo é antes de tudo um forte", tentando explicar as condições de sobrevivencia em ambiênte tão inóspito.

Trechos da reportagem
Por que sertão
Willian Rosa Alves


Meu sertão de fulor cheirosa
De meninas brejeiras
...

domingo, 25 de janeiro de 2009

As grandezas do Sertão - Manoel Camilo dos Santos

Museu Interativo do Semi-Árido: "AS GRANDEZAS DO SERTÃO
MANOEL CAMILO DOS SANTOS



(...) Sertão terra de encanto
De amor, paz e alegria
De ar brando e mais tocante
Brisa mansa, leve e fria
Onde a natureza em tudo
Inspira mais poesia

Lá os dias são mais alegres
As noites mais agradáveis
O Sol é purificante
As chuvas são mais saudáveis
Deslumbra a alma poética
O belo cantar das aves (...)

As tardes lá são tão belas
E chama tanta atenção
Que embrandece de momento
O mais duro coração
Não pode contar do mundo
Quem nunca foi ao Sertão(...)

Com a chegada da chuva
Os passarinhos em folia
Parece se reunirem para festejarem
O dia é uma orquestra sublime
Festa de mais poesia (...)

(...) E depois vê-se nos campos
Oa vaqueiros encourados
Tangendo um aboio saudoso
Dando a conhecer oas gados
Que compareçam a revista
Como se sejam soldados.(...)

(...) Um inverno bem constante
Dois trovões fortes em janeiro
Três chuvadas em fevereiro
Quatro em marçopor diante
Cinco açudes de vazante
Seis roçados de algodão
Sete armazéns de feijão
Oito de milho e arroz
Nove cercados de bois
Dez grandezas do sertão(...)

Vídeo - Côco no pé - Biliu de Campina

Vídeo - A triste partida - Luiz Gonzaga

sábado, 17 de janeiro de 2009

O bom filho a casa torna - Ednardo




Eu vou contar seu moço
Porque deixei meu sertão
Não foi por falta de inverno
Não pra fazer baião

É que todo sertanejo
Sempre tem essa ilusão
Conhecer cidade grande
Põe nas costas um matulão
Pensa que cá na cidade
Não existe exploração

Olha os bens que deixei
Um roçado de algodão
Bem cheinho de mandioca
De arroz e de feijão
Mas, também só na mulher
É que eu não tinha sócio não

Acontece é que vi tudo
Arranha céu muita grandeza
Móio de ferro voando
Remexendo a natureza
Mais o cheirinho do mato verde
Para mim tem mais beleza

Ai meu Deus! quanta saudade
Do lachinha e do seu né
Do Diogo, do leitinha
João Piston de Rafael
Esmagado, Garrinchinha
São meus amigos de fé.

Essas águas do meus olhos
Algum dia vai parar
O bom filho volta a casa
Por isso eu vou voltar
Eu já vi ditado certo
Pra aprender tem que apanhar

Graças a Deus que eu tenho
Quem me protege
São José de Ribamar
Em Vargem Grande São Raimundo.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Relógio dos apaixonados Autora: Maria da Paz



Conto as horas e os minutos
Para estar ao lado seu
Se passou já tanto tempo
A saudade é tamanha
E os ponteiros do relógio
Não querem colaborar
É! parece que tudo parou.
Assim vivem os apaixonados
Achando o dia tão longo
Distante do "ser amado"
Eu não estou apaixonada!!!
É maluquisse demais
Pensar que eu sou capaz
De suportar "cem minutos"
Pra uma hora acabar!
Esperar "cem segundos"
Pra um minuto findar
O que espera que eu faça
560 minutos, são muito preciosos
Ou melhor, o que desejas que eu faça
Com essa sobra de tempo?
Já estou habituada,
Com o tempo que eu tenho
Faço tudo que eu quero
Planto flores,dou risadas,
Conto estórias e histórias
Leio bons livros, escrevo,
Ensino, aprendo, educo, me educo
Escuto boas músicas, canto, danço
Lavo, passo, varro, sou feliz
Não precisa mudar
Deixe tudo como estar

REPORTAGEM

Relojoeiro suíço propõe mudar a medida do tempo e cria relógio de 10 horas.
Nos modelos, cada hora tem cem minutos e cada minuto tem cem segundos

Para David Chanson não parece lógico que os relógios dividam o tempo em 12 horas. Por isso, ele propôs mudar a maneira de contar o tempo comercializando aparelhos que utilizam o sistema decimal.
“Sempre pensei que nossa divisão de tempo em 24 horas, 60 minutos e 60 segundos é profundamente ilógica”, diz Chanson, 34 anos, neto e bisneto de tradicionais relojoeiros de Vale das Jóias, um famoso pólo de indústrias deste setor na Suíça.
O designer já está fabricando relógios com apenas 10 horas – o que, para ele, é o tempo ideal de duração do dia. Nos aparelhos, cada hora tem cem minutos e cada minuto tem cem segundos.
O ‘inventor’ está convencido de que sua idéia pode vingar– apesar da conjuntura atual de crise econômica. Foram investidos aproximadamente 132 mil euros na iniciativa. O modelo custa certa de 300 euros. Porém, no momento, Chanson só conseguiu vender uma dezena de unidades. Ele espera conseguir um investidor parar desenhar modelos mais sofisticados e também aumentar as operações de marketing do produto.