Dia do Nordestino - 08 de Novembro

sábado, 8 de novembro de 2008

Somos civilizados....

Victória - Canadá

ACRÓTICO - Maria da Paz

R - Reduzindo nossos gastos
E - Escolhendo o natural
C - Cada um faz seu papel
I - Implantando um ideal
C - Cuidar do nosso Planeta
L - Levantando a bandeira do saber
A - Amanhã, melhor vida nós teremos
RRR - REAPROVEITAR, REDUZIR E RECICLAR!!!

Praça após uma poda radical
Ostras nas praias de Rio do Fogo
Fico muda diante dessa beleza
Rio Jundiaí - Macaíba
Iguana ou simplismente Camaleão
Desflorestamento e queimadas
Sagui-de-tufos-brancos

SOMOS CIVILIZADOS..............
Fátima (Mundo animal)

Quando todos os homens
amarem os animais,
Quando todos os animais
perderem o medo dos homens,
Quando os 3/4 de mata destruídas
forem replantadas,
Quando lagos, rios e mares
forem respeitados e tratados
como geração de vida,
Quando houver consciência coletiva
de preservação da natureza
e tudo que nela há,
Quando todos entenderem
que o Planeta Terra tem
petróleo nas veias
e um coração que bate
junto com Universo,
Nesse dia,
o homem poderá finalmente
ser chamado de CIVILIZADO!

Esse texto foi escrito por Mar
(AME A NATUREZA) e, quando li, achei
que era a "cara" do Humanos
...espero que gostem

Um abraço
Fátima ( Mundo Animal)

Resposta a Rogério Meneses - Maria da Paz



 Rogério Marinho

QUANDO A MULHER É JOGADA
NA MAIS DETESTÁVEL LAMA
RECEBENDO HUMILHAÇÕES
DA PESSOA QUE MAIS AMA
A TERRA BEBE TREMENDO
AS LÁGRIMAS QUE ELA
DERRAMA.


 Meu Querido Rogério Meneses:
Quero e vou dar uma nova roupagem a
esse seu belo poema

Quando a mulher é jogada
na mais detestável lama
Junta os cacos do orgulho.
Se chorar, não faz barulho
Recebe as humilhações,
Como se fossem elogios.
Grita pra todos com calma:
Amor próprio cura as
feridas da alma
Não se deixa vencer por tristeza
Pisa no chão com firmeza
Levantando a cabeça.
Não há homem que mereça
Que o solo do chão amado
Seja por lágrimas aguado.
Toma um banho de loja
Deixa o cabelo arrumado
Maquiada e bonita
Logo arranja um namorado.
Esquece os dias sofridos
Mulher não chora por homem
Chora é com o orgulho ferido.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Encontro de professores - Vamos cuidar do Brasil

Fotos da Exposição no Congresso de Meio Ambiênte realizado em Natal 29/11/2008





2º Encontro de professores
Tema Geral: Vamos cuidar do Brasil nas Escolas
Temas específicos: Água, fogo, Ar e solo





terça-feira, 4 de novembro de 2008

Carta 2070 - Eduardo Botelho

Maria da Paz disse: Este nó na garganta é de tristeza, lembrar que eu podia ter feito a difereança, e eu não o fiz.Perdão meu Deus

Exemplos de anomalias ou modificações genéticas, o bebê sapo e o bebê ciclope são oriundos da Índia.







O ar poluído me deixa sufocado.Perdão meu corpo
Os rios secaram, o solo rachou, não há mais vida no chão. Desertos, chuva ácida. Perdão irmãos.
O tempo se esgotou e eu nada fiz. Perdão meus filhos e netos
Não há mais tempo, adeus meu planeta. Tão belo que...

Aquí começa o documento de Eduardo Botelho

Carta 2070 -Eduardo Botelho
Documento extraído da revista biográfica
“Crónicas de los Tiempos”

Estamos no Ano 2070
e acabo de completar os 50 anos,
mas a minha aparência
é de alguém de 85.
Tenho sérios problemas renais
porque bebo pouca água.
Creio que me resta pouco tempo.

Hoje sou uma das pessoas
mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha cinco anos.
Tudo era muito diferente.
Havia muitas arvores nos parques,
as casas tinham bonitos jardins
e eu podia desfrutar de um banho
de chuveiro cerca de uma hora.

Agora usamos toalhas em azeite
mineral para limpar a pele.
Antes todas as mulheres
mostravam a sua formosa cabeleira.
Agora devemos rapar a cabeça
para a manter limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro
com a água que saía de uma mangueira.

Hoje os meninos não acreditam
que a água se utilizava dessa forma.
Recordo que havia muitos anúncios
que diziam CUIDA DA ÁGUA,
só que ninguém lhes ligava;
pensávamos que a água
jamais se podia terminar.

Agora, todos os rios,
barragens, lagoas e mantos aqüíferos
estão irreversivelmente
contaminados ou esgotados.
Antes a quantidade de água
indicada como ideal para beber
eram oito copos por
dia por pessoa adulta.

Hoje só posso beber meio copo.
A roupa é descartável,
o que aumenta grandemente
a quantidade de lixo;
tivemos que voltar a usar
os poços sépticos (fossas)
como no século passado
porque as redes de esgotos
não se usam por falta de água.

A aparência da população
é horrorosa; corpos desfalecidos,
enrugados pela desidratação,
cheios de chagas na pele pelos
raios ultravioletas que já não tem
a capa de ozônio que os
filtrava na atmosfera,
imensos desertos constituem
a paisagem que nos rodeia
por todos os lados.

As infecções gastro-intestinais,
enfermidades da pele e das vias urinárias
são as principais causas de morte.
A industria está paralisada
e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras
são a principal fonte de emprego
e pagam-se com água
potável em vez de salário.
Os assaltos por um bidão de água
são comuns nas ruas desertas.

A comida é 80% sintética.
Pela ressequidade da pele uma jovem
de 20 anos está como se tivesse 40.
Os científicos investigam,
mas não há solução possível.
Não se pode fabricar água,
o oxigênio também está degradado
por falta de arvores o que diminuiu
o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos
espermatozóides de muitos indivíduos,
como conseqüência há muitos meninos
com insuficiências, mutações e deformações.
O governo já nos cobra
pelo ar que respiramos.
137m3 por dia por habitante e adulto.
A gente que não pode pagar
é retirada das “zonas ventiladas”,
que estão dotadas de gigantescos
pulmões mecânicos que funcionam
com energia solar,
não são de boa qualidade,
mas pode-se respirar,
a idade média é de 35 anos.

Em alguns países ficam manchas
de vegetação com o seu respectivo rio
que é fortemente vigiado pelo exercito,
a água é agora um tesouro muito cobiçado,
mais do que o ouro ou os diamantes.
Aqui agora já não há arvores
porque quase nunca chove,
e quando chega a registra-se
uma precipitação, é de chuva ácida;
as estações do ano tem sido
severamente transformadas pelas
provas atômicas e da industria
contaminante do século XX.

Advertia-se que havia que cuidar do
o meio ambiente e ninguém fez caso.
Quando a minha filha me pede
que lhe fale de quando era jovem
descrevo o bonito que eram os bosques,
a chuva, as flores, do agradável
que era tomar banho e poder pescar
nos rios e barragens,
beber toda a água que quisesse,
o saudável que as pessoas eram.

Ela pergunta-me: Papá!
Porque acabou a água?
Então, sinto um nó na garganta;
não posso deixar de sentir-me culpado,
porque pertenço à geração
que terminou destruindo
o meio ambiente ou simplesmente
não tomamos em conta tantos avisos.
Agora os nossos filhos pagam
um preço alto e sinceramente
creio que a vida na terra
já não será possível dentro
de muito pouco porque a
destruição do meio ambiente
chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria de voltar atrás
e fazer com que toda a
humanidade compreendesse isto quando
ainda podíamos fazer alguma
coisa para salvar o nosso planeta
Terra!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Comício de beco estreito - Jessier Quirino


Comicio em Beco Estreito

"Pra se fazer um comício
Em tempo de eleição
Não carece de arrodei
Nem dinheiro muito não
Basta um F-4000
Ou qualquer mei caminhão
Entalado em beco estreito
E um bandeirado má feito
Cruzando em dez posição.

Um locutor tabacudo
De converseiro comprido
Uns alto-falante rouco
Que espalhe o alarido
Microfone com flanela
Ou vermelha ou amarela
Conforme a cor do partido.

Uma ganbiarra véa
Banguela no acender
Quatro faixa de bramante
Escrito qualquer dizer
Dois pistom e um taró
Pode até ficar melhor
Uma torcida pra torcer

Aí é subir pra riba
Meia dúzia de corruto
Quatro babão, cinco puta
Uns oito capanga bruto
E acunhar na promessa
E a pisadinha é essa:
Três promessa por minuto.

Anunciar a chegança
Do corruto ganhador
Pedir o "V" da vitória
Dos dedo dos eleitor
E mandar que os vira-lata
Do bojo da passeata
Traga o home no andor.

Protegendo o monossílabo
De dedada e beliscão
A cavalo na cacunda
Chega o dono da eleição
Faz boca de fechecler
E nesse qué-ré-qué-qué
Vez por outra um foguetão.

Com voz de vento encanado
Com os viva dos babão
É só dizer que é mentira
Sua fama de ladrão
Falar dos roubo dos home
E tá ganha a eleição.

E terminada a campanha
Faturada a votação
Foda-se povo, pistom
Foda-se caminhão
Promessa, meta e programa...
É só mergulhar na Brahma
E curtir a posição.

Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Vigaristão competente
É só mandar pros otário
A foto num calendário
Bem família, bem decente:

Ele, um diabo sério, honrado
Ela, uma diaba influente
Bem vestido e bem posado
Até parecendo gente
Carregando a tiracolo
Sem pose, sem protocolo
Um diabozinho inocente".

Estátua da Liberdade - uma das bestas do Apocalípse


O poema a seguir está gravado ao pé da Estátua da Liberdade.

Venham a mim os teus cansados,
os teus pobres,
Tuas multidões desnorteadas,
ansiando por respirar
em liberdade,
Os rejeitados que se apinham
nos litorais sem esperança.
Manda-me os desabrigados,
os escorraçados pela tempestade:
Suspendo minha tocha sobre o portal de ouro

Emma Lazarus - l875

domingo, 2 de novembro de 2008

A dor da separação - Flávio José



A dor da separação
Composição: Flávio José

Quando você diz que vai embora
Sinto um par de espora cutucar meu coração
Fico balançando numa rede
Metendo o pé na parede
Curtindo uma depressão

Quando você diz que vai embora
até minha alma chora a dor da separação
Vai não, fica mais um pouco
Você vai me deixar louco
Nessa triste solidão

Vem cuidar de mim, amor
Vem cuidar de mim, paixão
aumentar a minha vida
Vem sarar essa ferida
Dentro do meu coração

Pensamento de Mahatma Gandhi

Irmã Dulce - O anjo bom do Brasil


Se eu pudesse deixar
algum presente a você,
deixaria aceso o
sentimento de amar
a vida dos seres humanos.
Deixaria para você,
se pudesse, o respeito àquilo
que é indispensával:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse,
um segredo:
o de buscar no interior
de si mesmo a resposta
e a força para
encontrar a saída.

Castro Alves // Djalma Maranhão

Oh! Bendito o que semeia livros... Livros de mão-cheia... E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma, é germe que faz a palma, É chuva que faz o mar. - Castro Alves

"Há momentos decisivos na vida dos povos. É a hora em que a História marca as encruzilhadas. Acreditamos que o povo brasileiro vive um desses momentos. Na sua luta contra o subdesenvolvimento ele precisa se erguer do solo e ganhar sua independência de ação. E só poderá fazer isso se for alfabetizado e tiver uma educação mínima que o faça afirmativo na sociedade. Acreditamos que chegamos nessa encruzilhada: ou o povo se alfabetiza ou se escraviza" - Djalma Maranhão

sábado, 1 de novembro de 2008

As rosas não falam, elas exalam perfumes

Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece por um momento os números, a semana, o dia de teu aniversário. Se conseguires ser leve, aproveita, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento. - Fernando Campanella













Bate outra vez,com esperanças no meu coração, pois já vai terminando o verão enfim, queixo-me as rosas, que bobagem as rosas não falam, simplismente as rosas exalam o perfume que roubam de ti, devias vir para ver os meus olhos...

Minha homenagem a Cora Coralina -Todas as vidas



Todas as Vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!

Cora Coralina



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